Grupo NTSec cria holding para acelerar expansão na Europa e América Latina
- Cyber Security Brazil
- há 23 horas
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Movimento ocorre em meio à consolidação do mercado de cibersegurança, após a empresa saltar de R$ 33 milhões para R$ 519 milhões em receita líquida entre 2020 e 2025
O Grupo NTSec, um dos maiores integradores de tecnologia e segurança da informação do Brasil, acaba de concluir uma ampla reorganização corporativa que marca o início de uma nova etapa de crescimento. A companhia transformou-se em Sociedade Anônima de capital fechado, unificando as quatro empresas do grupo — NTSec, InfoSec, ZivaSec e CloudSec — sob uma estrutura de holding. O movimento abre caminho também para a expansão internacional da empresa, com foco inicial em mercados da América Latina e Europa.
Entre 2020 e 2025, a receita líquida do Grupo avançou de R$ 33 milhões para R$ 519 milhões, enquanto a carteira de clientes passou de pouco mais de uma centena para mais de 360 organizações. No mesmo período, a companhia registrou crescimento médio anual de 84%, desempenho cerca de sete vezes superior ao observado no setor brasileiro de tecnologia. Paralelamente, manteve indicadores de rentabilidade acima dos observados entre empresas comparáveis de tecnologia e cibersegurança.
De acordo com Bruno Nóbrega, CEO e fundador do Grupo, a decisão representa um salto de maturidade jurídica que prepara a holding para capturar oportunidades em um mercado em consolidação acelerada. “Nos últimos cinco anos construímos escala, ampliamos nossa base de clientes e alcançamos um patamar de receita que nos coloca entre os principais grupos independentes de cibersegurança do país. A transformação em holding e a expansão internacional são consequências naturais dessa trajetória”, revela.
O executivo informa também que a nova estrutura inclui um programa de participação acionária para colaboradores, alinhando os interesses de quem constrói a empresa ao seu crescimento de longo prazo. Internacionalização como próximo horizonte Como parte da nova fase, a empresa lança o programa NTSec Secure World, iniciativa voltada à expansão internacional.
O plano prevê o fortalecimento da atuação em mercados como Portugal, Chile e México, além da ampliação da presença em estados brasileiros com elevado potencial de crescimento. O movimento internacional reflete uma leitura estratégica: enquanto o Brasil ainda enfrenta lacunas entre a prioridade declarada das organizações em relação à segurança e o investimento efetivo, mercados como Portugal e Chile apresentam maior maturidade na contratação de serviços especializados.
A empresa chega a esses mercados com um portfólio centrado no Security Center, seu serviço de gestão de segurança vendido de forma agnóstica em relação a fabricantes. CloudSec: nuvem e segurança como proposta unificada Um dos pilares do novo ciclo é o reposicionamento da CloudSec, vertical dedicada à segurança em ambientes de nuvem. O Grupo passa a oferecer ao mercado uma proposta integrada: adotar nuvem com segurança nativa embutida, sem depender de camadas adicionais de terceiros.
A estratégia visa aprofundar o relacionamento com clientes que já utilizam as soluções de cibersegurança do grupo. “O Brasil se consolidou como referência regional em maturidade de cibersegurança, mas ainda existe uma lacuna entre a prioridade estratégica que as empresas dão ao tema e o investimento efetivo. Segurança aparece como segunda maior prioridade dos executivos de TI, mas apenas em quarto lugar na alocação real de recursos.
Essa lacuna é nossa oportunidade”, avalia Nóbrega. Mercado aquecido e em consolidação O movimento do Grupo NTSec ocorre em contexto favorável para o setor. O Brasil é o único país da América do Sul classificado no primeiro nível do Global Cybersecurity Index da União Internacional de Telecomunicações, ao lado dos Estados Unidos nas Américas. Segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a projeção de gastos em segurança da informação deve alcançar R$ 104,6 bilhões entre 2025 e 2028, impulsionada pela digitalização acelerada e pelo aumento de ataques cibernéticos.
Hoje, o país é alvo de 19% dos ataques cibernéticos na América Latina, concentrando aproximadamente 60 bilhões de tentativas anuais. O aquecimento da indústria de cibersegurança também passa pelo envolvimento de grandes grupos de tecnologia e fundos de private equity.
Nos últimos dois anos, o setor registrou aquisições e investimentos protagonizados por empresas como Stefanini, TIM e Positivo, além de fundos como SPX Capital e Patria, refletindo a busca por companhias com capacidade de escala, rentabilidade e geração recorrente de receitas. “Estamos preparados para capturar o momento. A estrutura está pronta, o time está alinhado e o mercado está aquecido”, conclui Nóbrega.


