Guardião Cibernético 8.0 reúne 1,3 mil participantes para simular ataques a infraestruturas críticas

A oitava edição do Exercício Guardião Cibernético começou nesta segunda-feira (21), em Brasília, reunindo cerca de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 14 países em treinamentos voltados à resposta a incidentes cibernéticos contra setores estratégicos e infraestruturas críticas. As atividades seguem até 25 de setembro.
Realizado na Escola Superior de Defesa (ESD), o exercício é coordenado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), sob responsabilidade do Ministério da Defesa. Integrantes da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira também participam da iniciativa.
O treinamento envolve áreas como energia, transporte, recursos hídricos, comunicações, biossegurança e economia. O objetivo é ampliar a integração entre órgãos governamentais, iniciativa privada e meio acadêmico na proteção do espaço cibernético brasileiro e de serviços considerados essenciais para o funcionamento do país.
Durante o Guardião Cibernético 8.0, os participantes enfrentam simulações construtivas e virtuais que reproduzem ameaças digitais capazes de comprometer serviços essenciais. Os cenários incluem a aplicação de planos de contingência e procedimentos para resposta a incidentes cibernéticos complexos e coordenados.
Segundo o comandante de Defesa Cibernética, general de divisão Jacy Barbosa Júnior, o exercício aumentou de dimensão ao longo dos anos à medida que a segurança cibernética passou a assumir maior relevância. A partir de 2022, a organização criou um hub em São Paulo para acompanhar as atividades e, em 2025, outro centro foi estabelecido em Belém em função da COP30.
Embora Brasília concentre a estrutura principal do exercício, a edição deste ano ocorre de forma descentralizada. São realizadas atividades simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Manaus e Belém, ampliando a participação de instituições localizadas em diferentes regiões do país.
Além das simulações e dos treinamentos técnicos, a programação prevê palestras e atividades educativas abertas ao público relacionadas à segurança cibernética e à proteção do ambiente digital.
O analista de crimes cibernéticos do Ministério da Justiça Cleberson Vieira, que já participou de edições anteriores, afirmou esperar cenários capazes de desafiar os participantes e ampliar a compreensão sobre o contexto nacional de segurança cibernética.
Também participam representantes de diferentes instituições civis e militares, incluindo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a Escola Superior de Defesa e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro. A proposta do exercício é testar a coordenação entre diferentes organizações diante de situações que podem afetar simultaneamente setores essenciais da sociedade.



