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Mais de 10 mil firewalls Fortinet estavam expostos a falha crítica de bypass de 2FA, alerta relatório recente

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    Cyber Security Brazil
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
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Um relatório divulgado recentemente indicou que milhares de firewalls Fortinet estavam expostos à internet e vulneráveis à exploração da falha crítica CVE-2020-12812, que permite o bypass de autenticação em dois fatores (2FA) em dispositivos FortiGate SSL VPN. A vulnerabilidade é conhecida desde 2020 e voltou a ganhar atenção após a identificação de exploração ativa em ambientes com configurações específicas.


A Fortinet reforçou que o problema foi corrigido oficialmente em julho de 2020, com a disponibilização das versões FortiOS 6.4.1, 6.2.4 e 6.0.10. Na época, administradores que não puderam aplicar os patches imediatamente receberam orientações para adotar medidas mitigatórias, como a desativação da sensibilidade a maiúsculas e minúsculas nos nomes de usuário.


Exploração observada e contexto atual


Segundo a Fortinet, foram observados casos recentes de exploração “in the wild”, restritos a configurações específicas, especialmente em ambientes que utilizam autenticação via LDAP. O alerta não se refere a uma nova vulnerabilidade, mas sim ao uso recorrente de uma falha antiga em dispositivos que permaneceram desatualizados ou mal configurados.

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Dados divulgados pela Shadowserver Foundation mostravam, no momento da coleta das informações, um número significativo de dispositivos expostos e sem correção aplicada. Especialistas destacam, no entanto, que esse tipo de levantamento representa um retrato pontual, e que a exposição pode ter sido reduzida após a divulgação pública do alerta e a adoção de medidas corretivas.


Histórico conhecido e medidas recomendadas


A vulnerabilidade CVE-2020-12812 já havia sido associada anteriormente a ataques de ransomware e campanhas patrocinadas por Estados, levando a CISA a incluí-la em sua lista de vulnerabilidades conhecidamente exploradas. Desde então, a recomendação tem sido clara: atualização do FortiOS, revisão de configurações de autenticação e redução da exposição da SSL VPN à internet.

A Fortinet reiterou que ambientes devidamente atualizados não são afetados pela falha e que organizações que seguem as boas práticas recomendadas não estão vulneráveis ao bypass de 2FA descrito no relatório.


Situação em perspectiva


Embora o relatório aponte um cenário de risco no momento da análise, não há indicação de que os dispositivos citados permaneçam vulneráveis atualmente. Casos como este reforçam um desafio recorrente da cibersegurança: falhas antigas continuam sendo exploradas enquanto houver sistemas sem atualização, independentemente do tempo decorrido desde sua correção.


 
 
 
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