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Casa Branca apresenta plano de cibersegurança com foco em ataque a hackers e inovação


A Casa Branca apresentou sua nova Estratégia Nacional de Cibersegurança, documento que estabelece as prioridades do governo norte-americano para a proteção do espaço digital até o fim do atual mandato presidencial. O plano, relativamente curto com apenas quatro páginas destaca a intenção de adotar uma postura mais agressiva contra hackers, grupos hackers e governos estrangeiros envolvidos em operações cibernéticas contra os Estados Unidos.


Entre as diretrizes centrais da estratégia está a ampliação de operações ofensivas no ciberespaço, com foco em desmantelar redes criminosas e impor consequências diretas a atores estatais e organizações envolvidas em espionagem digital, campanhas de desinformação e ataques contra infraestrutura crítica. O documento afirma que o governo pretende identificar e expor publicamente atividades de espionagem online, propaganda destrutiva e operações de influência conduzidas por adversários estrangeiros.


Durante o USTelecom Cybersecurity Innovation Forum, o Diretor Nacional de Cibersegurança dos EUA, Sean Cairncross, reforçou que o país pretende “impor custos” aos adversários digitais, incluindo tanto hackers quanto governos hostis. Segundo ele, os adversários dos Estados Unidos já estão sentindo e continuarão a sentir as consequências de suas ações no ambiente digital.


Apesar das promessas de postura mais ofensiva, a estratégia também propõe reduzir regulações consideradas excessivas no setor de cibersegurança. A Casa Branca argumenta que algumas regras atuais podem dificultar a inovação e atrasar respostas a incidentes. A proposta prevê modernizar sistemas governamentais e diminuir burocracias que, segundo o governo, transformaram a segurança digital em um “checklist caro” de conformidade.


Outro ponto relevante do plano é a intenção de fortalecer a cooperação com o setor privado. Empresas poderão receber incentivos para ajudar a identificar e interromper atividades de adversários digitais, colaborando com operações defensivas e ofensivas conduzidas pelo governo. A estratégia também prevê a adoção de tecnologias emergentes, incluindo criptografia pós-quântica e soluções de cibersegurança baseadas em inteligência artificial, para proteger redes federais.


Grande parte da infraestrutura crítica dos Estados Unidos como água, agricultura e hospitais pertence ao setor privado. Por isso, o governo pretende lançar programas piloto específicos por estado para fortalecer a segurança desses setores. Outro objetivo é reduzir a dependência de fornecedores considerados adversários geopolíticos, incentivando o uso de tecnologias desenvolvidas nos próprios Estados Unidos.


A estratégia também inclui iniciativas para desenvolver a força de trabalho em cibersegurança, como a criação de um programa interagências voltado à formação de talentos e à expansão de academias de treinamento em segurança digital. A proposta busca integrar programas já existentes no governo e ampliá-los com investimento privado.


Apesar das metas apresentadas, o documento foi alvo de críticas no Congresso norte-americano. Parlamentares apontaram que o plano possui poucos detalhes práticos sobre implementação, especialmente quando comparado à estratégia publicada em 2023 pelo governo anterior, que possuía mais de 30 páginas e incluía planos de ação e orçamento detalhado.


O deputado Bennie Thompson, membro sênior do Comitê de Segurança Interna da Câmara, afirmou que a nova estratégia apresenta apenas declarações genéricas e carece de um roteiro concreto para alcançar seus objetivos.


Segundo ele, o documento reúne promessas amplas sem explicar como as iniciativas serão executadas, além de ocorrer em um momento em que diversas agências federais enfrentam perda de profissionais especializados em segurança cibernética.


A Casa Branca indicou que um documento complementar com ações e metas específicas poderá ser divulgado posteriormente, embora ainda não exista uma data confirmada para sua publicação.

 
 
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