E-mails falsos sobre impostos são usados para infectar empresas no Japão
- Cyber Security Brazil
- há 26 minutos
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O grupo de cibercrime Silver Fox, ligado à China, foi identificado conduzindo uma nova campanha de phishing contra uma fabricante japonesa. Os invasores utilizam e-mails altamente personalizados com temas relacionados a impostos, reajustes salariais, mudanças de cargo e planos de participação acionária para induzir funcionários a instalar o malware ValleyRAT, ampliando a atuação do grupo contra empresas no Japão.
Segundo a análise, a campanha faz parte de uma estratégia que explora períodos de maior movimentação administrativa nas empresas, quando comunicações sobre folha de pagamento, recursos humanos e obrigações fiscais são comuns. Os e-mails são escritos em japonês e simulam comunicações legítimas, aumentando as chances de sucesso da engenharia social.
O ataque leva as vítimas a baixar arquivos compactados contendo instaladores maliciosos. Após a execução, é instalado o ValleyRAT (também conhecido como Winos 4.0), um trojan de acesso remoto que concede aos invasores controle sobre o equipamento comprometido. O malware permite coletar informações sensíveis, monitorar a atividade do usuário, estabelecer persistência e executar comandos remotamente.
Os pesquisadores destacam que o Silver Fox vem evoluindo rapidamente seu arsenal. Além do ValleyRAT, o grupo passou a utilizar ferramentas como AtlasCross RAT, além de empregar domínios falsos que imitam softwares populares, VPNs, aplicativos de mensagens, plataformas de videoconferência e serviços corporativos para distribuir malware.
A campanha observada no Japão reforça uma mudança no foco geográfico do grupo. Inicialmente concentrado em vítimas de língua chinesa, o Silver Fox expandiu suas operações desde o fim de 2025 para diversos países da Ásia, incluindo Japão, Índia, Malásia, Indonésia, Filipinas, Singapura e Tailândia.
Pesquisadores apontam que o grupo mantém um modelo de operação híbrido. Paralelamente a campanhas oportunistas de larga escala voltadas ao lucro, os operadores realizam ataques direcionados contra organizações específicas, adaptando os temas das mensagens de phishing ao contexto cultural e ao calendário de cada país para aumentar a taxa de infecção.
Embora a campanha atual tenha como alvo uma fabricante japonesa, os especialistas alertam que a metodologia empregada pode ser facilmente adaptada para outros setores. O uso de engenharia social altamente contextualizada, combinado com malware modular e técnicas de persistência, torna o Silver Fox um dos grupos de cibercrime mais ativos na região da Ásia-Pacífico.

