LockBit ameaça vazar dados do US Bank, mas banco diz não ter evidências de invasão
- Cyber Security Brazil
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O US Bank está investigando alegações do grupo de ransomware LockBit de que hackers teriam invadido a instituição financeira e roubado dados. O grupo estabeleceu 3 de setembro como prazo para o pagamento de um resgate e ameaça publicar as informações caso sua exigência não seja atendida.
Até o momento, porém, o suposto ataque não foi confirmado pelo banco. Lee Henderson, vice-presidente de relações públicas do US Bank, afirmou que a instituição está ciente das alegações envolvendo um possível incidente de cibersegurança.
“Até o momento, não há indicação de que nossos sistemas internos tenham sido afetados e não há evidências de acesso não autorizado à nossa rede”, informou Henderson. O banco disse que continua investigando e monitorando as alegações.
O US Bank não respondeu a perguntas específicas sobre o caso, incluindo se manteve contato com os responsáveis pela extorsão ou qual seria o valor do resgate exigido.
O LockBit adicionou o banco ao seu site de vazamentos na noite de quarta-feira e concedeu um prazo de 14 dias para o pagamento. A publicação do grupo não informa quantos arquivos teriam sido roubados nem qual seria o conteúdo dos supostos dados em sua posse.
Mesmo quando uma vítima paga o resgate, não há garantia de que os dados roubados sejam realmente apagados. Em 2024, durante uma operação internacional contra a infraestrutura do LockBit, autoridades encontraram evidências de que o grupo havia mantido informações de vítimas mesmo após o pagamento das exigências de extorsão.
A operação realizada em fevereiro de 2024 apreendeu servidores, domínios e chaves de descriptografia utilizados pelo LockBit. Em maio daquele ano, autoridades identificaram o russo Dmitry Yuryevich Khoroshev como LockBitSupp, apontado como uma das principais figuras por trás da operação. Ele permanece foragido.
Apesar das ações policiais, o LockBit voltou a aparecer em setembro de 2025 com a variante LockBit 5.0 de seu ransomware.
A nova alegação ocorre após outros incidentes envolvendo dados de clientes do US Bank por meio de terceiros. Um escritório de advocacia avalia uma possível ação coletiva relacionada a um incidente que teria atingido a instituição por meio da fornecedora Fidelity National Information Services.
O US Bank teria tomado conhecimento desse incidente em 7 de maio e começou, em junho, a notificar 537 clientes de Massachusetts. Nomes, endereços postais e números de cartões de crédito podem ter sido comprometidos. Segundo as informações divulgadas, números de Seguro Social, credenciais de internet banking e saldos das contas não foram acessados.
Outro incidente, ocorrido em 2022, afetou aproximadamente 11 mil clientes depois que um fornecedor compartilhou acidentalmente um arquivo relacionado a contas de cartões de crédito já encerradas. O documento continha informações como nomes, endereços, números de Seguro Social, datas de nascimento, números de contas encerradas e saldos pendentes.



