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Iraniano acusado de roubar 31 TB de dados de universidades é extraditado aos EUA

há 2 minutos
2 min de leitura

Amir Barati, cidadão iraniano e turco de 40 anos acusado pelos Estados Unidos de participar de uma ampla campanha de invasões contra universidades e empresas, foi extraditado de Montenegro. Segundo promotores norte-americanos, a operação resultou no roubo de pelo menos 31 terabytes de dados acadêmicos e propriedade intelectual.


Barati foi preso em 25 de junho pela polícia de Montenegro após a emissão de um mandado de prisão pelo FBI. Ele estava de férias em Kotor, município turístico localizado na costa do país, quando foi detido. Nesta semana, um tribunal montenegrino emitiu a decisão final autorizando sua extradição.


Em agosto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) incluiu Barati em uma acusação com 14 imputações envolvendo 17 pessoas. Promotores afirmam que a campanha era conduzida por meio de uma empresa iraniana conhecida como Mabna Institute e realizada em nome da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).


Barati é apontado como uma figura importante na operação que teria comprometido contas de e-mail de universidades e outras instituições de pesquisa ao redor do mundo. Os invasores são acusados de roubar periódicos acadêmicos, teses, dissertações, livros eletrônicos e outros documentos relacionados a dezenas de áreas de conhecimento.


Autoridades norte-americanas estimaram em US$ 3,4 bilhões os danos atribuídos às atividades do grupo.


Segundo os promotores, Barati acompanhava o andamento das campanhas de spear phishing, compartilhava credenciais de contas comprometidas com outros integrantes, elaborava listas de alvos, realizava reconhecimento de redes e preparava mensagens de phishing.


O DOJ afirma que a operação comprometeu 144 universidades e 42 empresas dos Estados Unidos, além de 178 universidades e pelo menos 11 empresas de outros países.


Entre 2013 e 2017, a campanha teria conseguido atingir aproximadamente 8 mil contas de e-mail pertencentes a professores. As credenciais roubadas eram posteriormente utilizadas para acessar as contas e os recursos acadêmicos disponíveis às vítimas.


De acordo com o Departamento de Justiça, os documentos obtidos foram fornecidos ao governo iraniano e também comercializados por meio de dois sites para universidades no Irã. Uma dessas plataformas permitia que clientes iranianos utilizassem contas comprometidas de professores para acessar sistemas de bibliotecas digitais de diversas universidades norte-americanas.


As instituições afetadas teriam desembolsado aproximadamente US$ 20 milhões para investigar os incidentes e realizar trabalhos de remediação.


Barati responde a múltiplas acusações relacionadas a conspiração para invasão de computadores, fraude eletrônica, fraude computacional e roubo de identidade.


O veículo Iran International também atribuiu a Barati um histórico anterior de atividades hackers no Irã, incluindo a criação de grupos como Iran Black Hats Team e Digital Boys Underground Team, que teriam sido acusados de ataques contra Microsoft, MIT e outras organizações.


Segundo o veículo, Barati foi preso pelo Ministério da Inteligência do Irã em 2010 e teria sido coagido a trabalhar para o órgão durante vários anos. Posteriormente, deixou o país, mudou de nome em 2021 e tornou-se cidadão turco.

 
 
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