FBI alerta: aplicativos chineses podem estar coletando dados sensíveis dos usuários
- Cyber Security Brazil
- há 43 minutos
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O Federal Bureau of Investigation (FBI) emitiu um alerta público recomendando que usuários evitem o uso de aplicativos móveis desenvolvidos por empresas estrangeiras, especialmente aquelas sediadas na China. Segundo o órgão, há riscos significativos relacionados à privacidade e à segurança dos dados, uma vez que esses aplicativos podem estar sujeitos às leis de segurança nacional chinesas, permitindo potencial acesso governamental às informações dos usuários.
De acordo com o comunicado divulgado por meio do Internet Crime Complaint Center (IC3), muitos dos aplicativos mais populares nos Estados Unidos são desenvolvidos por empresas estrangeiras e podem coletar dados de forma contínua, mesmo quando utilizados com permissões limitadas. Entre as informações coletadas estão contatos, e-mails, números de telefone, identificadores de usuário e até endereços físicos, muitas vezes armazenados em servidores localizados na China.
Outro ponto de preocupação é que alguns aplicativos exigem o compartilhamento de dados como condição para funcionamento, limitando a capacidade de escolha do usuário. Além disso, as políticas de privacidade podem permitir o armazenamento dessas informações por períodos indefinidos, aumentando o risco de uso indevido ou exposição de dados sensíveis.
Para mitigar esses riscos, o FBI recomenda que os usuários desativem permissões desnecessárias, mantenham seus dispositivos atualizados e utilizem apenas aplicativos baixados de lojas oficiais. Também é indicado o uso de gerenciadores de senha como Bitwarden e 1Password para aumentar a segurança das credenciais.
O alerta surge em um contexto de crescente tensão geopolítica envolvendo tecnologia e segurança nacional, especialmente após mudanças estruturais na operação do TikTok nos Estados Unidos, que passou a ser controlado por uma joint venture com participação de empresas americanas como Oracle, além de investidores internacionais, após pressões regulatórias sobre sua controladora, a ByteDance.