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Hackers atacam bancos de sangue na França e tentam alterar temperatura de câmaras frias

há 4 minutos
2 min de leitura

Uma nova onda de ataques cibernéticos contra sistemas de refrigeração na Europa atingiu três instalações do Établissement Français du Sang (EFS), órgão responsável pela coleta, preparação e distribuição de sangue na França. Os invasores alteraram remotamente os parâmetros de temperatura e descongelamento das câmaras frias utilizadas para armazenar produtos sanguíneos e amostras destinadas a instituições de saúde.


Em comunicado divulgado na terça-feira (3), o EFS confirmou que os limites de temperatura e descongelamento foram elevados a níveis extremamente altos. Apesar da tentativa de manipulação, a organização informou que nenhum produto sanguíneo foi perdido e não houve consequências para a saúde dos pacientes.


Os sistemas de monitoramento e alarme permitiram identificar rapidamente as alterações e adotar medidas de contenção. Dependendo da situação, os equipamentos afetados foram estabilizados ou desativados, enquanto os produtos armazenados foram transferidos preventivamente para outras instalações.


Segundo o EFS, a organização não foi diretamente invadida. O ataque teria ocorrido por meio de um fornecedor terceirizado de equipamentos de refrigeração, responsável pelos sistemas utilizados nas instalações afetadas. A entidade não identificou os locais específicos nem os fabricantes e modelos dos dispositivos comprometidos.


Este é o primeiro caso relatado envolvendo uma instituição de saúde na atual onda de ataques e o primeiro registrado na França durante essa segunda campanha contra sistemas de controle de temperatura.


Ao menos 11 países europeus registraram incidentes semelhantes: Bélgica, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Suécia e Reino Unido. Supermercados e outros estabelecimentos comerciais também foram afetados, com invasores manipulando remotamente equipamentos de refrigeração.


Os incidentes seguem uma primeira onda registrada na França em outubro, quando hackers acionaram remotamente o descongelamento de refrigeradores comerciais, provocando a deterioração de alimentos e prejuízos ao setor varejista.


Até o momento, não há confirmação de que os mesmos responsáveis estejam envolvidos nas duas ondas de ataques. Nenhum grupo assumiu a autoria das operações, e as autoridades britânicas informaram que ainda não conseguiram atribuir os incidentes a uma organização específica.


Um representante da agência de cibersegurança da Bélgica afirmou à Recorded Future News que talvez nunca seja possível identificar os responsáveis. A investigação continua, enquanto os incidentes demonstram os riscos operacionais associados ao comprometimento de sistemas de refrigeração controlados remotamente.

 
 
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