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Ataque com drone ucraniano atinge datacenter da Yandex e interrompe serviços de nuvem na Rússia

há 3 minutos
2 min de leitura

A empresa russa de tecnologia Yandex confirmou que um ataque com drone provocou um incêndio em seu datacenter localizado em Sasovo, aproximadamente 300 quilômetros a sudeste de Moscou. O incidente interrompeu completamente as operações da instalação e deixou indisponível a zona de disponibilidade ru-central1-b de sua plataforma de computação em nuvem, Yandex Cloud.


Considerada uma das principais empresas de tecnologia da Rússia, a Yandex oferece serviços de busca, e-mail, mapas e infraestrutura de nuvem, desempenhando um papel semelhante ao do Google no mercado russo.


Em comunicado publicado em sua página de status, a companhia informou que o incêndio provocado pelo ataque afetou parte da infraestrutura da Yandex Cloud e obrigou a suspensão integral das atividades do datacenter.


A empresa também alertou os clientes de que a recuperação dos serviços não será possível no curto prazo e recomendou a adoção de planos alternativos de continuidade operacional, incluindo a utilização de servidores bare metal, equipamentos físicos dedicados oferecidos pela própria Yandex.


Segundo informações divulgadas pela Reuters, a companhia ainda não sabe se será possível restaurar as operações da instalação atingida.


Embora a Yandex não tenha identificado oficialmente a origem do drone, veículos da imprensa ucraniana relacionaram o episódio ao conflito entre Rússia e Ucrânia. De acordo com essas publicações, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia já realizou ataques contra datacenters ucranianos e que seu governo responde a essas ações de maneira equivalente.


Datacenters se tornam alvos em conflitos militares

Caso a instalação da Yandex seja considerada irrecuperável, este poderá ser o segundo episódio registrado neste ano envolvendo a perda de infraestrutura de um grande provedor de nuvem em decorrência de ataques com drones.

Anteriormente, a Amazon Web Services (AWS) decidiu que uma de suas instalações no Bahrein não poderia ser recuperada após um ataque atribuído ao Irã.


Na ocasião, o governo iraniano teria direcionado ataques contra instalações da AWS por acreditar que a empresa hospedava sistemas utilizados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e seus fornecedores. A intenção seria comprometer recursos tecnológicos associados às operações militares.


Especialistas do setor já vinham alertando que datacenters representam infraestruturas críticas e, por isso, podem se tornar alvos de ataques físicos durante conflitos armados.


Essas operações podem atingir diretamente as instalações ou comprometer serviços essenciais ao seu funcionamento, como redes elétricas e sistemas de telecomunicações.


O episódio também evidencia os riscos de concentrar aplicações e dados em uma única região de nuvem. Uma das principais recomendações para reduzir esse tipo de exposição é distribuir sistemas entre diferentes zonas de disponibilidade, regiões geográficas e provedores, permitindo a continuidade dos serviços caso uma instalação seja comprometida.


Entretanto, essa estratégia enfrenta limitações adicionais na Rússia. As sanções internacionais restringem o acesso de empresas russas a provedores estrangeiros de computação em nuvem, enquanto o mercado doméstico dispõe de um número menor de operadores.


Com a paralisação do datacenter de Sasovo e sem previsão de recuperação, os clientes afetados precisam recorrer a infraestruturas alternativas para restabelecer suas operações.

 
 
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