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CISA alerta para exploração ativa de falhas críticas no macOS, SharePoint, vCenter e Microsoft IKE


A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA) adicionou quatro vulnerabilidades críticas que afetam Apple macOS, Microsoft SharePoint, VMware vCenter e Microsoft Internet Key Exchange (IKE) ao catálogo Known Exploited Vulnerabilities (KEV), indicando que as falhas já estão sendo exploradas em ataques reais.


Todas as vulnerabilidades receberam correções de seus respectivos fabricantes, mas relatos públicos apontam diferentes campanhas de exploração. Três das quatro falhas possuem pontuação CVSS 9,8.


No macOS, a CVE-2026-65400 é uma vulnerabilidade de autenticação inadequada que pode permitir que um invasor conectado à rede se autentique no recurso Screen Sharing sem possuir credenciais válidas. A falha recebeu CVSS 9,8 e já foi utilizada em ataques para instalar um minerador da criptomoeda Monero.


A CVE-2026-55040, com CVSS 9,1, afeta o Microsoft SharePoint. O problema está relacionado a um mecanismo de autenticação fraco e pode permitir que um invasor não autorizado contorne um recurso de segurança remotamente.


Segundo relatos públicos, a exploração da vulnerabilidade no SharePoint começou após a divulgação de um código proof-of-concept (PoC). Até o momento, os responsáveis pelos ataques não foram identificados.


Ataques ao VMware vCenter atingem 47 países


Entre as vulnerabilidades adicionadas ao catálogo está a CVE-2026-59310, falha crítica de path traversal no VMware vCenter, da Broadcom, com pontuação CVSS 9,8. Um invasor com acesso de rede ao vCenter pode explorar o problema para executar código arbitrário.


A exploração foi associada a um possível grupo de ameaça persistente avançada (APT) ligado à China. Os ataques utilizaram um backdoor e binários "reverse_ssh" para manter acesso persistente aos servidores comprometidos.


Em pelo menos um caso, a invasão também resultou na implantação de um ransomware derivado do Babuk.


A campanha comprometeu 361 endereços IP únicos de vítimas em 47 países. A maior concentração foi registrada na Alemanha, com 55 sistemas afetados, seguida pelos Estados Unidos, com 41; Turquia, com 38; Irã, com 26; e França, com 25.


Falha no Microsoft IKE também é explorada


A quarta vulnerabilidade, CVE-2026-33824, possui CVSS 9,8 e afeta as extensões do serviço Microsoft Internet Key Exchange (IKE). Trata-se de uma falha do tipo "double free" que pode permitir a execução remota de código por um invasor não autenticado através da rede.


De acordo com a Unit 42, da Palo Alto Networks, a vulnerabilidade vem sendo explorada por outro grupo de hackers de língua chinesa.


A atividade foi observada em paralelo a uma campanha autônoma de hacking baseada em inteligência artificial, na qual os responsáveis utilizaram o DeepSeek, além de conduzirem operações manuais explorando vulnerabilidades conhecidas, incluindo a falha no Microsoft IKE.


A inclusão das quatro vulnerabilidades no catálogo KEV representa uma confirmação da CISA de que existem evidências de exploração ativa. Órgãos civis federais dos Estados Unidos têm até 21 de agosto de 2026 para atualizar os sistemas vulneráveis e seguir as diretrizes de correção estabelecidas pela BOD 26-04.


Para outras organizações, a presença das vulnerabilidades no KEV aumenta a prioridade das atualizações, principalmente em sistemas acessíveis pela rede ou expostos à internet.

 
 
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