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Ataques com drones levam Rússia a aumentar segurança de data centers

há 23 horas
2 min de leitura


Operadores de data centers na Rússia estão se preparando para ampliar investimentos em proteção física e cibersegurança diante do aumento dos ataques ucranianos com drones de longo alcance. As medidas acompanham novas exigências impostas por Moscou para instalações consideradas infraestrutura crítica.


Um decreto assinado pelo presidente Vladimir Putin no fim de agosto permite que o governo russo assuma temporariamente o controle de infraestruturas críticas caso seus operadores não ofereçam proteção considerada adequada, inclusive contra ataques com drones.


As regras abrangem setores como energia, telecomunicações, transportes e serviços públicos. Segundo relatos da imprensa russa, os requisitos também estão afetando data centers, principalmente instalações responsáveis por hospedar sistemas utilizados por órgãos governamentais, bancos e grandes prestadores de serviços.


Alguns operadores já começaram a reforçar a proteção de equipamentos externos de engenharia e outras áreas vulneráveis. O desafio é significativo porque grande parte da capacidade russa de data centers está concentrada nas regiões de Moscou e São Petersburgo, áreas cada vez mais expostas às operações de drones ucranianos.


Dados da corretora russa BCS indicavam que o país possuía 181 data centers em fevereiro de 2026. Essas instalações, entretanto, tradicionalmente não foram projetadas para resistir a ataques aéreos.


A preocupação não é recente. Desde 2023, empresas russas avaliam transferir dados hospedados em instalações próximas a Moscou para regiões a leste dos Montes Urais, entre outros motivos, para reduzir a exposição aos ataques contra a capital. Desde então, a Ucrânia ampliou significativamente o alcance de suas operações com drones, atingindo aeroportos, refinarias, instalações industriais e armazéns em território russo.


Além das defesas físicas, operadores de data centers pretendem reforçar a segurança digital. Entre as medidas mencionadas estão a criação de canais de comunicação de backup, melhorias na proteção contra ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) e maior controle sobre vulnerabilidades de software.


A combinação de proteção física e cibernética deve elevar os custos operacionais dessas instalações. Nikita Tsaplin, CEO da provedora russa de hospedagem RUVDS, afirmou que o aumento dos investimentos de capital poderá, no longo prazo, elevar o custo da infraestrutura de TI para os clientes.


A Rússia vem testando diferentes mecanismos para proteger infraestruturas críticas contra drones, incluindo redes antidrones, barreiras metálicas e cortinas de fumaça. Em agosto, autoridades começaram a instalar estruturas metálicas destinadas a sustentar redes de proteção ao redor de instalações elétricas em Moscou.


O risco também existe do lado ucraniano. Em julho, um ataque russo danificou um importante data center em Kyiv, levando vários provedores locais de internet a suspender total ou parcialmente suas operações. Instalações ucranianas também já foram alvo de ataques cibernéticos durante o conflito.

 
 
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