EUA confirmam uso estratégico de ciberataques em ofensiva contra o Irã
- Cyber Security Brazil
- 2 de mar.
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Em um pronunciamento no Pentágono, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, General Dan Caine, afirmou que forças do United States Cyber Command e do United States Space Command coordenaram ataques online que desorganizaram as comunicações e sensores iranianos, contribuindo para o avanço da ofensiva militar americana e israelense contra o Irã nesta semana.
A ação, parte da chamada Operação Epic Fury, teria deixado as forças iranianas “sem capacidade de ver, coordenar ou responder efetivamente” no início do confronto, disse o general.
Segundo Caine, as operações de cibersegurança e espaço foram “dos primeiros efeitos não cinéticos” aplicados para apoiar o ataque conjunto liderado pelos EUA e Israel, que, conforme relatado por veículos internacionais, incluiu bombardeios e outras ações militares.
Esses ataques online teriam se concentrado em redes de comunicação e sensores estratégicos iranianos, degradando sua capacidade de coordenar defesas e responder ao avanço militar americano.
Além disso, analistas destacam que a ciberoperação pode ter complementado a campanha com ataques de desinformação, mensagens e interrupções de serviços digitais — um padrão que acompanha operações modernas de guerra cibernética.
A Operação Epic Fury começou após o aumento das tensões entre o Irã e o Ocidente. Autoridades de diversos países estão em alerta para possíveis ciberataques retaliatórios, especialmente por parte de grupos aliados ou patrocinados por Teerã, que historicamente realizam atividades como ransomware e ataques de negação de serviço.
Além disso, na mesma operação, foram registrados ataques a sites de notícias e aplicativos de calendário religioso — atribuídos a forças digitais israelenses — com mensagens incentivando deserções e resistência contra o regime iraniano.
O general também afirmou que os esforços combinados de cibercomando e outras forças contribuíram para criar confusão e desorientação nas defesas do Irã, dando suporte à campanha aérea e terrestre coordenada com parceiros internacionais.
Paralelamente, houve relatos de maior mobilização de tropas dos EUA no Oriente Médio em apoio à operação em curso.


