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- A Black Friday virou Black Fraude e os criminosos estão em promoção
A Black Friday, tradicionalmente associada a grandes descontos e oportunidades de compra, também se tornou um terreno fértil para golpes digitais e fraudes sofisticadas. O evento, que movimenta bilhões de reais no e-commerce brasileiro, agora é conhecido entre especialistas e consumidores como a “Black Fraude” — um período em que hackers intensificam suas ações para enganar consumidores distraídos e lucrar com promoções falsas. De acordo com o Mapa da Fraude 2025 , foram registradas 2,8 milhões de tentativas de fraude no comércio eletrônico brasileiro , representando R$ 3 bilhões em prejuízos potenciais . O foco principal dos invasores são produtos de alto valor, como eletrônicos e eletrodomésticos , que atraem tanto o desejo do consumidor quanto a ganância dos criminosos. Os golpes estão cada vez mais sofisticados. Sites falsos idênticos aos originais — muitas vezes com pequenas alterações no endereço, como trocar uma letra “l” por “I” — enganam até os mais atentos. Há também promoções enganosas, boletos clonados, QR Codes Pix falsos , links de phishing enviados por e-mail ou redes sociais, além de perfis falsos que utilizam deepfakes de influenciadores para dar credibilidade às ofertas. Para se proteger, especialistas recomendam digitar manualmente o endereço da loja , verificar a presença do cadeado de segurança (HTTPS) e conferir o CNPJ da empresa antes de finalizar a compra. É importante desconfiar de mensagens que pressionam o pagamento imediato e evitar clicar em links enviados por e-mail ou WhatsApp . O uso de cartões virtuais e autenticação em dois fatores também é essencial. Caso o consumidor seja vítima de golpe, o primeiro passo é interromper o pagamento e acionar o banco por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Também é fundamental registrar um boletim de ocorrência , guardar todas as provas digitais — como prints, e-mails e links — e, se necessário, buscar orientação jurídica especializada . A Black Friday continua sendo uma excelente oportunidade para economizar, mas, sem cautela, o que parecia um bom negócio pode acabar se transformando em um prejuízo completo — afinal, quem não se protege corre o risco de pagar “a metade do dobro” e ainda sair com um golpe inteiro. Via - AM
- Como SOCs enfrentam as ameaças cibernéticas no Brasil
Segundo dados da Febraban, 100% dos bancos brasileiros consideram a segurança da informação como prioridade máxima, refletindo uma tendência que se estende para outros setores críticos da economia. Paralelamente, o setor de TI nacional cresce a taxas superiores a 9% ao ano, incluindo investimentos em segurança, monitoramento e infraestrutura digital. Os SOCs não apenas monitoram e detectam incidentes em tempo real, mas também estruturam processos de resposta rápida e coordenada, reduzindo impactos financeiros e reputacionais. No entanto, manter um SOC interno robusto exige investimentos elevados em tecnologia e especialistas, criando espaço para o crescimento do modelo SOCaaS (SOC como Serviço), que combina expertise externa, automação e Inteligência Artificial. Tendências e indicadores no Brasil O Fórum Brasileiro de CSIRTs, organizado pelo CERT.br, registrou 739 participantes em 2024, um aumento expressivo em relação a 2023, indicando maior envolvimento de empresas brasileiras em segurança cibernética e resposta a incidentes. O orçamento total do setor bancário destinado à tecnologia deve chegar a R$ 47,8 bilhões, com destaque para áreas de análise de dados, nuvem e segurança, segundo a Febraban. A adoção de processos padronizados e playbooks de resposta a incidentes está se tornando uma prática cada vez mais comum, permitindo maior eficiência e velocidade na resposta a ataques. O valor dos playbooks SOC Entre os recursos que fortalecem a maturidade de um SOC estão os playbooks de cibersegurança, guias que padronizam respostas a incidentes, reduzem erros e aceleram decisões. O playbook SOC da Cyrebro, por exemplo, oferece referência prática para organizações estruturarem processos de detecção e resposta, alinhando tecnologia, pessoas e processos. Esse tipo de recurso contribui para que empresas brasileiras estejam preparadas para lidar com a crescente complexidade das ameaças digitais. Caminho para a resiliência digital A crescente sofisticação dos ataques digitais exige mais do que investimento em tecnologia: requer uma cultura organizacional de segurança, monitoramento contínuo, inteligência artificial e automação. A implementação de SOCs e SOCaaS, apoiada por práticas como as de playbook do Cyrebro SOC posiciona empresas brasileiras em um nível de resiliência superior, transformando a segurança digital em um ativo estratégico. Via - DF
- Washington Post confirma vazamento de dados após ataque ligado a falhas em softwares da Oracle
O jornal The Washington Post confirmou ter sido vítima de um ataque cibernético vinculado à exploração de vulnerabilidades no Oracle E-Business Suite , conjunto de softwares corporativos amplamente utilizado em operações empresariais e gestão de dados sensíveis. A informação foi inicialmente revelada pela agência Reuters , que citou um comunicado oficial do jornal reconhecendo o impacto do incidente. Embora o Post não tenha detalhado a extensão do vazamento, a invasão faz parte de uma campanha mais ampla que também atingiu universidades, companhias aéreas e grandes corporações . A Oracle limitou-se a redirecionar questionamentos para dois comunicados anteriores sobre as falhas, sem fornecer novos detalhes. Segundo informações divulgadas pelo Google no mês passado, hackers do grupo Clop exploraram múltiplas vulnerabilidades no Oracle E-Business Suite para roubar dados corporativos e registros de funcionários de mais de 100 empresas . As invasões teriam começado em setembro de 2025, quando executivos de várias organizações passaram a receber mensagens de extorsão de endereços de e-mail associados ao grupo, exigindo pagamentos milionários para não divulgar informações sigilosas. De acordo com a empresa de segurança Halcyon , um dos executivos atingidos foi coagido a pagar US$ 50 milhões de resgate . Na última quinta-feira, o grupo Clop publicou em seu site que havia hackeado o Washington Post, acusando o jornal de “ignorar a segurança” — uma expressão comumente usada quando as vítimas recusam negociar com os invasores . Essa tática de exposição pública é recorrente em ataques de ransomware e extorsão digital , servindo para pressionar as vítimas a pagar. Além do Washington Post, Harvard University e a Envoy , subsidiária da American Airlines , também confirmaram ter sido afetadas. O ataque reforça os riscos crescentes que grandes empresas e instituições enfrentam ao depender de plataformas corporativas amplas e interconectadas como as da Oracle. Até o momento, nem o Google nem a Oracle divulgaram informações sobre o número total de vítimas nem detalhes sobre a mitigação completa das vulnerabilidades exploradas. Via - TC
- Falha zero-day em celulares Samsung Galaxy é usada para espalhar spyware LANDFALL no Oriente Médio
Uma vulnerabilidade crítica em dispositivos Samsung Galaxy foi explorada como zero-day para distribuir um spyware avançado conhecido como LANDFALL , em uma série de ataques direcionados no Oriente Médio. Segundo pesquisadores da Unit 42 , da Palo Alto Networks, o problema estava no componente “ libimagecodec.quram.so ” , permitindo que hackers executassem código remoto em aparelhos vulneráveis. A falha, identificada como CVE-2025-21042 e com pontuação CVSS 8.8 , foi corrigida pela Samsung em abril de 2025, mas já vinha sendo usada em ataques antes da atualização. Os invasores teriam explorado a brecha enviando imagens DNG maliciosas via WhatsApp , que ao serem processadas, ativavam o código de exploração. As amostras mais antigas do LANDFALL remontam a julho de 2024, com nomes de arquivos típicos de compartilhamento no aplicativo, como “WhatsApp Image 2025-02-10 at 4.54.17 PM.jpeg”. Embora ainda não haja confirmação de que o ataque tenha sido “zero-click” — ou seja, sem qualquer interação do usuário — os pesquisadores não descartam essa possibilidade. O spyware foi projetado para espionar e exfiltrar dados sensíveis , incluindo gravações de microfone, localização, fotos, contatos, mensagens, arquivos e histórico de chamadas , afetando especialmente modelos Galaxy S22, S23, S24, Z Fold 4 e Z Flip 4 . De acordo com Itay Cohen , pesquisador sênior da Unit 42 , o malware LANDFALL funciona de forma modular, baixando novos componentes a partir de um servidor de comando e controle (C2) hospedado em infraestrutura online ainda ativa. O pacote de ataque incluía um arquivo ZIP embutido nas imagens DNG , contendo bibliotecas responsáveis por explorar a vulnerabilidade, modificar políticas de segurança SELinux e garantir persistência e privilégios elevados no sistema. O servidor C2 se comunicava via HTTPS para manter um loop de beaconing e receber instruções ou novos módulos. Embora não se saiba ao certo quem está por trás do spyware, a Unit 42 observou semelhanças entre a infraestrutura do LANDFALL e operações anteriores do grupo hacker Stealth Falcon (também conhecido como FruityArmor) , conhecido por campanhas de vigilância patrocinadas por Estados na região. As descobertas indicam que o LANDFALL faz parte de uma onda mais ampla de exploração de arquivos DNG , também usada em ataques a dispositivos iPhone durante o mesmo período. Mesmo após os patches, parte da infraestrutura associada ao spyware continua ativa, sugerindo possível atividade remanescente dos mesmos operadores . Em setembro de 2025, a Samsung revelou outra vulnerabilidade na mesma biblioteca (CVE-2025-21043), também explorada como zero-day. Embora não haja evidências de que essa falha tenha sido usada na campanha LANDFALL, o caso reforça a necessidade de atualizações de segurança imediatas e monitoramento contínuo em dispositivos Android. Tanto Apple quanto WhatsApp também corrigiram falhas similares que foram usadas em ataques sofisticados envolvendo menos de 200 vítimas ao redor do mundo. Via - THN
- Malware escrito com ajuda de IA é descoberto no Marketplace do VS Code
Pesquisadores identificaram uma extensão maliciosa do Visual Studio Code (VS Code) com capacidades básicas de ransomware, aparentemente desenvolvida com o auxílio de inteligência artificial — um caso de “vibe-coded malware”, termo usado para descrever códigos escritos com suporte de IA. A descoberta foi feita por John Tuckner, pesquisador da Secure Annex, que analisou a extensão chamada “susvsex” , publicada em 5 de novembro de 2025 por um usuário denominado “suspublisher18”. O invasor descreveu o projeto apenas como “Just testing”, usando o e-mail “donotsupport@example[.]com”. Segundo a descrição, a extensão é capaz de compactar, enviar e criptografar arquivos automaticamente localizados em “C:\Users\Public\testing” (Windows) ou “/tmp/testing” (macOS) logo na primeira execução. Embora o diretório de destino seja uma pasta de testes, o código pode ser facilmente modificado para atacar diretórios reais em atualizações futuras ou por meio de comandos remotos. Após o alerta de Tuckner, a Microsoft removeu rapidamente o pacote da loja oficial do VS Code . Além da criptografia de arquivos, a extensão também utilizava o GitHub como servidor de comando e controle (C2) , consultando um repositório privado para receber novas instruções e registrando os resultados de volta no mesmo repositório. Essa comunicação era autenticada por um token embutido no código, pertencente a um desenvolvedor ativo identificado como “aykhanmv”, da cidade de Baku, Azerbaijão. De forma inusitada, o pacote incluía ferramentas de descriptografia, chaves de acesso e até o próprio código do servidor C2 , o que, segundo Tuckner, são sinais típicos de malware “vibe-coded”, ou seja, criado de maneira descuidada, provavelmente com auxílio de IA generativa. A descoberta da “susvsex” ocorre em paralelo à investigação da Datadog Security Labs , que revelou 17 pacotes maliciosos no repositório npm , projetados para executar o malware Vidar Stealer , conhecido por roubar credenciais e informações financeiras. Os pacotes se passavam por bibliotecas legítimas de APIs e SDKs, mas baixavam e executavam o malware a partir do domínio “bullethost[.]cloud”. As contas “aartje” e “saliii229911”, responsáveis pelos envios, foram banidas, mas as bibliotecas chegaram a ser baixadas mais de 2.200 vezes antes da remoção. Os pacotes foram programados para iniciar o ataque durante a instalação (“postinstall script”) — baixando um arquivo ZIP contendo o Vidar, que se comunicava com servidores C2 por meio de contas do Telegram e Steam configuradas como “dead drops”. Em algumas variações, o código JavaScript e PowerShell eram modificados para confundir sistemas de detecção. Segundo os pesquisadores Tesnim Hamdouni, Ian Kretz e Sebastian Obregoso, essa diversidade de métodos mostra que os hackers buscam evitar padrões que possam ser usados para bloqueio automático . Esses incidentes reforçam a necessidade de vigilância constante em cadeias de suprimentos de software open source , especialmente em ecossistemas amplamente utilizados como npm e VS Code Marketplace . A recomendação dos especialistas é que desenvolvedores verifiquem logs de mudanças, validem autores e fiquem atentos a técnicas como typosquatting e dependency confusion antes de instalar extensões e pacotes de terceiros. Via - THN
- 12345: As senhas mais usadas em 2025 mostram que a conscientização da segurança digital ainda falha
Mesmo após anos de alertas, milhões de usuários continuam apostando em senhas fáceis de adivinhar, como 123456 , admin e password . Um levantamento divulgado pelo site Comparitech revelou as 100 senhas mais comuns encontradas em mais de dois bilhões de credenciais vazadas em fóruns de hackers em 2025 — e os resultados mostram que a preguiça digital segue firme. Entre as dez primeiras posições aparecem diversas variações dos números de 1 a 9 em ordem crescente. As “inovações” incluem combinações como Aa123456 , sexta colocada, e Aa@123456 , que ficou em 13º. Padrões previsíveis de teclado, como qwerty ou 1q2w3e4r , também figuram entre as preferidas dos usuários. Curiosamente, a palavra gin — sim, a bebida — aparece na 29ª posição, enquanto India@123 ocupa a 53ª. Já o termo minecraft , em letras minúsculas, encerra a lista, tendo sido usado mais de 69 mil vezes . Segundo o relatório, 25% das senhas analisadas são compostas apenas por números , e 38% contêm a sequência “123” , o que as torna extremamente vulneráveis a ataques de força bruta. “Os programas modernos de quebra de senha levam segundos para descobrir combinações fracas”, destacou a Comparitech. Para se proteger, a recomendação é simples: abandone as senhas curtas e aposte em frases longas ou autenticação biométrica . O especialista Paul Bischoff, defensor da privacidade no Comparitech, explicou que o comprimento é mais importante que a complexidade. “O fator mais relevante é o tamanho. Senhas longas são mais difíceis de quebrar, mesmo que pareçam simples”, afirmou. Ele sugere o uso de passphrases fáceis de lembrar, mas difíceis de adivinhar — e com pequenos ajustes, como trocar letras por números ( ex.: icantbelivewerestilltellingy0uthis ). O estudo reforça um problema antigo: a falta de rigor das empresas nas políticas de senha . Ambientes corporativos que não exigem regras fortes acabam incentivando a negligência dos funcionários. “As senhas mais seguras são criadas por usuários submetidos às políticas mais rígidas”, concluiu Bischoff. Via - TR
- Hackers exploram o Hyper-V do Windows para ocultar máquina virtual Linux e escapar de detecção por EDR
Um grupo hacker conhecido como Curly COMrades tem utilizado tecnologias de virtualização do Windows para ocultar atividades maliciosas e evitar a detecção por soluções de segurança corporativas . De acordo com um novo relatório da Bitdefender , os invasores habilitaram o recurso Hyper-V em sistemas comprometidos para executar uma máquina virtual leve baseada em Alpine Linux , usada como ambiente oculto para hospedar ferramentas próprias de ataque. A máquina virtual, com apenas 120 MB de espaço em disco e 256 MB de memória , foi projetada para operar de forma discreta e carregar dois componentes principais: o CurlyShell , uma shell reversa personalizada, e o CurlCat , um proxy reverso para controle remoto. Segundo os pesquisadores Victor Vrabie , Adrian Schipor e Martin Zugec , essa arquitetura permitiu que o grupo driblasse mecanismos tradicionais de detecção baseados em endpoint (EDR) , mantendo controle persistente sobre os sistemas afetados. O grupo Curly COMrades foi identificado pela primeira vez em agosto de 2025 , em uma série de ataques direcionados à Geórgia e à Moldávia , países historicamente visados por grupos hackers alinhados à Rússia . Evidências indicam que o grupo opera desde final de 2023 , utilizando uma variedade de ferramentas como CurlCat (para transferência de dados), RuRat (para acesso remoto), Mimikatz (para roubo de credenciais) e um implant modular em .NET chamado MucorAgent , ativo desde novembro de 2023. Uma análise posterior, realizada em parceria com o CERT da Geórgia , revelou novas ferramentas associadas ao grupo e um esforço contínuo para estabelecer acesso prolongado aos sistemas comprometidos . O uso do Hyper-V como vetor de persistência permitiu a criação de um ambiente operacional remoto oculto , de difícil identificação por ferramentas tradicionais de monitoramento. Além da infraestrutura principal, os hackers também empregaram métodos de proxy e tunelamento — como Resocks , Rsockstun , Ligolo-ng , CCProxy , Stunnel e conexões baseadas em SSH —, além de scripts PowerShell para execução remota de comandos. O CurlyShell , um binário ELF inédito até então, foi desenvolvido em C++ e executado como um daemon em segundo plano , comunicando-se com servidores de comando e controle (C2) via requisições HTTP GET e POST criptografadas, permitindo controle total e evasão de monitoramento. Segundo a Bitdefender, as famílias de malware CurlyShell e CurlCat compartilham a mesma base de código, mas se diferenciam na forma como manipulam os dados interceptados: enquanto o CurlyShell executa comandos diretamente , o CurlCat encaminha o tráfego por meio de conexões SSH , oferecendo maior flexibilidade e resiliência ao ataque. Via - THN
- Cisco alerta para vulnerabilidades críticas no ASA, FTD e ISE que permitem ataques RCE e negação de serviço
A Cisco emitiu um alerta urgente sobre uma nova variante de ataque direcionada a dispositivos que executam o Cisco Secure Firewall Adaptive Security Appliance (ASA) e o Cisco Secure Firewall Threat Defense (FTD) . As versões vulneráveis desses produtos estão expostas às falhas CVE-2025-20333 e CVE-2025-20362 , que, se exploradas, podem resultar em interrupções de serviço (DoS) ou no controle total do sistema por invasores . De acordo com o comunicado atualizado da empresa, o ataque pode forçar reinicializações inesperadas em dispositivos que ainda não foram corrigidos. A Cisco recomendou que clientes apliquem as atualizações imediatamente para evitar impactos em suas operações. As falhas, divulgadas inicialmente em setembro de 2025, já haviam sido exploradas como vulnerabilidades zero-day em ataques que distribuíram malwares como RayInitiator e LINE VIPER , segundo o National Cyber Security Centre (NCSC) do Reino Unido. A vulnerabilidade CVE-2025-20333 permite que hackers executem código arbitrário com privilégios de root por meio de requisições HTTP manipuladas, enquanto a CVE-2025-20362 possibilita o acesso não autorizado a URLs restritas sem autenticação. Essas falhas tornam os dispositivos um alvo atrativo para invasores interessados em comprometer infraestruturas críticas e redes corporativas. Além do alerta sobre os firewalls, a Cisco também corrigiu duas falhas críticas em sua solução Unified Contact Center Express (Unified CCX) , identificadas como CVE-2025-20354 (pontuação CVSS 9.8) e CVE-2025-20358 (pontuação CVSS 9.4). As vulnerabilidades permitiam que um hacker remoto e não autenticado fizesse upload de arquivos maliciosos, executasse comandos com privilégios de root e burlasse mecanismos de autenticação para obter controle administrativo. Essas brechas foram relatadas pelo pesquisador de segurança Jahmel Harris e já estão corrigidas nas versões Unified CCX 12.5 SU3 ES07 e 15.0 ES01 . A empresa também solucionou uma vulnerabilidade de alta gravidade ( CVE-2025-20343 , CVSS 8.6) no Identity Services Engine (ISE) , que poderia causar reinicializações inesperadas em dispositivos afetados ao processar requisições RADIUS manipuladas. Embora a Cisco afirme que não há evidências de exploração ativa dessas falhas, especialistas destacam a urgência em aplicar os patches. A exploração bem-sucedida dessas vulnerabilidades poderia permitir a hackers interromper serviços críticos, executar códigos maliciosos e comprometer redes corporativas inteiras , especialmente em ambientes que ainda não receberam as correções. Via - THN
- Câmeras da Flock Safety podem ter sido expostas a hackers após roubo de logins policiais
A empresa norte-americana Flock Safety , responsável por uma das maiores redes de câmeras de reconhecimento de placas veiculares dos Estados Unidos, está sendo pressionada por parlamentares a responder por falhas graves em sua segurança digital. Os senadores Ron Wyden (D-OR) e Raja Krishnamoorthi (D-IL) enviaram uma carta à Comissão Federal de Comércio (FTC) pedindo uma investigação sobre a companhia, que teria deixado suas câmeras vulneráveis a hackers e espiões estrangeiros por não exigir o uso de autenticação multifator (MFA) em suas contas. Segundo os legisladores, a Flock permite que seus clientes — em grande parte departamentos de polícia — ativem a MFA, mas não a torna obrigatória , uma decisão que, segundo eles, compromete a segurança nacional e a privacidade de milhões de cidadãos. “Se um hacker ou espião estrangeiro obtiver a senha de um policial, pode acessar áreas restritas do site da Flock e consultar bilhões de fotos de placas de veículos coletadas em todo o país”, afirmaram na carta. A Flock opera mais de 5.000 parcerias com departamentos de polícia e empresas privadas nos EUA. Suas câmeras, instaladas em vias públicas, capturam e armazenam informações sobre o deslocamento de veículos, possibilitando o rastreamento em tempo real de motoristas. No entanto, a investigação dos congressistas aponta que dados de login de agentes da lei já foram roubados e compartilhados online , segundo informações da empresa de cibersegurança Hudson Rock . Além disso, o pesquisador independente Benn Jordan apresentou uma captura de tela mostrando que credenciais da Flock estavam sendo vendidas em um fórum russo voltado a atividades hackers. Em resposta, a empresa alegou que desde novembro de 2024 passou a ativar a MFA por padrão em novas contas e que 97% dos clientes da área de segurança pública já habilitaram o recurso . Ainda assim, cerca de 3% dos clientes da Flock — possivelmente dezenas de agências policiais — continuam sem MFA , alegando “razões específicas”, segundo o diretor jurídico da companhia, Dan Haley. A porta-voz Holly Beilin não informou se entre esses clientes estão agências federais, nem justificou por que a empresa não tornou o recurso obrigatório. Casos anteriores já haviam levantado preocupações sobre o uso indevido do sistema. O site 404 Media revelou que a Agência de Combate às Drogas (DEA) utilizou a senha de um policial local, sem seu conhecimento, para acessar câmeras da Flock em uma investigação de imigração. Após o episódio, o departamento envolvido implementou a autenticação multifator. Via - TR
- Apenas 5% das empresas obtêm retorno real com IA, aponta BCG — setores de software, telecom e fintech lideram maturidade
A Inteligência Artificial (IA) está transformando rapidamente o cenário empresarial mundial, criando um pequeno grupo de vencedores e deixando a maioria das empresas apenas observando à margem. Um novo relatório da Boston Consulting Group (BCG) revelou que apenas 5% das mais de 1.250 empresas analisadas globalmente em 2025 estão conseguindo gerar valor real a partir da tecnologia. O estudo indica que 60% das companhias relataram poucos ou nenhum benefício tangível , mesmo após altos investimentos, com ganhos limitados em receita e redução de custos. Os setores de software, telecomunicações e fintech foram classificados como os mais “maduros em IA”, conceito que a BCG define como a capacidade de gerar valor em larga escala . Em contrapartida, indústrias como moda e luxo, produtos químicos, construção e mercado imobiliário permanecem atrasadas na adoção efetiva. Segundo Amanda Luther, líder global de IA e transformação digital da BCG, o valor mencionado no relatório se refere a impactos financeiros e operacionais mensuráveis — como crescimento de receita, redução de custos e melhorias no fluxo de caixa —, além de ganhos em produtividade, eficiência de processos e inovação , que aprimoram a tomada de decisão e a qualidade das execuções em diversos fluxos de trabalho. A consultoria denomina as empresas bem-sucedidas como “organizações preparadas para o futuro” , e aponta cinco características principais que as diferenciam. Essas companhias mantêm planos de IA de longo prazo, contam com lideranças entusiastas que utilizam a tecnologia no dia a dia e frequentemente nomeiam chief AI officers e chief data officers para garantir a integração da IA em toda a estrutura corporativa. Além disso, adotam um modelo de “co-gestão” entre as áreas de negócios e TI, equilibrando autonomia e responsabilidade. Outro ponto crucial é a reformulação dos fluxos de trabalho . Quase 90% das empresas “future-built” esperam que o principal valor da IA venha da reinvenção de processos de negócio . A BCG cita como exemplo o uso de modelos de visão computacional em restaurantes, capazes de monitorar operações e gerar relatórios para otimizar o atendimento, a eficiência e o desempenho operacional. Via - BI
- Google desmente noticias de violação massiva de dados do Gmail e alerta contra notícias falsas
Empresa Esclarece que Credenciais Comprometidas Derivam de Malware Ladrão de Informações e Não de um Ataque Direto O Google foi forçado a intervir publicamente para desmentir alegações disseminadas por veículos de notícias e empresas de segurança de que o Gmail teria sofrido uma violação de dados massiva, expondo milhões de contas de usuários. As notícias sensacionalistas, que afirmavam que até 183 milhões de contas haviam sido comprometidas, levaram a empresa a publicar uma série de esclarecimentos em suas plataformas. Em comunicado oficial, o Google classificou os relatos de "violação de segurança do Gmail afetando milhões de usuários" como "falsos" e garantiu que as defesas do Gmail permanecem robustas, mantendo os usuários protegidos. A origem das informações incorretas, segundo a empresa, está em uma má interpretação dos chamados "bancos de dados de ladrões de informações". Tais bancos, frequentemente compartilhados em canais de cibercrime, não representam um ataque novo ou direcionado à plataforma Google, mas sim uma compilação de credenciais roubadas ao longo do tempo por malware ladrão de informações, phishing e outras técnicas de intrusão. Origem das Alegações e o Papel do HIBP A mais recente onda de notícias infundadas foi desencadeada pela inclusão de uma vasta coleção de 183 milhões de credenciais comprometidas na plataforma Have I Been Pwned (HIBP), mantida por Troy Hunt . Esses dados foram fornecidos pela plataforma de inteligência de ameaças Synthient. Hunt esclareceu que o volume de credenciais não foi resultado de uma única violação de dados, mas sim de uma agregação de informações obtidas por meio de malware ladrão, phishing e preenchimento de credenciais, abrangendo milhares de sites, e não apenas o Gmail. Após o carregamento dos dados no HIBP, verificou-se que 91% dos endereços de e-mail já eram conhecidos da plataforma, indicando que as credenciais têm circulado em fóruns de hackers e canais de cybercrime por anos. Apenas 16,4 milhões de endereços eram inéditos na base de dados. O Google utiliza rotineiramente coleções como essa para identificar senhas expostas e forçar redefinições, uma prática proativa que ajuda a proteger as contas dos usuários. Impacto Real e o Perigo das Credenciais Expostas Embora as alegações de uma violação direta do Gmail sejam falsas e causem "estresse indevido e trabalho extra" para os usuários, o Google alerta que as credenciais expostas não devem ser ignoradas. Os hackers usam frequentemente essas informações combinadas para realizar ataques devastadores, como visto no ataque de ransomware à UnitedHealth Change Healthcare, que se originou de credenciais Citrix expostas. A reincidência de notícias sensacionalistas sobre alegadas violações do Google sem verificação tem sido um problema crescente. No mês anterior, a empresa já havia tido que desmentir falsas alegações sobre o comprometimento de 2,5 bilhões de contas do Gmail, uma história que havia se originado de uma violação muito menor na Salesloft, mas que foi exagerada pela mídia. Usuários preocupados podem verificar se suas credenciais fazem parte da coleção Synthient acessando o HIBP, realizando uma varredura antivírus e alterando imediatamente todas as senhas comprometidas. Via - BC
- Hackers chineses exploram falha zero-day do Windows para espionar diplomatas europeus
Um grupo hacker vinculado à China está explorando uma vulnerabilidade zero-day no Windows em ataques direcionados a diplomatas de países europeus, incluindo Hungria e Bélgica. De acordo com pesquisadores da Arctic Wolf Labs, a campanha de espionagem começa com e-mails de spear phishing cuidadosamente elaborados, que utilizam arquivos LNK maliciosos com temas ligados a eventos diplomáticos e de defesa da OTAN, reuniões da Comissão Europeia e outros encontros internacionais. Esses arquivos exploram uma falha crítica no Windows, identificada como CVE-2025-9491 , permitindo a instalação do malware PlugX RAT (Remote Access Trojan) . Uma vez ativo, o trojan oferece aos invasores controle persistente sobre os sistemas comprometidos, possibilitando o monitoramento de comunicações diplomáticas e o roubo de informações sigilosas. A campanha foi atribuída ao grupo UNC6384 , também conhecido como Mustang Panda , amplamente reconhecido por suas operações de espionagem cibernética em alinhamento com os interesses estratégicos do governo chinês. Inicialmente, as investidas focavam em alvos diplomáticos da Hungria e Bélgica, mas agora se expandiram para agências governamentais da Sérvia e entidades diplomáticas da Itália e dos Países Baixos. Segundo os pesquisadores da Arctic Wolf Labs e da StrikeReady , a atribuição ao Mustang Panda foi confirmada com alto grau de confiança com base em diversas evidências técnicas, incluindo o uso de ferramentas específicas, táticas recorrentes e infraestrutura compatível com operações anteriores do grupo. A vulnerabilidade CVE-2025-9491 permite a execução remota de código nos sistemas Windows, mas depende de interação do usuário — como abrir um arquivo ou acessar um link malicioso. O problema está no tratamento de arquivos .LNK, que pode ser explorado para ocultar comandos maliciosos e executar código sem o conhecimento da vítima. Pesquisadores da Trend Micro já haviam identificado, em março de 2025, que essa falha estava sendo amplamente explorada por pelo menos 11 grupos de hackers patrocinados por Estados e redes criminosas, incluindo Evil Corp, APT43 (Kimsuky), Bitter, APT37, SideWinder, RedHotel, Konni , entre outros. Diversos malwares — como Ursnif, Gh0st RAT e Trickbot — vêm sendo distribuídos por meio dessa vulnerabilidade, tornando o cenário de ameaças ainda mais complexo devido ao uso de plataformas de malware-as-a-service (MaaS). Apesar da gravidade, a Microsoft afirmou em março que avaliaria a correção da falha, embora ela “não atendesse ao critério para atualização imediata”. Até o momento, nenhum patch oficial foi disponibilizado. Como medida de mitigação, especialistas recomendam bloquear o uso de arquivos .LNK e restringir conexões com as infraestruturas de comando e controle (C2) identificadas pela Arctic Wolf Labs. Via - BC











