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Ferramenta de hacker ou puro desconhecimento técnico? A polêmica por trás do banimento do Flipper Zero em Nova York

  • Foto do escritor: Cyber Security Brazil
    Cyber Security Brazil
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


A cerimônia de posse do novo prefeito de New York City, Zohran Mamdani, marcada para 2026, chamou a atenção da comunidade de tecnologia e segurança ao proibir explicitamente os dispositivos Flipper Zero e Raspberry Pi no evento. A restrição consta na lista oficial de itens vetados publicada no FAQ do evento, conforme apontado inicialmente pela Adafruit.

Além desses dispositivos, a lista inclui itens tradicionalmente associados a riscos físicos e logísticos, como mochilas grandes, armas, fogos de artifício, drones, carrinhos de bebê, bebidas alcoólicas, substâncias ilegais e animais que não sejam de serviço. O que causou estranhamento foi o fato de Flipper Zero e Raspberry Pi terem sido citados nominalmente, diferentemente de outros itens tecnológicos, que normalmente são agrupados em categorias genéricas.


Por que Flipper Zero e Raspberry Pi entraram na lista?


O Flipper Zero é amplamente utilizado por Pesquisadores, desenvolvedores e entusiastas para testes e aprendizado de protocolos de comunicação sem fio, como RFID, NFC, infravermelho, Bluetooth e sinais de rádio. Já o Raspberry Pi é um computador de placa única, de baixo custo, capaz de rodar distribuições Linux completas e executar uma ampla gama de aplicações muitas delas equivalentes às de um notebook tradicional.


Apesar de seu uso legítimo em educação, pesquisa e desenvolvimento, dispositivos como o Flipper Zero já foram alvo de questionamentos por governos ao redor do mundo, sob a justificativa de possível uso em furtos de veículos, invasões de redes e outras atividades ilícitas. Em alguns casos, isso levou a propostas de restrição, apreensões pontuais e até banimentos temporários em plataformas de e-commerce, como a Amazon, que no passado chegou a retirar o produto de sua loja por preocupações com card skimming.


Críticas e incoerências levantadas por especialistas


A decisão, no entanto, gerou confusão e críticas porque laptops e smartphones não aparecem na lista de itens proibidos, apesar de possuírem capacidade técnica igual ou superior. Notebooks modernos podem rodar distribuições de pentest como Kali Linux, enquanto smartphones suportam ferramentas avançadas como Kali NetHunter.


O profissional de segurança Stefan Klatt ironizou a medida nas redes sociais, afirmando que a lista “nomeia explicitamente dois dispositivos do mundo de TI ao lado de armas e drones”, e questionou: “Como dizer que você não faz ideia do que está falando sem dizer isso?”.

Até o momento, os organizadores do evento não apresentaram justificativas técnicas ou operacionais para a escolha específica desses dispositivos. A ausência de explicações reforça o debate sobre desconhecimento técnico em decisões de segurança, além do risco de estigmatizar ferramentas amplamente utilizadas para fins legítimos de educação e pesquisa.


 
 
 

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