Reino Unido quer tornar a cibersegurança tão simples quanto lavar as mãos
- Cyber Security Brazil
- há 15 horas
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O governo do Reino Unido anunciou a criação de um grupo de embaixadores do Código de Práticas de Segurança de Software, iniciativa que reúne grandes empresas de tecnologia e organizações do setor para incentivar a adoção de boas práticas de segurança em toda a cadeia de fornecimento de software. Entre os nomes escolhidos estão Cisco, Palo Alto Networks e Accenture, além de empresas e entidades britânicas e internacionais ligadas à cibersegurança.
O anúncio foi feito pela ministra da economia digital do Reino Unido, Liz Lloyd, durante um discurso recente, no qual destacou que os benefícios da economia digital e da inteligência artificial só podem ser plenamente alcançados quando há confiança nos sistemas que sustentam essas tecnologias. Segundo ela, a segurança de software deixou de ser apenas um tema técnico e passou a ser um imperativo comercial, diretamente ligado à confiança e ao crescimento econômico.
Durante a apresentação, Lloyd afirmou que o país já parte de uma base sólida, com algumas das defesas cibernéticas mais robustas do mundo. Ela citou polos de excelência em cibersegurança em regiões como Cheltenham, Manchester, Belfast e na Escócia, além de reforçar que o setor cibernético britânico é hoje o terceiro maior do mundo.
Apesar disso, o governo reconhece que ainda há um desafio importante: menos de 25% das organizações consideram a cibersegurança como um fator decisivo na compra de software. O Código de Práticas de Segurança de Software, lançado no ano anterior, estabeleceu diretrizes para fornecedores, mas precisava ganhar maior visibilidade e adesão no mercado.
Para mudar esse cenário, o Reino Unido optou por uma abordagem que vai além da simples regulamentação. A ideia é contar com líderes de mercado que assumam publicamente o compromisso de promover o código, atuando como exemplos práticos para o setor. Além de multinacionais, participam da iniciativa empresas britânicas como Sage, especialistas em cibersegurança como NCC Group, ISACA e ISC2, além de clientes de peso como Lloyds Banking Group e Santander.
Ao explicar o conceito, Lloyd comparou a iniciativa ao código de higiene das mãos da World Health Organization, criado em 2009. Mesmo sem força de lei, o modelo se tornou um padrão global e contribuiu para a redução significativa de infecções hospitalares. A expectativa do governo britânico é que o Código de Segurança de Software siga o mesmo caminho, tornando a cibersegurança simples, acessível e parte do dia a dia das organizações.







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