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Petroleira estatal da Venezuela atribui ataque cibernético aos EUA após apreensão de navio-tanque



A estatal venezuelana de petróleo Petróleos de Venezuela (PDVSA) informou que foi alvo de um ataque cibernético que afetou seus sistemas administrativos. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a empresa confirmou o incidente, mas afirmou que suas operações continuaram funcionando.


A PDVSA, no entanto, atribuiu a responsabilidade pelo ataque aos Estados Unidos, em meio ao aumento da presença militar norte-americana na região e às tensões políticas envolvendo o governo de Nicolás Maduro.


Segundo a estatal, o ataque faria parte de uma estratégia mais ampla de pressão internacional. “Essa tentativa de agressão se soma à estratégia pública do governo dos Estados Unidos de tomar o petróleo venezuelano pela força e pela pirataria”, afirmou a PDVSA. A empresa declarou ainda que rejeita “essa ação desprezível, orquestrada por interesses estrangeiros em conluio com atores sem pátria, que buscam violar o direito soberano do país ao desenvolvimento energético”.


Apesar das acusações, Pesquisadores e especialistas em cibersegurança afirmam que, até o momento, não há evidências técnicas que conectem o ataque diretamente ao governo dos Estados Unidos. Fontes ouvidas pela agência Reuters indicaram que o impacto do incidente pode ter sido mais grave do que o relatado oficialmente. O site da PDVSA estava fora do ar até a tarde de terça-feira, e entregas de cargas de petróleo teriam sido suspensas em decorrência do ataque.


“Não há entrega de cargas, todos os sistemas estão fora do ar”, disse uma fonte interna à Reuters, acrescentando que funcionários da empresa tratam o incidente como um possível ataque de ransomware. Caso confirmado, o episódio representaria mais um exemplo de como ataques desse tipo podem comprometer infraestruturas críticas e cadeias globais de suprimento de energia.


O ataque cibernético ocorreu apenas uma semana após os Estados Unidos apreenderem um navio-tanque da PDVSA que transportava quase dois milhões de barris de petróleo venezuelano. A ação gerou críticas do governo cubano e levou outras embarcações com destino à Venezuela a recuarem, por receio de novas intervenções militares norte-americanas. Autoridades dos EUA afirmaram que novas apreensões de navios podem ocorrer nas próximas semanas.


Documentos obtidos pelo The New York Times indicam que a PDVSA é peça-chave nas relações financeiras da Venezuela com países como China, Rússia, Irã e Cuba. Já o governo norte-americano acusa o regime de Nicolás Maduro de apoiar o tráfico de drogas e tem histórico de confrontos com Caracas, incluindo operações militares próximas à costa venezuelana. Para o governo da Venezuela, os recentes acontecimentos reforçam a narrativa de que os EUA buscam controlar o país para garantir acesso às suas reservas de petróleo.


Via - RFN

 
 
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