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Novo malware SparkCat invade App Store e Google Play para roubar frases de recuperação de carteiras cripto



Uma nova variante do malware SparkCat foi identificada em aplicativos disponíveis tanto na App Store quanto na Google Play, ampliando os riscos para usuários de dispositivos móveis — especialmente aqueles que utilizam criptomoedas. A ameaça, que já havia sido documentada anteriormente, evoluiu significativamente e agora adota técnicas mais sofisticadas para roubo de informações sensíveis.


De acordo com análises conduzidas pela Kaspersky, o malware está sendo distribuído por meio de aplicativos aparentemente legítimos, como mensageiros corporativos e serviços de entrega de comida. Uma vez instalado, o aplicativo solicita acesso à galeria do dispositivo e passa a analisar silenciosamente as imagens armazenadas.


O objetivo é específico: identificar frases de recuperação de carteiras de criptomoedas, conhecidas como “seed phrases”. Para isso, o SparkCat utiliza tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR), capaz de extrair texto de imagens. Caso identifique palavras-chave relevantes, o malware envia automaticamente essas imagens para servidores controlados pelos hackers.


A variante para iOS chama atenção por seu alcance mais amplo. Diferentemente da versão Android, que busca termos em idiomas asiáticos como japonês, coreano e chinês, a versão para iPhone foca em frases em inglês — o que amplia significativamente o número de potenciais vítimas em nível global.


Já no Android, o malware evoluiu em termos técnicos, incorporando múltiplas camadas de ofuscação, incluindo virtualização de código e uso de linguagens multiplataforma. Essas técnicas dificultam a análise por ferramentas de segurança e tornam a detecção mais complexa.


O SparkCat foi inicialmente identificado em fevereiro de 2025 e, desde então, tem demonstrado evolução contínua, indicando que se trata de uma operação ativa e em desenvolvimento. Há indícios de que os hackers por trás da campanha sejam falantes de chinês, embora a atribuição definitiva ainda não tenha sido confirmada.


Especialistas alertam que o ataque explora um comportamento comum entre usuários de criptomoedas: armazenar capturas de tela com frases de recuperação diretamente na galeria do celular — uma prática altamente insegura. Com acesso a essas informações, hackers podem restaurar carteiras e transferir fundos sem qualquer possibilidade de reversão.


O caso reforça um alerta crítico: mesmo aplicativos disponíveis em lojas oficiais não estão imunes a ameaças. A combinação de engenharia social, permissões excessivas e técnicas avançadas de evasão está tornando o ambiente mobile um dos principais vetores de ataque atualmente.

 
 
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