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798 resultados encontrados com uma busca vazia
- Falha antiga no FortiOS volta a ser explorada e permite bypass de 2FA
A Fortinet emitiu um alerta informando que identificou exploração ativa na internet de uma vulnerabilidade antiga, mas ainda extremamente perigosa, que afeta o FortiOS SSL VPN. A falha, catalogada como CVE-2020-12812 e com pontuação CVSS de 5,2, permite que hackers contornem a autenticação multifator (2FA) em determinados cenários de configuração. Embora a vulnerabilidade tenha sido divulgada originalmente em 2020, a Fortinet confirmou , em um advisory publicado em 24 de dezembro de 2025, que o problema voltou a ser explorado por múltiplos invasores, reforçando que falhas antigas continuam sendo um vetor relevante de ataques quando sistemas permanecem desatualizados ou mal configurados. O problema está relacionado a uma inconsistência no tratamento de letras maiúsculas e minúsculas (case sensitivity) durante o processo de autenticação. A falha ocorre quando: A autenticação em dois fatores (2FA) está habilitada para usuários locais no FortiGate Esses usuários locais utilizam autenticação remota, como LDAP O mesmo usuário faz parte de um grupo configurado no servidor LDAP Esse grupo LDAP é utilizado em políticas de autenticação (admin, SSL VPN ou IPsec VPN) Nessa situação, o FortiGate trata o nome de usuário como case-sensitive, enquanto o LDAP não faz essa distinção. Como resultado, ao alterar a capitalização do nome de usuário (por exemplo, JSmith, jsmiTh, JSMITH), o sistema não associa o login ao usuário local protegido por 2FA e acaba autenticando diretamente via LDAP sem exigir o segundo fator. Segundo a Fortinet, isso permite que usuários administrativos ou de VPN sejam autenticados sem 2FA, desde que as credenciais LDAP estejam corretas. A vulnerabilidade já havia sido listada pelo governo dos Estados Unidos como uma das falhas exploradas em ataques contra dispositivos de perímetro em 2021. Agora, a Fortinet confirma que o problema voltou a ser explorado ativamente, embora não tenha divulgado detalhes técnicos sobre os ataques ou confirmado se houve comprometimentos bem-sucedidos. A Fortinet corrigiu esse comportamento ainda em julho de 2020 , com o lançamento das versões: FortiOS 6.0.10 FortiOS 6.2.4 FortiOS 6.4.1 Para ambientes que ainda não aplicaram essas versões, é possível mitigar o problema com o comando: set username-case-sensitivity disable Já clientes que utilizam FortiOS 6.0.13, 6.2.10, 6.4.7, 7.0.1 ou superior devem executar: set username-sensitivity disable Com essa configuração, o FortiGate passa a tratar todas as variações de capitalização do nome de usuário como equivalentes, impedindo o desvio do fluxo de autenticação e o bypass do 2FA. Como medida adicional, a Fortinet recomenda remover grupos LDAP secundários que não sejam estritamente necessários, eliminando completamente a possibilidade desse vetor de ataque. Caso haja qualquer indício de que usuários administrativos ou de VPN tenham sido autenticados sem 2FA, a orientação é entrar em contato com o suporte da Fortinet e redefinir todas as credenciais afetadas. Via - THN
- Falha crítica no MongoDB permite leitura de memória sem autenticação
Uma falha de segurança de alta gravidade foi divulgada recentemente no MongoDB, banco de dados amplamente utilizado em aplicações corporativas e ambientes em nuvem. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-14847 e classificada com pontuação CVSS de 8,7, pode permitir que hackers não autenticados leiam áreas de memória não inicializadas do servidor. O problema está relacionado ao tratamento incorreto de inconsistências no campo de comprimento (length) em cabeçalhos de protocolo que utilizam compressão Zlib. Em cenários específicos, essa falha faz com que o servidor processe dados cujo tamanho declarado não corresponde ao conteúdo real, abrindo espaço para que um invasor remoto obtenha informações armazenadas temporariamente na memória (heap). De acordo com a descrição oficial do CVE, campos de tamanho incompatíveis em cabeçalhos comprimidos com Zlib podem permitir a leitura de memória heap não inicializada por um cliente não autenticado. Na prática, isso significa que um hacker pode explorar a falha sem sequer possuir credenciais válidas para acessar o banco de dados. A vulnerabilidade impacta uma ampla gama de versões do MongoDB Server, incluindo: MongoDB 8.2.0 a 8.2.3 MongoDB 8.0.0 a 8.0.16 MongoDB 7.0.0 a 7.0.26 MongoDB 6.0.0 a 6.0.26 MongoDB 5.0.0 a 5.0.31 MongoDB 4.4.0 a 4.4.29 Todas as versões do MongoDB Server 4.2 , 4.0 e 3.6 O problema já foi corrigido nas versões 8.2.3, 8.0.17, 7.0.28, 6.0.27, 5.0.32 e 4.4.30 . Segundo a própria MongoDB , um exploit do lado do cliente explorando a implementação Zlib pode retornar memória não inicializada do servidor sem necessidade de autenticação. Essa memória pode conter informações sensíveis em tempo de execução, como estados internos do sistema, ponteiros e outros dados que podem facilitar ataques mais sofisticados. A empresa de segurança OP Innovate reforça que a falha pode resultar na exposição de dados críticos em memória, ampliando significativamente a superfície de ataque e auxiliando hackers em movimentos laterais ou na exploração de outras vulnerabilidades. A recomendação principal é atualizar imediatamente para uma versão corrigida do MongoDB. Caso a atualização não seja possível no curto prazo, a orientação é desabilitar o uso de compressão Zlib , iniciando o mongod ou mongos com as opções: networkMessageCompressors net.compression.compressors excluindo explicitamente o zlib . O MongoDB continua oferecendo suporte a outros algoritmos de compressão, como snappy e zstd , que não são afetados por essa falha. Via - THN
- Prefeitura de Saudades sofre ataque hacker e perde acesso temporário a contas bancárias
A Prefeitura de Saudades, no oeste de Santa Catarina, confirmou nesta segunda-feira (22) que o sistema do setor financeiro do município foi alvo de um ataque hacker, resultando na perda temporária de acesso às contas bancárias da administração pública. Em pronunciamento oficial, o prefeito Maciel Schneider classificou o incidente como grave e informou que o ataque ocorreu a partir do computador do setor financeiro, permitindo que invasores acessassem uma instituição financeira onde o município mantém diversas contas e valores aplicados. Segundo o prefeito, após a identificação do ataque, o banco responsável foi imediatamente acionado e iniciou um processo de apuração para verificar se houve transferências irregulares ou movimentações não autorizadas. “Infelizmente, tiveram acesso a uma instituição financeira que o município possui valores expressivos aplicados. O banco está levantando se houve alguma movimentação”, afirmou Schneider. A administração municipal informou que um boletim de ocorrência foi registrado junto à Polícia Civil de Santa Catarina, que já comunicou o caso ao Judiciário. As investigações devem apurar a origem do ataque, o método utilizado pelos hackers e se houve prejuízo financeiro aos cofres públicos. Apesar da situação, o prefeito buscou tranquilizar servidores públicos, fornecedores e prestadores de serviço. De acordo com Schneider, o pagamento da folha salarial está garantido, e a prefeitura segue trabalhando em conjunto com o banco e as autoridades para restabelecer o acesso aos sistemas e reforçar as medidas de segurança. O incidente reforça o alerta sobre o aumento de ataques cibernéticos contra administrações públicas, especialmente em áreas sensíveis como finanças e gestão de recursos, onde falhas de segurança podem gerar impactos diretos à população.
- Spotify desativa contas de usuários envolvidos no roubo de 86 milhões de músicas da plataforma
O Spotify anunciou que desativou contas de usuários envolvidas na extração massiva de conteúdos da plataforma, após um grupo open source divulgar arquivos contendo 86 milhões de faixas obtidas por meio de scraping . O caso veio à tona no fim de semana, quando o Anna's Archive publicou um banco de dados com músicas e metadados coletados ao longo de meses. O Anna’s Archive, que se descreve como a “maior biblioteca verdadeiramente aberta da história humana”, afirmou ter descoberto uma forma de coletar arquivos do Spotify em larga escala e, em seguida, disponibilizou um conjunto de dados com cerca de 300 terabytes, contendo músicas que representam aproximadamente 99,6% de todas as reproduções da plataforma. Além disso, o grupo liberou um arquivo menor com as 10 mil músicas mais populares. Em nota enviada à imprensa, um porta-voz do Spotify afirmou que a empresa identificou e bloqueou contas usadas de forma maliciosa, que violaram os termos de uso ao realizar stream-ripping de músicas. Segundo a companhia, o incidente não foi classificado como um ataque hacker, já que não houve acesso aos sistemas internos do Spotify, mas sim o uso indevido de contas criadas por terceiros. “Implementamos novas salvaguardas contra esse tipo de ataque antipirataria e estamos monitorando ativamente comportamentos suspeitos. Desde o primeiro dia, estamos ao lado da comunidade de artistas contra a pirataria”, afirmou o porta-voz. A empresa também destacou que o Anna’s Archive não entrou em contato previamente antes de publicar os arquivos. Em um post publicado em seu blog, o Anna’s Archive justificou a iniciativa dizendo que, embora normalmente foque em textos, sua missão de preservar o conhecimento e a cultura humana não faz distinção entre tipos de mídia. O grupo afirmou que o Spotify, apesar de não conter “toda a música do mundo”, seria um excelente ponto de partida para criar um grande arquivo de preservação musical. Os dados divulgados abrangem músicas publicadas no Spotify entre 2007 e julho de 2025 e incluem um banco de metadados com 256 milhões de faixas, descrito pelo grupo como o maior já disponibilizado publicamente. A análise dos dados também revelou uma forte concentração de audiência: as três músicas mais ouvidas da plataforma Billie Eilish, Lady Gaga e Bad Bunny somam mais reproduções do que dezenas de milhões de faixas menos populares combinadas. O Anna’s Archive é banido em diversos países devido a reiteradas violações de direitos autorais. A iniciativa surgiu após o fechamento do Z-Library em 2022, quando autoridades dos Estados Unidos prenderam dois cidadãos russos acusados de operar o então maior site de livros piratas do mundo. Desde então, o grupo passou a agregar conteúdos de outras bibliotecas online, como Internet Archive, Library Genesis e Sci-Hub. Atualmente, o Anna’s Archive afirma reunir mais de 61 milhões de livros e 95 milhões de artigos científicos. Em novembro, a Google informou ter removido cerca de 800 milhões de links relacionados ao site de seus resultados de busca, após solicitações de titulares de direitos autorais.
- Coreia do Sul exigirá reconhecimento facial para novos números de celular
A Coreia do Sul passará a exigir reconhecimento facial no momento da contratação de novos números de telefone celular, como parte de uma estratégia para combater golpes e fraudes de identidade. O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência e TIC e a medida entra em vigor em 23 de março, após um período piloto que começa nesta semana. A política se aplica às três principais operadoras móveis do país e também aos operadores móveis virtuais (MVNOs). Segundo o governo, a verificação biométrica permitirá comparar, em tempo real, a foto do documento de identidade com o rosto do titular, impedindo o registro de linhas com nomes falsos usando documentos roubados ou forjados. O endurecimento das regras faz parte de um plano mais amplo anunciado em agosto para reduzir golpes de “voice phishing”, prática que tem afetado milhares de cidadãos. Entre as medidas previstas estão penalidades mais severas para operadoras que não adotarem controles eficazes de prevenção. Os números reforçam a urgência: até novembro, 21.588 casos de golpes por ligação haviam sido registrados no país. O tema ganhou ainda mais destaque após um incidente grave ocorrido em abril, quando a operadora SK Telecom sofreu uma invasão cibernética que resultou no vazamento de dados de SIM cards de cerca de 27 milhões de clientes. Reguladores de privacidade concluíram que a empresa não implementava controles básicos de acesso, o que permitiu aos hackers obter dados de autenticação e informações de assinantes em larga escala. O episódio acelerou o debate sobre segurança, identidade digital e responsabilidade das operadoras no país. Apesar do foco em segurança, a nova exigência também reacende discussões sobre privacidade e uso de biometria, especialmente quanto ao armazenamento e proteção de dados faciais. O governo afirma que a medida é necessária para reduzir fraudes sistêmicas, mas especialistas acompanham de perto os impactos dessa decisão no equilíbrio entre proteção e direitos individuais. Via - RFN
- ServiceNow anuncia aquisição da Armis por US$ 7,75 bilhões e reforça aposta em cibersegurança com IA
A gigante de software corporativo ServiceNow anunciou a aquisição da empresa de cibersegurança Armis por US$ 7,75 bilhões, em um movimento estratégico para ampliar seu portfólio de segurança e acelerar sua visão de cibersegurança nativa em IA, proativa e orientada à resposta a vulnerabilidades. Segundo a ServiceNow, a compra permitirá integrar as capacidades da Armis focadas em gestão de exposição cibernética, visibilidade contínua de ativos e monitoramento em tempo real às suas plataformas de automação e workflows corporativos. A expectativa é oferecer uma abordagem mais integrada, capaz de identificar riscos, priorizar vulnerabilidades e automatizar respostas de forma inteligente. Fundada em 2015 por veteranos do exército israelense, a Armis iniciou suas operações com foco em segurança de IoT e tecnologia operacional (OT), áreas críticas para ambientes industriais, saúde e infraestrutura. Ao longo dos anos, a empresa expandiu sua atuação para o conceito de Cyber Exposure Management, atendendo organizações dos setores público e privado. De acordo com o cofundador e CEO Yevgeny Dibrov, a missão da Armis sempre foi proteger ambientes críticos por meio de inteligência em tempo real. Atualmente, a Armis conta com cerca de 950 funcionários e ultrapassou a marca de US$ 340 milhões em receita recorrente anual (ARR), números que reforçam sua relevância no mercado global de cibersegurança. A ServiceNow informou que a transação será financiada por meio de caixa e endividamento, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2026. O acordo já vinha sendo especulado há semanas e ocorre em meio a uma forte onda de consolidação no setor de cibersegurança. Nos últimos meses, grandes empresas de tecnologia anunciaram aquisições bilionárias para fortalecer suas ofertas de segurança. A Google adquiriu a empresa israelense Wiz por US$ 32 bilhões, enquanto a Palo Alto Networks anunciou a compra da CyberArk por US$ 25 bilhões. Líder no mercado de automação e gestão de serviços corporativos, a ServiceNow reportou US$ 3,4 bilhões em receita apenas no último trimestre. A empresa também tem intensificado sua estratégia de aquisições, incluindo a compra da empresa de IA Moveworks e, mais recentemente, o anúncio da aquisição da plataforma de segurança de identidade Veza por US$ 1 bilhão. Via - RFN
- Pacote malicioso no npm compromete contas corporativas do WhatsApp
Pesquisadores alertaram para um novo ataque à cadeia de suprimentos de software envolvendo um pacote malicioso publicado no repositório npm. O pacote, que se apresenta como uma API funcional do WhatsApp, é capaz de interceptar mensagens, roubar contatos, capturar tokens de autenticação e vincular silenciosamente o dispositivo do hacker à conta da vítima. Batizada de “ lotusbail ”, a biblioteca foi publicada em maio de 2025 por um usuário identificado como seiren_primrose e já ultrapassou 56 mil downloads , com mais de 700 apenas na última semana. Mesmo após a divulgação do caso, o pacote ainda permanece disponível para download, ampliando o risco para desenvolvedores e empresas que utilizam integrações com o WhatsApp. Segundo pesquisadores da Koi Security , o pacote funciona como uma API legítima, mas esconde um conjunto de funcionalidades maliciosas. O código é capaz de roubar credenciais do WhatsApp, interceptar todas as mensagens trocadas, coletar listas completas de contatos com números de telefone, capturar arquivos de mídia e documentos, além de instalar uma porta dos fundos persistente no ambiente. O malware se inspira diretamente na biblioteca legítima @whiskeysockets/baileys , amplamente usada para integração com o WhatsApp Web via WebSockets. A diferença é que o lotusbail adiciona um wrapper malicioso de WebSocket, por onde passam mensagens e dados de autenticação, permitindo a espionagem completa das comunicações. Todas as informações roubadas são criptografadas e enviadas para servidores controlados pelos hackers. O aspecto mais grave do ataque está no sequestro do processo de pareamento de dispositivos. Durante a autenticação, a biblioteca utiliza um código de pareamento embutido no código-fonte para vincular também o dispositivo do invasor à conta do WhatsApp da vítima, garantindo acesso persistente. Mesmo que o pacote seja removido do sistema, o hacker continua com acesso total à conta até que o dispositivo malicioso seja manualmente desvinculado nas configurações do aplicativo. Além disso, o pacote inclui mecanismos antidepuração, que fazem o código entrar em um loop infinito caso ferramentas de análise sejam detectadas, dificultando investigações e análises forenses. De acordo com os pesquisadores, o ataque é ativado automaticamente assim que o desenvolvedor utiliza a biblioteca para se conectar ao WhatsApp, sem exigir chamadas especiais ou ações suspeitas. O caso reforça uma tendência preocupante: ataques à cadeia de suprimentos estão cada vez mais sofisticados e difíceis de detectar. Como o código aparenta ser funcional e possui um alto número de downloads, mecanismos tradicionais de confiança acabam falhando, permitindo que malwares se escondam “entre o código que funciona e o código que faz mais do que promete”. A divulgação ocorre paralelamente a outro alerta feito pela ReversingLabs , que identificou 14 pacotes maliciosos no NuGet se passando por bibliotecas populares do ecossistema de criptomoedas, como integrações com Ethereum, Bitcoin, Binance e Solana. Esses pacotes foram projetados para desviar fundos de transações, roubar chaves privadas e seed phrases, ou capturar credenciais sensíveis, como tokens OAuth do Google Ads. Para parecerem legítimos, os hackers inflaram artificialmente o número de downloads e publicaram múltiplas versões em curto espaço de tempo, simulando manutenção ativa dos projetos. Via - THN
- Vulnerabilidade crítica no n8n (CVSS 9.9) permite ataque RCE em milhares de servidores
Uma vulnerabilidade crítica foi divulgada na plataforma de automação de workflows n8n , capaz de permitir execução arbitrária de código e levar ao comprometimento total de servidores afetados. A falha, identificada como CVE-2025-68613 , recebeu uma pontuação CVSS de 9.9, uma das mais altas possíveis na escala de severidade. Descoberta pelo pesquisador Fatih Çelik , a vulnerabilidade está relacionada à forma como o n8n avalia expressões fornecidas por usuários autenticados durante a configuração de fluxos de automação. Segundo os mantenedores do pacote no npm , essas expressões podem ser processadas em um contexto de execução que não está devidamente isolado do ambiente de runtime, abrindo espaço para abuso por parte de invasores. Na prática, um hacker autenticado pode explorar esse comportamento para executar comandos arbitrários com os mesmos privilégios do processo do n8n. Isso pode resultar em acesso não autorizado a dados sensíveis, modificação maliciosa de workflows, persistência no ambiente e até a execução de operações em nível de sistema operacional. A falha afeta todas as versões do n8n a partir da 0.211.0 até a 1.120.4, e já foi corrigida nas versões 1.120.4, 1.121.1 e 1.122.0. De acordo com dados da plataforma de gestão de superfície de ataque Censys, havia mais de 103 mil instâncias potencialmente vulneráveis expostas à internet em 22 de dezembro de 2025. A maior concentração dessas instâncias está localizada nos Estados Unidos, Alemanha, França, Brasil e Singapura, o que amplia significativamente o impacto global da falha, especialmente em ambientes corporativos que utilizam o n8n como parte de pipelines de automação, integração de sistemas e processos de DevOps. Diante da gravidade do cenário, especialistas recomendam a aplicação imediata dos patches. Para organizações que não consigam atualizar o ambiente de forma imediata, as medidas de mitigação incluem restringir permissões de criação e edição de workflows apenas a usuários confiáveis, executar o n8n em ambientes reforçados ( hardened ), com privilégios mínimos no sistema operacional e controles rigorosos de acesso à rede. Via - THN
- Novo malware MacSync burla o Gatekeeper do macOS usando aplicativo assinado pela Apple
Pesquisadores identificaram uma nova variante do MacSync, um malware do tipo stealer voltado para macOS, que utiliza um aplicativo digitalmente assinado e notarizado para driblar os mecanismos de segurança da Apple, como o Gatekeeper e o XProtect. O ataque chama atenção por adotar técnicas mais sofisticadas de evasão, fazendo o malware se passar por um instalador legítimo de aplicativo de mensagens. De acordo com pesquisadores da Jamf, essa versão do MacSync representa uma evolução em relação a variantes anteriores, que dependiam fortemente de truques como arrastar arquivos para o terminal ou falsas correções técnicas ( ClickFix ). Agora, os hackers apostam em uma abordagem mais silenciosa e automatizada, reduzindo a interação do usuário e aumentando as chances de sucesso da infecção. A campanha distribui o malware por meio de um arquivo DMG chamado “zk-call-messenger-installer-3.9.2-lts.dmg”, hospedado em um site que imita um serviço legítimo. Por estar devidamente assinado e notarizado, o instalador consegue ser executado sem alertas iniciais do sistema operacional. Mesmo assim, o aplicativo ainda exibe instruções para que o usuário clique com o botão direito e selecione “Abrir”, uma técnica comum usada por hackers para contornar verificações adicionais do macOS. Após a descoberta, a Apple revogou o certificado de assinatura utilizado no ataque. O instalador, escrito em Swift, atua como um dropper e realiza diversas verificações antes de baixar a carga maliciosa principal. Entre elas estão a checagem de conectividade com a internet, a imposição de um intervalo mínimo de execução de cerca de uma hora (como forma de rate limit ) e a remoção de atributos de quarentena dos arquivos. Em seguida, um script codificado é baixado e executado por meio de um componente auxiliar. Os pesquisadores também destacaram mudanças sutis, porém relevantes, na forma como o malware utiliza o comando curl para baixar o payload. A alteração nos parâmetros e o uso de variáveis dinâmicas indicam uma tentativa clara de aumentar a confiabilidade da infecção e, ao mesmo tempo, dificultar a detecção por soluções de segurança. Outro ponto curioso da campanha é o uso de um arquivo DMG anormalmente grande, com cerca de 25,5 MB, inflado propositalmente pela inclusão de documentos PDF irrelevantes. Essa técnica ajuda a mascarar o conteúdo real do instalador e reduzir suspeitas durante análises superficiais. Após a decodificação , o payload Base64 revela o próprio MacSync , uma versão rebatizada do malware Mac.c , observado pela primeira vez em abril de 2025. Diferentemente de stealers mais simples, o MacSync incorpora um agente desenvolvido em Go, com funcionalidades completas de comando e controle remoto, permitindo que hackers executem ações adicionais nos sistemas comprometidos. Especialistas alertam que essa estratégia reflete uma tendência crescente no ecossistema de malware para macOS : a utilização de aplicativos assinados e notarizados para fazer códigos maliciosos parecerem legítimos. Esse movimento aumenta significativamente o risco para usuários e empresas que confiam apenas nos controles nativos do sistema operacional para se proteger. Via - THN
- Dados de 21 mil clientes da Nissan vazam após invasão em servidor gerenciado pela Red Hat
A Nissan informou que dados pessoais de aproximadamente 21 mil clientes foram expostos após um acesso não autorizado a um servidor gerenciado pela Red Hat. O incidente afetou clientes que compraram veículos ou realizaram serviços na antiga Nissan Fukuoka Motor Co., atual Nissan Fukuoka Sales Co., no Japão. Segundo comunicado oficial divulgado em dezembro, a invasão foi detectada em setembro, mas a montadora só foi formalmente notificada no início de outubro. Embora não haja indícios de roubo de dados financeiros ou cartões de crédito, informações sensíveis como nome, endereço, telefone, parte do e-mail e dados usados em atividades comerciais foram comprometidas. A Nissan afirmou que, até o momento, não há confirmação de uso indevido das informações vazadas. Ainda assim, a empresa alertou os clientes para redobrar a atenção a ligações suspeitas, mensagens e correspondências, já que esse tipo de dado costuma ser explorado por hackers em campanhas de phishing e fraudes financeiras direcionadas. Em nota, a montadora declarou que trata o incidente com seriedade e que irá reforçar o monitoramento de fornecedores terceirizados, além de implementar medidas adicionais para fortalecer sua postura de segurança da informação. A empresa também pediu desculpas públicas aos clientes afetados. A Red Hat subsidiária da IBM já havia divulgado anteriormente que um terceiro não autorizado acessou e copiou dados de uma instância dedicada do GitLab, utilizada em serviços de consultoria. De acordo com a notificação da Nissan, a Red Hat identificou a atividade maliciosa em 26 de setembro e comunicou a montadora em 3 de outubro. Embora nenhuma das empresas tenha atribuído oficialmente o ataque a um grupo específico, no início de outubro o Crimson Collective afirmou ter invadido repositórios privados da Red Hat e exfiltrado cerca de 570 GB de dados, incluindo documentos sensíveis de clientes. Posteriormente, o grupo alegou parceria com hackers ligados ao ShinyHunters para tentar extorquir a empresa. Este é o terceiro grande vazamento envolvendo a Nissan em três anos. Em maio de 2024, a montadora confirmou o roubo de dados pessoais de mais de 50 mil funcionários da América do Norte, após um ataque direcionado ocorrido em 2023. Meses antes, a divisão da Oceania havia sido alvo do grupo ransomware Akira, que comprometeu informações de mais de 100 mil clientes. O histórico reforça os desafios enfrentados por grandes organizações na gestão de riscos cibernéticos em cadeias de suprimentos, especialmente quando dados sensíveis dependem de ambientes terceirizados e plataformas colaborativas de desenvolvimento. Via - TR
- Senado dos EUA confirma nova CIO do Pentágono com foco em modernização e cibersegurança
O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira a indicação do presidente Donald Trump para o cargo de Chief Information Officer (CIO) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A executiva Kirsten Davies assumirá a liderança da estratégia digital e de cibersegurança do Pentágono após aprovação por 53 votos a 43. A confirmação ocorreu em bloco, juntamente com cerca de 100 outros indicados para cargos federais, após uma mudança de regras liderada pelos republicanos que permite a aprovação conjunta de altos funcionários em uma única votação. Davies havia sido indicada originalmente em maio e substituirá Katie Arrington, que exercia a função interinamente desde março. Durante a audiência de confirmação no Comitê de Serviços Armados do Senado , Davies destacou que o Pentágono ainda é fortemente impactado por sistemas legados caros, pouco eficientes e difíceis de integrar, além de uma gestão de dados que não acompanha a velocidade das ameaças atuais. Como diretriz estratégica, ela afirmou que soluções comerciais devem se tornar a “primeira escolha presumida” para iniciativas relacionadas à tecnologia e à cibersegurança. A proposta está alinhada ao esforço do Departamento de Defesa para acelerar a aquisição de novas capacidades, reduzir burocracias e colocar tecnologias modernas em operação com mais rapidez. “Os ataques cibernéticos são constantes, os adversários dos Estados Unidos são altamente capacitados e motivados, e o nível de dissuasão ainda é limitado. Mudanças profundas são necessárias neste momento”, afirmou Davies aos senadores. Antes de assumir o cargo no Pentágono, Kirsten Davies atuava como CISO da Unilever, função que também exerceu anteriormente na Estée Lauder Companies. Sua trajetória inclui ainda a posição de Chief Security Officer no Barclays Africa, hoje conhecido como ABSA. Davies também ocupou cargos técnicos e executivos em empresas como Hewlett Packard e Siemens, além de posições de liderança em consultorias globais como Booz Allen Hamilton e Deloitte Australia. Via - RFN
- Agência Nacional de Águas da Romênia sofre ataque ransomware com uso do BitLocker
A agência nacional responsável pela gestão dos recursos hídricos da Romênia confirmou no domingo que foi vítima de um ataque ransomware que bloqueou o acesso de funcionários a cerca de 1.000 sistemas computacionais. O incidente afetou desde estações de trabalho até servidores internos, causando impactos significativos nas operações administrativas da instituição. De acordo com a Diretoria Nacional de Segurança Cibernética da Romênia , o ataque não comprometeu tecnologias operacionais (OT) nem infraestruturas críticas, como barragens e sistemas de defesa contra enchentes. Ainda assim, a indisponibilidade dos sistemas de e-mail forçou a equipe a recorrer a telefonia e rádio para manter as comunicações internas, evidenciando a gravidade do impacto operacional. Um dos pontos mais relevantes do incidente é a técnica utilizada pelos hackers. Diferentemente de ataques ransomware tradicionais, nos quais softwares maliciosos são introduzidos no ambiente, a análise inicial indica que os invasores exploraram o BitLocker, ferramenta legítima de criptografia do próprio Windows, para bloquear os sistemas e tentar extorquir a organização. Esse tipo de abordagem se enquadra na técnica conhecida como LOLBins (Living Off the Land Binaries), na qual hackers utilizam ferramentas nativas do sistema operacional para driblar controles de segurança, reduzir a detecção por antivírus e se movimentar lateralmente pela rede de forma mais silenciosa. Pesquisas publicadas no ano passado pela Kaspersky já haviam identificado uma onda de ataques semelhantes em países como México, Indonésia e Jordânia, atingindo setores sensíveis como siderurgia, fabricação de vacinas e até órgãos governamentais. Já a Bitdefender alertou para o uso do malware ShrinkLocker, um script criado especificamente para abusar do BitLocker, empregado por múltiplos grupos hackers em ataques considerados “mais simples”, especialmente contra versões legadas do Windows. Segundo a agência de segurança cibernética da Romênia, os hackers deixaram uma nota de resgate exigindo contato em até sete dias. As autoridades reforçaram que a política oficial do país é não negociar nem manter qualquer tipo de comunicação com grupos hackers, prática alinhada às recomendações internacionais para lidar com extorsão digital. Via - RFN












