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  • Future investe R$ 2 milhões em novo Security Intelligence Center com IA avançada e reforça atuação em cibersegurança e inclusão digital

    Com quase três décadas de atuação no mercado de tecnologia e, desde 2016, sob a liderança de André Alo (CEO) e Airton Coelho (CTO), a Future acelera sua estratégia de crescimento com a inauguração de uma nova sede e de um Security Intelligence Center (SIC) de última geração. O projeto recebeu investimento superior a R$ 2 milhões e amplia significativamente a capacidade operacional da empresa em serviços gerenciados de segurança, Inteligência Artificial e análise avançada de dados. O novo SIC foi concebido para operar com alta performance, automação intensiva e Inteligência Artificial integrada aos fluxos de monitoramento, correlação e resposta a incidentes. Atualmente, a estrutura suporta a análise de aproximadamente 250 terabytes de dados por mês, com o processamento de mais de 100 bilhões de eventos mensais, cerca de 20 mil alertas analisados diariamente, 4 mil chamados tratados por mês e o bloqueio de mais de 500 ameaças críticas mensais. A arquitetura atende ambientes corporativos complexos, com elevados requisitos de disponibilidade, rastreabilidade e tempo de resposta. Com um time superior a 120 profissionais, a Future vive um ciclo consistente de expansão, impulsionado pelo aumento da superfície de ataque digital, pela complexidade dos ambientes híbridos e pela crescente demanda por soluções de segurança baseadas em dados e inteligência. A empresa amplia sua atuação no mercado de MSSP ao integrar IA, automação e análise comportamental, permitindo a antecipação de riscos e a mitigação proativa de ameaças. Paralelamente ao avanço tecnológico, a companhia incorpora a dimensão social à sua estratégia de crescimento. No início deste ano, em parceria com o Serratec, a Future participou de um projeto exclusivo voltado à formação de mulheres em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). A iniciativa capacitou dezenas de profissionais, contribuindo para a ampliação da presença feminina em um setor historicamente marcado por baixa diversidade e reforçando o compromisso da empresa com inclusão e desenvolvimento do ecossistema tecnológico. O posicionamento da Future também vem sendo reconhecido internacionalmente. Recentemente, a empresa foi eleita pelo conglomerado MSSP como a terceira mais relevante em cibersegurança no mundo, reconhecimento que evidencia sua maturidade operacional, capacidade de escala e consistência técnica na entrega de serviços críticos. Os planos de expansão seguem no radar estratégico. Até o final de 2026, a Future projeta a inauguração de novas unidades no mesmo padrão tecnológico, uma na cidade de São Paulo e outra em Belo Horizonte. O movimento prevê um investimento adicional superior a R$ 2,5 milhões em infraestrutura e contratações, ampliando a presença geográfica da companhia e fortalecendo a proximidade com clientes estratégicos em diferentes regiões do país. Ao combinar investimentos robustos em infraestrutura, uso intensivo de Inteligência Artificial, expansão territorial e iniciativas de impacto social, a Future aprofunda seu protagonismo como um dos principais players nacionais em cibersegurança. A empresa acompanha as exigências de um mercado cada vez mais orientado por dados, resiliência digital e inovação contínua, fortalecendo sua atuação não apenas junto aos clientes, mas também no desenvolvimento do ecossistema técnico regional e nacional. Esse movimento reflete a missão que orienta a atuação da companhia: Segurança Inteligente. Negócios sem fronteiras.

  • Anthropic lança ferramenta de revisão de código com IA eficaz, mas cara e lenta

    A Anthropic anunciou o lançamento de uma nova ferramenta automatizada de revisão de código baseada em inteligência artificial , ampliando o uso de IA no ciclo de desenvolvimento de software. Batizado de Code Review , o serviço foi desenvolvido para equipes e grandes empresas e utiliza múltiplos agentes de IA para analisar repositórios de código em busca de falhas. A solução funciona integrada a plataformas como GitHub , analisando pull requests  e adicionando comentários diretamente nas linhas de código onde possíveis problemas são identificados. Entre os pontos analisados estão erros de lógica, vulnerabilidades de segurança, regressões de código e falhas em casos extremos de execução . A novidade chega em um momento em que cada vez mais empresas utilizam código gerado por inteligência artificial. Ferramentas como o próprio Claude , modelo de IA da Anthropic, já são utilizadas para gerar trechos inteiros de software. Nesse contexto, a revisão automatizada surge como uma tentativa de reduzir riscos associados à qualidade e segurança desse código. Diferentemente de revisões simples realizadas por um único modelo de IA, o novo sistema utiliza um conjunto de agentes especializados que analisam o código em paralelo , levando em consideração todo o contexto do repositório. Essa abordagem mais profunda, porém, também eleva significativamente o custo de uso. Segundo a Anthropic, o serviço é cobrado com base no consumo de tokens de IA durante o processamento. Em média, cada revisão custa entre US$ 15 e US$ 25 por pull request , valor que varia conforme o tamanho e a complexidade das mudanças no código. Além do custo elevado, a ferramenta também não é particularmente rápida. Revisões completas levam, em média, cerca de 20 minutos  para serem concluídas, dependendo do volume de código analisado. A comparação com outras soluções do mercado levanta questionamentos sobre o custo-benefício da ferramenta . Serviços concorrentes de revisão de código com IA podem custar cerca de US$ 24 por mês , enquanto o modelo da Anthropic cobra por análise individual. Apesar disso, testes internos da empresa indicam resultados positivos. De acordo com a Anthropic, em pull requests  grandes — com mais de 1.000 linhas modificadas cerca de 84% das revisões automatizadas identificam algum problema , com média de 7,5 questões apontadas por análise . Já em alterações menores, com menos de 50 linhas de código , aproximadamente 31% das revisões encontram algum ponto de melhoria , com média de 0,5 problemas detectados . Outro dado apresentado pela empresa indica que menos de 1% dos problemas identificados pela IA são rejeitados por desenvolvedores humanos , sugerindo que a maioria das observações feitas pelo sistema é considerada válida. Casos de uso em projetos reais também demonstraram benefícios. Em testes realizados por clientes, o sistema identificou um erro durante a refatoração do mecanismo de criptografia ZFS no middleware do TrueNAS , um projeto de código aberto. A falha poderia causar perda de cache de chaves de criptografia durante operações de sincronização. Em outro exemplo citado pela empresa, a ferramenta detectou uma alteração aparentemente simples em uma única linha de código que teria quebrado o mecanismo de autenticação de um serviço em produção. O problema foi corrigido antes da integração ao código principal. Mesmo com o alto custo, a tendência é que ferramentas desse tipo se tornem cada vez mais comuns em grandes organizações. Com a crescente adoção de inteligência artificial na geração de código, a revisão automatizada pode se tornar uma etapa essencial para garantir qualidade, segurança e confiabilidade no desenvolvimento de software.

  • Markdown chega oficialmente ao LibreOffice

    Após mais de duas décadas desde sua criação, o formato Markdown   acaba de ganhar um importante reforço no ecossistema de produtividade. A nova versão LibreOffice 26.2  trouxe suporte nativo para importação e exportação de documentos Markdown no LibreOffice Writer , ampliando o alcance desse formato de texto simples. O Markdown é um formato de marcação criado em 2004 por John Gruber e Aaron Swartz , com o objetivo de permitir a criação de documentos estruturados utilizando apenas texto simples. A principal proposta da tecnologia é combinar simplicidade e legibilidade , permitindo que textos possam ser escritos em qualquer editor básico, ao mesmo tempo em que podem ser convertidos facilmente em documentos formatados ou páginas web. Com a nova atualização, o LibreOffice passa a suportar especificamente a variante CommonMark , uma das versões padronizadas do Markdown. Isso significa que usuários agora podem abrir arquivos Markdown diretamente no Writer e exportar documentos nesse formato sem depender de ferramentas externas. A novidade representa um passo importante para tornar o Markdown mais acessível para usuários comuns. Embora o formato já seja amplamente utilizado por desenvolvedores, especialmente em plataformas como GitHub para criação de arquivos README e documentação técnica, sua adoção por usuários de ferramentas tradicionais de escritório ainda era limitada. Especialistas apontam que o suporte nativo no LibreOffice pode ajudar a aproximar o Markdown do público que utiliza editores de texto tradicionais. Isso porque o Writer permite editar documentos com interface gráfica e visualizar o resultado final, ao mesmo tempo em que mantém a compatibilidade com o formato de texto simples. O Markdown se destaca pela simplicidade. Sua sintaxe é fácil de aprender e permite estruturar textos com títulos, listas, links e trechos de código sem necessidade de ferramentas complexas de formatação. Por outro lado, essa simplicidade também traz limitações, especialmente quando o objetivo é criar documentos longos e altamente estruturados, como manuais técnicos extensos. Para contornar essas limitações, surgiram diversas variações e extensões do Markdown ao longo dos anos, como GitHub Flavored Markdown  e MultiMarkdown . Além disso, existem outras linguagens leves de marcação com propostas semelhantes, incluindo AsciiDoc , reStructuredText  e Markless , que oferecem recursos mais avançados mantendo a legibilidade do texto. A nova versão do LibreOffice também reforça uma característica frequentemente destacada pela comunidade de software livre: sua capacidade de lidar com arquivos problemáticos. Muitos usuários relatam que o LibreOffice consegue abrir documentos do Microsoft Office corrompidos que falham ao serem carregados pelo próprio pacote da Microsoft, permitindo recuperar parte ou até mesmo todo o conteúdo do arquivo. Com o suporte ao Markdown, o LibreOffice 26.2 também passa a oferecer conversão simples entre formatos. Agora é possível transformar um documento Word em Markdown — ou converter Markdown em um documento Word formatado — com poucos cliques. Ferramentas especializadas para esse tipo de conversão já existiam, como o Pandoc , amplamente utilizado por desenvolvedores e escritores técnicos. No entanto, o Pandoc funciona via linha de comando, enquanto o LibreOffice oferece uma alternativa gráfica e mais acessível para usuários menos técnicos. Outro diferencial destacado pela comunidade é a flexibilidade da interface do LibreOffice. Diferente de outras suítes de escritório que adotam apenas o modelo de interface em formato “ribbon”, o LibreOffice permite escolher entre diferentes estilos de interface, incluindo menus tradicionais, barras de ferramentas clássicas ou layouts semelhantes ao modelo moderno.

  • Microsoft lança plano de US$ 99 com IA integrada

    A Microsoft confirmou oficialmente o lançamento de um novo nível premium de assinatura do Microsoft 365 voltado para inteligência artificial. Chamado de Microsoft 365 E7 , o novo pacote corporativo será disponibilizado a partir de 1º de maio  e terá um custo de US$ 99 por usuário por mês , posicionando-se como uma das ofertas mais caras da plataforma. O novo plano foi projetado para integrar ferramentas avançadas de inteligência artificial ao ambiente corporativo. A proposta da Microsoft é tratar agentes de IA como se fossem colaboradores digitais , capazes de executar tarefas automatizadas dentro do ecossistema da empresa. Batizado pela Microsoft de “First Frontier Suite” , o pacote E7 reúne diversas tecnologias já existentes da companhia. Entre elas estão o Microsoft 365 E5 , o Microsoft 365 Copilot  e o Agent 365 , uma nova plataforma de gerenciamento e orquestração de agentes de IA dentro das organizações. O Agent 365 , que também entra em disponibilidade geral no dia 1º de maio , funcionará como um plano de controle para agentes de inteligência artificial, permitindo que empresas gerenciem, monitorem e integrem esses agentes aos fluxos de trabalho corporativos. O recurso terá custo adicional de US$ 15 por usuário por mês  quando adquirido separadamente. De acordo com a Microsoft, o pacote E7 oferece um valor mais competitivo do que a compra individual de cada componente. Além do Copilot e do Agent 365, o pacote inclui também recursos avançados das plataformas Entra , Defender  e Purview , voltadas para identidade, segurança e governança de dados. No entanto, análises do Gartner indicam que o desconto oferecido pelo novo pacote não é tão significativo quanto esperado. Segundo cálculos da consultoria, a economia ao adquirir o bundle E7 em comparação à compra individual das soluções é de apenas 13,2% . Para os analistas, o benefício financeiro pode não justificar a adoção imediata do novo plano. A avaliação do Gartner também aponta que o Agent 365 ainda está em desenvolvimento  e oferece poucas funcionalidades inéditas que sustentem seu preço atual. A consultoria afirma que, no estágio atual, muitas empresas podem questionar o valor do pacote. “A maioria dos profissionais de conhecimento provavelmente não verá benefícios suficientes no Microsoft E7 neste momento”, afirmou o Gartner em análise recente. Diante disso, especialistas recomendam que organizações analisem cuidadosamente seus contratos antes de aderir ao novo pacote. Caso a adoção inicial não atinja as expectativas da Microsoft, existe a possibilidade de ajustes futuros na oferta ou na estrutura de preços. Judson Althoff, CEO da divisão de negócios comerciais da Microsoft, afirmou que a empresa decidiu criar o novo pacote após ouvir demandas de clientes corporativos. Segundo ele, muitas organizações consideram que o Microsoft 365 E5 já não é suficiente  para atender às novas necessidades de automação e inteligência artificial. Ainda assim, a empresa não apresentou dados públicos que comprovem essa demanda crescente por uma solução unificada de agentes de IA no ambiente corporativo.

  • A guerra entre EUA e Irã inaugura a era da ciberguerra aberta

    O cenário das guerras modernas está mudando rapidamente. Se no passado as operações cibernéticas eram conduzidas de forma silenciosa e longe dos holofotes, o conflito entre Estados Unidos e Irã mostra uma nova realidade: a ciberguerra agora ocorre de forma pública e estratégica. Desde que a administração do presidente Donald Trump iniciou operações militares contra o Irã, o domínio cibernético passou a ocupar um papel central nas estratégias de combate. Diferentemente de conflitos anteriores, em que ataques digitais eram conduzidos de forma discreta por unidades especializadas, desta vez as ações de hackers estão no centro das operações, evidenciando a importância crescente da guerra digital no campo militar. Especialistas destacam que essa mudança representa uma transformação significativa na forma como os países conduzem conflitos. Ataques cibernéticos podem ser usados para desestabilizar infraestruturas críticas, interromper sistemas de comunicação, comprometer redes governamentais e coletar informações estratégicas sem a necessidade de confrontos físicos diretos. O tema foi debatido no episódio inaugural do relançado podcast Kettle , apresentado por Brandon Vigliarolo. Durante o programa, foram discutidos os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre o setor de tecnologia, além do papel desproporcional que operações cibernéticas vêm desempenhando no cenário do conflito. A discussão também abordou outros temas relevantes do cenário de segurança digital, como a relação entre a empresa de inteligência artificial Anthropic e o Pentágono, além das possíveis consequências de cortes orçamentários na Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA). Analistas levantam a preocupação de que reduções na agência possam enfraquecer a capacidade de defesa do país caso hackers ligados ao Irã ou outros atores internacionais decidam retaliar digitalmente. Participaram do episódio a editora de cibersegurança Jessica Lyons e o editor de sistemas Tobias Mann, que analisaram como a escalada do conflito pode impactar empresas de tecnologia, infraestruturas digitais e o equilíbrio geopolítico no domínio cibernético. O episódio completo pode ser ouvido em plataformas como Apple Podcasts e Spotify .

  • EUA podem ter novo comandante da guerra cibernética nos próximos dias

    O indicado pelo presidente Donald Trump  para assumir a liderança do U.S. Cyber Command  e da National Security Agency (NSA)  deu um passo decisivo rumo à confirmação no Senado dos Estados Unidos. Na segunda-feira, parlamentares aprovaram uma medida processual que limita o debate sobre a indicação do tenente-general do Exército Joshua Rudd , abrindo caminho para uma votação final no plenário. A votação terminou em 68 votos a favor e 28 contra , permitindo a aplicação do chamado cloture  — procedimento utilizado para encerrar discussões prolongadas e avançar para a votação definitiva. Na prática, essa etapa costuma indicar o resultado da votação final. Com o apoio demonstrado, a expectativa é que Rudd seja confirmado oficialmente pelo Senado. Atualmente vice-chefe do Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos , Rudd foi escolhido para ocupar a chamada posição de “dual-hat” , em que o mesmo líder comanda simultaneamente o Cyber Command — responsável por operações militares no ciberespaço — e a NSA, agência responsável por inteligência de sinais e vigilância eletrônica. Historicamente, indicações para essa função costumam ser aprovadas rapidamente pelo Senado, muitas vezes sem necessidade de votação formal. Desta vez, no entanto, o processo enfrentou resistência do senador Ron Wyden , membro sênior do Comitê de Inteligência do Senado, que prometeu bloquear uma confirmação acelerada. Durante o debate no plenário, Wyden afirmou que a escolha de Rudd seria um erro estratégico. Segundo ele, o país precisa de um diretor da NSA com experiência direta em operações de inteligência de sinais (SIGINT)  e atuação internacional no campo da inteligência. Wyden argumentou ainda que o momento geopolítico exige liderança altamente especializada. “Os Estados Unidos estão em guerra e não podemos promover alguém que não possui a experiência necessária para liderar o Cyber Command”, afirmou o senador ao citar o atual cenário de tensão envolvendo o Irã. Apesar das críticas, a indicação recebeu forte apoio bipartidário no Senado. O presidente do Comitê de Serviços Armados, Roger Wicker , destacou que a aprovação prévia da candidatura demonstra confiança ampla entre democratas e republicanos. Segundo Wicker, mesmo parlamentares que discordam de decisões políticas do governo reconhecem a necessidade de preencher rapidamente o cargo. “Há forte apoio bipartidário para o general Rudd. Precisamos desse homem no cargo”, declarou. Trump anunciou a indicação de Rudd em dezembro, após considerar outros dois candidatos para o posto. O militar já havia sido aprovado pelo Comitê de Serviços Armados do Senado em janeiro e posteriormente recebeu sinal verde do Comitê de Inteligência, com 14 votos favoráveis e três contrários . Caso seja confirmado na votação final, Rudd se tornará o primeiro líder oficialmente aprovado pelo Senado para comandar simultaneamente o Cyber Command e a NSA desde que o presidente Trump demitiu o general Timothy Haugh  cerca de um ano atrás. Desde então, o comando interino das duas organizações vem sendo exercido pelo tenente-general William Hartman , que assumiu a liderança após a saída de Haugh. A confirmação definitiva deverá ocorrer nos próximos dias e terá impacto direto na estratégia cibernética e nas operações de inteligência dos Estados Unidos, especialmente em um momento marcado pelo aumento de tensões geopolíticas e pelo crescimento de ataques digitais patrocinados por Estados.

  • Casa Branca apresenta plano de cibersegurança com foco em ataque a hackers e inovação

    A Casa Branca apresentou sua nova Estratégia Nacional de Cibersegurança , documento que estabelece as prioridades do governo norte-americano para a proteção do espaço digital até o fim do atual mandato presidencial. O plano, relativamente curto com apenas quatro páginas destaca a intenção de adotar uma postura mais agressiva contra hackers, grupos hackers e governos estrangeiros envolvidos em operações cibernéticas contra os Estados Unidos. Entre as diretrizes centrais da estratégia está a ampliação de operações ofensivas no ciberespaço , com foco em desmantelar redes criminosas e impor consequências diretas a atores estatais e organizações envolvidas em espionagem digital, campanhas de desinformação e ataques contra infraestrutura crítica. O documento afirma que o governo pretende identificar e expor publicamente atividades de espionagem online, propaganda destrutiva e operações de influência conduzidas por adversários estrangeiros. Durante o USTelecom Cybersecurity Innovation Forum , o Diretor Nacional de Cibersegurança dos EUA, Sean Cairncross, reforçou que o país pretende “impor custos” aos adversários digitais , incluindo tanto hackers quanto governos hostis. Segundo ele, os adversários dos Estados Unidos já estão sentindo e continuarão a sentir as consequências de suas ações no ambiente digital. Apesar das promessas de postura mais ofensiva, a estratégia também propõe reduzir regulações consideradas excessivas no setor de cibersegurança . A Casa Branca argumenta que algumas regras atuais podem dificultar a inovação e atrasar respostas a incidentes. A proposta prevê modernizar sistemas governamentais e diminuir burocracias que, segundo o governo, transformaram a segurança digital em um “checklist caro” de conformidade. Outro ponto relevante do plano é a intenção de fortalecer a cooperação com o setor privado . Empresas poderão receber incentivos para ajudar a identificar e interromper atividades de adversários digitais, colaborando com operações defensivas e ofensivas conduzidas pelo governo. A estratégia também prevê a adoção de tecnologias emergentes, incluindo criptografia pós-quântica e soluções de cibersegurança baseadas em inteligência artificial , para proteger redes federais. Grande parte da infraestrutura crítica dos Estados Unidos como água, agricultura e hospitais pertence ao setor privado. Por isso, o governo pretende lançar programas piloto específicos por estado  para fortalecer a segurança desses setores. Outro objetivo é reduzir a dependência de fornecedores considerados adversários geopolíticos, incentivando o uso de tecnologias desenvolvidas nos próprios Estados Unidos. A estratégia também inclui iniciativas para desenvolver a força de trabalho em cibersegurança , como a criação de um programa interagências voltado à formação de talentos e à expansão de academias de treinamento em segurança digital. A proposta busca integrar programas já existentes no governo e ampliá-los com investimento privado. Apesar das metas apresentadas, o documento foi alvo de críticas no Congresso norte-americano. Parlamentares apontaram que o plano possui poucos detalhes práticos sobre implementação , especialmente quando comparado à estratégia publicada em 2023 pelo governo anterior, que possuía mais de 30 páginas e incluía planos de ação e orçamento detalhado. O deputado Bennie Thompson, membro sênior do Comitê de Segurança Interna da Câmara, afirmou que a nova estratégia apresenta apenas declarações genéricas e carece de um roteiro concreto para alcançar seus objetivos. Segundo ele, o documento reúne promessas amplas sem explicar como as iniciativas serão executadas, além de ocorrer em um momento em que diversas agências federais enfrentam perda de profissionais especializados em segurança cibernética. A Casa Branca indicou que um documento complementar com ações e metas específicas poderá ser divulgado posteriormente , embora ainda não exista uma data confirmada para sua publicação.

  • Hackers invadem infraestrutura crítica na Ásia explorando servidores web e usando Mimikatz

    Organizações estratégicas localizadas no Sul, Sudeste e Leste da Ásia  estão sendo alvo de uma campanha prolongada de ataques cibernéticos atribuída a um grupo hacker com provável ligação à China. A operação tem como foco setores considerados críticos, incluindo aviação, energia, governo, forças policiais, indústria farmacêutica, tecnologia e telecomunicações . A atividade foi identificada pela Unit 42, da Palo Alto Networks , que classificou os ataques como parte de um cluster de ameaças até então desconhecido, batizado de CL-UNK-1068  onde “CL” significa cluster  e “UNK” indica motivação ainda não totalmente confirmada. Mesmo assim, a análise aponta com confiança moderada a alta  que o objetivo principal da campanha é ciberespionagem . Segundo a investigação, os invasores utilizam um conjunto diversificado de ferramentas que inclui malwares personalizados, utilitários open source modificados e ferramentas legítimas do sistema operacional , uma técnica conhecida como Living-off-the-Land (LOLBins) . Essa estratégia permite manter presença persistente nos ambientes comprometidos sem levantar suspeitas. Ataques exploram servidores web para obter acesso inicial O ponto de entrada mais comum nos ataques envolve a exploração de servidores web vulneráveis , permitindo aos invasores instalar web shells  e posteriormente se movimentar lateralmente dentro da rede comprometida. Entre as ferramentas utilizadas estão: Godzilla  – web shell amplamente utilizado por grupos hackers chineses ANTSWORD  – ferramenta de controle remoto via web shell Xnote  – backdoor para sistemas Linux FRP (Fast Reverse Proxy)  – usado para manter acesso persistente à rede Essas ferramentas já foram observadas anteriormente em operações de diferentes grupos hackers associados à China. Após comprometer o servidor web, os invasores buscam arquivos sensíveis armazenados no diretório c:\inetpub\wwwroot  de servidores Windows. O objetivo é localizar informações que possam revelar credenciais ou vulnerabilidades adicionais . Entre os arquivos procurados estão: web.config .aspx .asmx .asax .dll Além disso, os invasores também coletam: histórico e favoritos de navegadores arquivos XLSX e CSV backups de bancos de dados MS-SQL (.bak) Técnica incomum de exfiltração de dados sem upload Um detalhe curioso identificado na operação é o método utilizado para exfiltrar dados sem transferir arquivos diretamente da máquina comprometida . O processo funciona da seguinte forma: Os arquivos coletados são compactados com WinRAR O arquivo é convertido para Base64  usando o comando certutil -encode O comando type é usado para exibir o conteúdo codificado na tela Como os invasores acessam o sistema através de um web shell , eles conseguem copiar manualmente o conteúdo exibido no terminal , evitando transferências de arquivos que poderiam ser detectadas por sistemas de segurança. DLL side-loading e ferramentas legítimas para execução furtiva Outra técnica utilizada pelo grupo é o DLL side-loading , executado através de binários legítimos do Python, como: python.exe pythonw.exe Essa técnica permite carregar bibliotecas DLL maliciosas  sem levantar suspeitas. Entre os componentes executados dessa forma estão: FRP , para acesso persistente PrintSpoofer , ferramenta para elevação de privilégios ScanPortPlus , um scanner personalizado escrito em Go Roubo de credenciais com Mimikatz e ferramentas especializadas O grupo também utiliza diversas ferramentas voltadas ao roubo de credenciais e informações sensíveis , incluindo: Mimikatz  – extração de senhas da memória do Windows LsaRecorder  – interceptação de credenciais do processo WinLogon DumpItForLinux  e Volatility Framework  – extração de hashes de memória em sistemas Linux SQL Server Management Studio Password Export Tool  – recuperação de credenciais armazenadas no arquivo sqlstudio.bin Além disso, investigações apontam que desde 2020  o grupo já utilizava uma ferramenta personalizada chamada SuperDump , desenvolvida em .NET , para realizar reconhecimento de rede e coleta de informações do sistema. Mais recentemente, os invasores passaram a usar scripts batch  para mapear ambientes comprometidos e coletar dados sobre a infraestrutura local. Campanha silenciosa e persistente De acordo com a análise técnica, o grupo tem se destacado por conduzir operações discretas e persistentes , utilizando principalmente ferramentas open source ou componentes legítimos do sistema operacional para reduzir a chance de detecção. Embora a forte presença em setores estratégicos e a coleta sistemática de credenciais e dados sensíveis indiquem motivações de espionagem , especialistas afirmam que ainda não é possível descartar completamente objetivos financeiros ou outras atividades de cibercrime. A operação demonstra como grupos hackers avançados conseguem comprometer organizações críticas utilizando ferramentas amplamente disponíveis , explorando vulnerabilidades em servidores web e aproveitando recursos legítimos do sistema para manter acesso prolongado às redes comprometidas.

  • Cuidado: extensões confiáveis podem virar malware de um dia para o outro

    Duas extensões populares do Google Chrome  se tornaram maliciosas após uma mudança de propriedade, em um caso que expõe um problema crescente na cadeia de suprimentos de extensões de navegador. A alteração permitiu que novos operadores utilizassem essas ferramentas para injetar código malicioso, distribuir malware e coletar dados sensíveis de usuários . As extensões afetadas são: QuickLens – Search Screen with Google Lens  – cerca de 7 mil usuários ShotBird – Scrolling Screenshots, Tweet Images & Editor  – cerca de 800 usuários Ambas foram originalmente publicadas por um desenvolvedor identificado como Akshay Anu , associado ao e-mail akshayanuonline@gmail.com . No entanto, após a transferência de propriedade, atualizações maliciosas foram introduzidas. A extensão ShotBird , lançada em novembro de 2024 , foi promovida como uma ferramenta para criação de imagens e capturas de tela com qualidade profissional. Em janeiro de 2025, ela chegou a receber o selo “Featured”  da Chrome Web Store, indicando destaque e confiabilidade. No entanto, no mês passado, a extensão passou para um novo proprietário identificado pelo e-mail loraprice198865@gmail.com . Já a extensão QuickLens  teve uma trajetória semelhante. Ela foi colocada à venda no marketplace ExtensionHub  apenas dois dias após sua publicação em outubro de 2025 . Em fevereiro de 2026, a propriedade da extensão mudou novamente, desta vez para o e-mail support@doodlebuggle.top . Pouco depois, uma atualização maliciosa foi disponibilizada para os usuários. Atualização maliciosa permitia injeção de código e coleta de dados A versão maliciosa da extensão QuickLens manteve suas funcionalidades originais para evitar suspeitas, mas adicionou recursos capazes de remover cabeçalhos de segurança das respostas HTTP , como o X-Frame-Options . Com isso, scripts maliciosos poderiam ser injetados em páginas web e executar requisições arbitrárias para outros domínios, burlando proteções como Content Security Policy ( CSP ) . Além disso, o código da extensão passou a: Identificar país do usuário, navegador e sistema operacional Conectar-se a um servidor externo a cada cinco minutos Baixar e executar JavaScript remoto armazenado no navegador Para executar o código malicioso sem levantar suspeitas, a extensão criava um elemento invisível de imagem (GIF 1x1)  na página. O código malicioso era então executado por meio do atributo onload  dessa imagem. Segundo a análise, o código malicioso não aparece diretamente nos arquivos da extensão , sendo entregue dinamicamente por servidores de comando e controle (C2) e executado apenas em tempo de execução. Ataque pode evoluir de extensão maliciosa para comprometimento do sistema No caso da extensão ShotBird, a estratégia foi diferente. O código malicioso exibia uma falsa mensagem de atualização do Google Chrome . Ao clicar no aviso, o usuário era redirecionado para uma página que instruía a abrir o Executar do Windows , executar o cmd.exe  e colar um comando PowerShell . Esse processo resultava no download de um executável chamado googleupdate.exe , que posteriormente passava a monitorar os dados digitados no navegador. O malware era capaz de capturar informações inseridas em elementos HTML como: Campos de login Campos de texto Formulários Campos de seleção Entre os dados coletados podem estar: Credenciais de acesso PINs Dados de cartão Tokens de autenticação Identificadores governamentais O malware também tinha capacidade de extrair dados armazenados no navegador Chrome, incluindo: Senhas salvas Histórico de navegação Informações de extensões instaladas Segundo a análise técnica , o ataque combina controle remoto do navegador com execução de código no sistema operacional , elevando o impacto da ameaça de um simples abuso no navegador para um possível comprometimento completo do endpoint . Problema da cadeia de suprimentos de extensões A investigação indica que o mesmo grupo hacker está por trás das duas extensões comprometidas , já que ambas utilizam a mesma arquitetura de servidores de comando e controle e técnicas semelhantes de ataque. Esse caso ilustra um problema cada vez mais comum: extensões inicialmente legítimas são vendidas ou transferidas para novos proprietários que passam a distribuir atualizações maliciosas para todos os usuários existentes . Outras extensões maliciosas também foram identificadas Além dessas duas extensões, diversas outras ameaças recentes foram identificadas na Chrome Web Store. Entre elas está a extensão lmToken Chromophore , que se passava por uma ferramenta de visualização de cores, mas na verdade redirecionava usuários para um site de phishing que imitava a carteira de criptomoedas imToken  para roubar frases secretas (seed phrases) . Pesquisadores também identificaram extensões que: Interceptam pesquisas e alteram configurações do navegador Injetam códigos de afiliados em páginas visitadas Capturam conversas com chatbots de IA , como ChatGPT, Claude, Copilot, Gemini, Grok e Perplexity Algumas extensões chegaram a se disfarçar como ferramentas de automação baseadas em IA , enquanto na prática funcionavam como trojans de acesso remoto no navegador . Diante desse cenário, especialistas recomendam que usuários e empresas: Removam imediatamente extensões suspeitas Evitem instalar extensões de desenvolvedores desconhecidos Auditem regularmente as extensões instaladas no navegador Desconfiem de extensões que solicitam permissões excessivas O aumento dessas campanhas evidencia o risco crescente que extensões de navegador representam para ambientes corporativos , especialmente quando utilizadas em larga escala por funcionários.

  • IA da Anthropic identifica 22 vulnerabilidades críticas no Firefox

    A empresa de inteligência artificial Anthropic revelou ter identificado 22 novas vulnerabilidades de segurança no navegador Mozilla Firefox  durante uma colaboração com a Mozilla. As falhas foram descobertas com o apoio do modelo de IA Claude Opus 4.6, demonstrando o potencial crescente da inteligência artificial na análise de código e na identificação de vulnerabilidades . De acordo com a empresa, 14 vulnerabilidades foram classificadas como críticas, sete como moderadas e uma como de baixo impacto. Todas foram corrigidas ou mitigadas na versão Firefox 148 , lançada no final do mês passado. As falhas foram encontradas em um período relativamente curto: apenas duas semanas de análise realizadas em janeiro de 2026. Um dos casos mais relevantes identificados pela IA foi um erro do tipo use-after-free no mecanismo JavaScript do navegador. Esse tipo de falha ocorre quando um programa continua acessando uma área de memória que já foi liberada, o que pode permitir a execução de código malicioso. Curiosamente, o modelo Claude Opus 4.6 levou cerca de 20 minutos para localizar a vulnerabilidade, que posteriormente foi confirmada por um pesquisador humano em um ambiente virtualizado para descartar falsos positivos. Durante o experimento, a inteligência artificial analisou aproximadamente 6.000 arquivos em C++, resultando em 112 relatórios únicos de possíveis problemas de segurança. Parte dessas falhas corresponde às vulnerabilidades de alta e média gravidade mencionadas anteriormente. Segundo a Anthropic, a maioria já foi corrigida na versão mais recente do navegador, enquanto algumas devem ser resolvidas em atualizações futuras. A empresa também decidiu realizar um teste adicional: fornecer ao modelo de IA acesso à lista completa de vulnerabilidades relatadas à Mozilla e solicitar que ele tentasse desenvolver exploits funcionais para explorar essas falhas. Mesmo após centenas de tentativas e um investimento de cerca de US$ 4.000 em créditos de API, o modelo conseguiu criar um exploit funcional em apenas dois casos. Esse resultado trouxe duas conclusões importantes. A primeira é que identificar vulnerabilidades pode ser significativamente mais fácil e barato do que desenvolver um exploit funcional. A segunda é que, atualmente, a inteligência artificial ainda é mais eficiente na descoberta de falhas do que na exploração ativa delas. Apesar disso, a Anthropic destacou que o fato de a IA ter conseguido gerar exploit funcional automaticamente, mesmo que em poucos casos, é um sinal de alerta para a comunidade de segurança. Nos testes realizados, os exploits funcionaram apenas em um ambiente controlado, onde algumas proteções de segurança como sandboxing foram removidas propositalmente. Um dos exploits criados pelo modelo explorava a vulnerabilidade CVE-2026-2796 , classificada com CVSS 9.8 , relacionada a um erro de compilação JIT (Just-in-Time) no componente WebAssembly JavaScript do navegador. Como parte do processo de pesquisa, foi utilizado um sistema chamado task verifier, responsável por validar automaticamente se o exploit ou correção gerada pela IA realmente funciona. Esse mecanismo fornece feedback em tempo real ao modelo, permitindo que ele refine seus resultados até produzir uma solução funcional. A revelação ocorre poucas semanas após o lançamento experimental do Claude Code Security, uma iniciativa da Anthropic voltada ao uso de agentes de IA para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares. Em comunicado conjunto, a Mozilla afirmou que a abordagem assistida por inteligência artificial já levou à descoberta de cerca de 90 outras falhas no navegador. Muitas delas eram erros de lógica ou falhas de verificação (assertion failures) problemas que normalmente são identificados por técnicas como fuzzing, mas que nem sempre são detectados por essas ferramentas tradicionais. Segundo a Mozilla, os resultados demonstram que a combinação entre engenharia de software rigorosa e ferramentas baseadas em IA representa um novo avanço significativo na análise de segurança em larga escala. Para a organização, essa abordagem tende a se tornar um componente importante no arsenal de ferramentas utilizadas por engenheiros de segurança no futuro.

  • Novo malware instala três vírus diferentes no mesmo computador

    Uma nova campanha de malware identificada como VOID#GEIST  está utilizando uma cadeia de infecção em múltiplos estágios para distribuir diferentes trojans de acesso remoto (RATs), incluindo XWorm, AsyncRAT e Xeno RAT. A operação foi analisada pela equipe da Securonix, que revelou uma estrutura de ataque altamente modular e focada em evasão de detecção. A campanha se destaca pelo uso de scripts batch ofuscados, PowerShell e execução fileless , combinados com um ambiente Python legítimo incorporado ao malware. Em vez de distribuir executáveis tradicionais, os invasores utilizam um pipeline composto por múltiplos componentes que atuam em sequência, permitindo a execução de código malicioso diretamente na memória do sistema comprometido. Arquitetura modular dificulta detecção O processo de infecção começa com um script batch distribuído por e-mails de phishing , geralmente hospedado em domínios temporários do serviço TryCloudflare. Quando executado, esse script inicia uma cadeia de ações que inclui o download de componentes adicionais e a execução de código malicioso em memória. O malware utiliza uma técnica conhecida como Early Bird Asynchronous Procedure Call (APC) Injection  para injetar shellcodes criptografados em processos legítimos do Windows, especialmente o explorer.exe . Esse método permite que o código malicioso seja executado sem gravar arquivos tradicionais no disco, reduzindo significativamente as chances de detecção por ferramentas de segurança baseadas em assinatura. Esse modelo de execução fileless  também dificulta investigações forenses, pois grande parte da atividade ocorre apenas na memória do sistema comprometido. Documento falso distrai a vítima durante a infecção Uma das etapas iniciais do ataque envolve a exibição de um PDF falso contendo documentos financeiros ou faturas . O arquivo é aberto em tela cheia no navegador, geralmente no Google Chrome, servindo como distração enquanto o malware executa comandos em segundo plano. Enquanto a vítima visualiza o documento, comandos em PowerShell  são executados com parâmetros ocultos para continuar o processo de infecção sem exibir janelas no sistema. Persistência discreta no sistema Para manter o acesso ao sistema comprometido, o malware adiciona um script adicional ao diretório de inicialização do Windows do usuário. Dessa forma, o código malicioso é executado automaticamente sempre que a vítima faz login no computador. Diferentemente de outros malwares que alteram registros do sistema, criam serviços ou tarefas agendadas, essa técnica utiliza apenas mecanismos padrão de inicialização do usuário , evitando alertas de elevação de privilégio e reduzindo o risco de detecção. Python legítimo é usado para carregar os RATs Na etapa seguinte do ataque, o malware baixa arquivos compactados contendo diversos componentes maliciosos, incluindo: runn.py  – script Python responsável por descriptografar e injetar os payloads new.bin  – shellcode criptografado do XWorm xn.bin  – shellcode do Xeno RAT pul.bin  – shellcode do AsyncRAT Arquivos JSON  com chaves de criptografia utilizadas no processo Para garantir que o malware funcione mesmo em sistemas sem Python instalado, os invasores também baixam um runtime Python legítimo diretamente do site oficial python.org , transformando o malware em um ambiente de execução completo e portátil. Esse runtime é então utilizado para executar o script runn.py , responsável por descriptografar os payloads e carregá-los diretamente na memória. Execução sequencial de múltiplos malwares Após a preparação do ambiente, o malware passa a executar os RATs de forma sequencial: Primeiro, o script Python injeta o XWorm  no processo explorer.exe. Em seguida, o malware utiliza um binário legítimo da Microsoft chamado AppInstallerPythonRedirector.exe  para iniciar o Xeno RAT . Por fim, o loader executa o AsyncRAT , utilizando o mesmo método de injeção. Ao final da cadeia de infecção, o malware envia um beacon HTTP para o servidor de comando e controle (C2)  hospedado em infraestrutura TryCloudflare, confirmando aos hackers que o sistema foi comprometido. Arquitetura modular aumenta flexibilidade dos ataques Segundo a análise, a campanha VOID#GEIST demonstra uma tendência crescente entre hackers: substituir malwares monolíticos por arquiteturas modulares distribuídas em múltiplas etapas . Esse modelo permite que os invasores atualizem ou substituam componentes individualmente, aumentando a resiliência da operação e dificultando a detecção. Um indicador comportamental importante identificado pelos pesquisadores é a injeção repetida de código no processo explorer.exe em intervalos curtos , o que pode servir como sinal de alerta para ferramentas modernas de defesa.

  • Grupo hacker Transparent Tribe (APT36) usa IA para criar malware e ampliar ataques contra o governo da Índia

    Um grupo hacker conhecido como Transparent Tribe , associado a interesses do Paquistão e também identificado como APT36 , passou a utilizar ferramentas de inteligência artificial para acelerar a criação de malware  em campanhas direcionadas principalmente contra órgãos do governo da Índia e suas embaixadas no exterior. A campanha foi detalhada pela empresa de segurança Bitdefender, que identificou uma mudança significativa na estratégia do grupo hacker. Em vez de investir em malware altamente sofisticado, os invasores estão utilizando ferramentas de IA para produzir um grande volume de implantes maliciosos de qualidade mediana , capazes de inundar os ambientes das vítimas com diferentes variações de código. Segundo os pesquisadores , essa abordagem representa um processo de industrialização do malware , no qual ferramentas de IA são usadas para gerar rapidamente múltiplas versões de programas maliciosos escritos em linguagens pouco comuns, como Nim, Zig e Crystal . Estratégia: inundar sistemas com diferentes variantes de malware A estratégia observada na campanha foi descrita como Distributed Denial of Detection (DDoD)  — um conceito inspirado nos ataques de negação de serviço, mas aplicado à evasão de detecção. Nesse modelo, o objetivo não é criar um malware extremamente avançado, mas sim gerar dezenas ou centenas de variantes diferentes , cada uma escrita em linguagens ou protocolos distintos. Isso dificulta a criação de assinaturas de detecção tradicionais e aumenta a probabilidade de que algumas dessas amostras passem despercebidas pelos sistemas de segurança. Ferramentas baseadas em modelos de linguagem de grande escala (LLMs)  têm desempenhado um papel fundamental nesse processo. Elas permitem que hackers gerem código funcional em linguagens desconhecidas ou convertam rapidamente malware existente para novas linguagens, reduzindo a barreira técnica para o desenvolvimento de novas ameaças. Uso de serviços legítimos para esconder comunicação maliciosa Outro ponto relevante da campanha é o uso de serviços legítimos amplamente utilizados na internet  para comunicação com os sistemas comprometidos. Entre os serviços explorados estão: Slack Discord Supabase Google Sheets Ao utilizar plataformas confiáveis para realizar comunicação de comando e controle (C2), o malware consegue se misturar ao tráfego legítimo , tornando a atividade maliciosa mais difícil de identificar. Campanha utiliza phishing e engenharia social A cadeia de infecção geralmente começa com e-mails de phishing  enviados às vítimas. Esses e-mails contêm arquivos compactados ou imagens ISO que incluem atalhos do Windows (arquivos LNK). Ao executar esses arquivos, scripts em PowerShell  são executados diretamente na memória do sistema, permitindo baixar e iniciar o backdoor principal. Após a infecção inicial, os hackers podem instalar ferramentas adicionais para expandir o controle sobre os sistemas comprometidos. Entre elas estão frameworks amplamente utilizados em operações ofensivas, como: Cobalt Strike Havoc Esse modelo híbrido permite que os invasores mantenham persistência e ampliem suas capacidades dentro da rede comprometida. Diversos malwares identificados na campanha A investigação identificou uma ampla variedade de ferramentas maliciosas utilizadas pelo grupo hacker, incluindo: Warcode  – loader em Crystal para executar agentes do framework Havoc diretamente na memória NimShellcodeLoader  – variante experimental que instala beacons do Cobalt Strike CreepDropper  – malware em .NET usado para instalar outros payloads SHEETCREEP  – infostealer em Go que usa API do Microsoft Graph para C2 MAILCREEP  – backdoor em C# que usa Google Sheets como infraestrutura de comando e controle SupaServ  – backdoor em Rust que usa Supabase e Firebase para comunicação LuminousStealer  – infostealer que exfiltra documentos, imagens e arquivos compactados CrystalShell  – backdoor multiplataforma para Windows, Linux e macOS ZigShell  – variante similar escrita em Zig LuminousCookies  – ferramenta voltada ao roubo de cookies e credenciais de navegadores baseados em Chromium IA acelera ataques, mas também gera código instável Apesar do aumento no volume de malware gerado, a análise indica que o uso de IA também trouxe problemas de qualidade no código . Muitas amostras apresentam erros lógicos, falhas de estabilidade e inconsistências. Mesmo assim, o impacto operacional continua significativo. O principal risco está na escala das operações , que permite aos hackers lançar campanhas massivas com pouco esforço. Segundo a análise, o cenário atual mostra a convergência de duas tendências preocupantes: o uso de linguagens de programação pouco comuns e o abuso de serviços confiáveis para ocultar atividades maliciosas. Essa combinação permite que malwares relativamente simples obtenham sucesso operacional elevado , simplesmente ao sobrecarregar os mecanismos tradicionais de detecção.

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