HBM4 chega ao mercado e promete mudar o jogo da inteligência artificial
- Cyber Security Brazil
- há 10 horas
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A disputa pelo protagonismo na nova geração de memórias para inteligência artificial ganhou um novo capítulo. Um dia após a Micron anunciar que iniciou a produção em alto volume de seus chips HBM4, a Samsung declarou ter começado a produção em massa e já realizado os primeiros envios da tecnologia para um cliente não revelado que, segundo o mercado, deve ser a Nvidia, responsável pelos futuros aceleradores Vera Rubin.
Tanto a Samsung quanto a Micron afirmam que a HBM4 (High Bandwidth Memory 4) representa um salto importante em desempenho e eficiência energética, sendo peça-chave para alimentar a próxima geração de hardware de aceleração para IA. A Samsung informou que sua memória entrega velocidade consistente de 11,7 gigabits por segundo (Gbps), podendo atingir até 13 Gbps em determinadas condições. A largura de banda total pode alcançar 3,3 terabytes por segundo em uma única pilha (stack), número essencial para treinar e operar modelos de IA cada vez mais complexos.
Inicialmente, a fabricante sul-coreana oferecerá a HBM4 em capacidades entre 24 GB e 36 GB, com planos de chegar a 48 GB. A empresa também destacou avanços térmicos relevantes: aumento de 10% na resistência ao calor, 30% na dissipação térmica e até 40% mais eficiência energética em comparação com a geração anterior, a HBM3E. Em um cenário de data centers pressionados por consumo energético e densidade computacional, esses ganhos são estratégicos.
Do lado da Micron, o CFO Mark Murphy afirmou que a companhia já iniciou produção em alto volume e enviou unidades para clientes, um trimestre antes do previsto. Segundo ele, o rendimento (yield) da HBM4 está dentro do esperado e todos os chips que a empresa pode produzir em 2026 já foram vendidos antecipadamente. A declaração foi vista como resposta a rumores sobre possíveis atrasos na posição competitiva da companhia nesse segmento.
Com os anúncios, a SK Hynix passa a ser a única grande fabricante de memória que ainda não confirmou oficialmente o início da produção da HBM4. A movimentação ocorre em um momento crítico para a Nvidia, que pretende lançar seus aceleradores Vera Rubin no segundo trimestre de 2026, utilizando memória fornecida por Samsung e SK Hynix.
O impacto no mercado financeiro foi imediato: as ações da Micron registraram alta próxima de 10% após o anúncio da produção antecipada. Já a Samsung projeta que suas vendas de HBM devem mais que triplicar em 2026 na comparação com 2025, reforçando a expectativa de crescimento impulsionado pela demanda de IA.
No entanto, há um efeito colateral. Com as fabricantes direcionando capacidade produtiva para memórias de alto valor agregado voltadas à inteligência artificial, a oferta de memórias convencionais tende a diminuir. Esse redirecionamento pode pressionar os preços de produtos menos sofisticados, ampliando o custo para outros segmentos da indústria.
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