top of page

Resultados de busca

Buscar neste site

976 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Agência de privacidade da Califórnia multa corretora de dados por vender informações de pacientes com Alzheimer

    A California Privacy Protection Agency (CPPA) anunciou a aplicação de uma multa contra uma corretora de dados sediada no Texas por vender informações sensíveis de saúde sem estar registrada como data broker no estado da Califórnia. A empresa alvo da penalidade é a Rickenbacher Data LLC, que opera comercialmente sob o nome Datamasters. Segundo a CPPA, a Datamasters comprou e revendeu dados pessoais de milhões de pessoas diagnosticadas com doenças como Alzheimer, dependência química, incontinência urinária e outras condições médicas. As informações incluíam nomes completos, endereços, números de telefone e e-mails, e eram utilizadas principalmente para publicidade direcionada, prática considerada altamente sensível quando envolve dados de saúde. Além de dados médicos, a investigação apontou que a corretora também comercializava listas que categorizavam indivíduos com base em idade, raça percebida, posicionamento político, atividades bancárias e histórico de compras relacionadas à saúde. Para a CPPA, esse tipo de segmentação amplia significativamente o risco de discriminação, manipulação e exploração de grupos vulneráveis. Como resultado da apuração, a agência aplicou uma multa de US$ 45 mil e determinou que a Datamasters cesse imediatamente a venda de dados pessoais de residentes da Califórnia. Em comunicado oficial, Michael Macko, chefe de fiscalização da CPPA, alertou que a revenda desse tipo de informação vai muito além de riscos publicitários. “Revender listas de pessoas que enfrentam o Alzheimer é uma receita para o desastre. Nas mãos erradas, esses dados podem ser usados para muito mais do que anúncios”, afirmou Macko. Ele destacou que os mesmos perigos se aplicam à comercialização de listas envolvendo idosos, pessoas com posicionamentos políticos específicos ou consumidores de produtos sensíveis de saúde. RF

  • Empresa aposta em IA para reinventar robotáxis e mira serviço totalmente autônomo em 2026

    A Motional decidiu colocar a inteligência artificial no centro de sua estratégia para sobreviver e se reinventar no competitivo mercado de veículos autônomos. Criada a partir de uma joint venture de US$ 4 bilhões entre a Hyundai Motor Group e a Aptiv, a empresa enfrentou atrasos significativos, perdeu a Aptiv como investidora e precisou de um novo aporte de US$ 1 bilhão da Hyundai para manter as operações. O cenário foi agravado por sucessivas demissões, incluindo um corte de 40% em maio de 2024, que reduziu o quadro de funcionários de cerca de 1.400 para menos de 600 colaboradores. Ao mesmo tempo, avanços acelerados em IA estavam mudando radicalmente a forma como sistemas de direção autônoma são desenvolvidos. Diante disso, a Motional tomou uma decisão drástica: pausar suas operações comerciais e reconstruir a tecnologia com uma abordagem “AI-first”. Em entrevista ao TechCrunch, a empresa afirmou que reiniciou seus planos de robotáxis com base em modelos fundacionais de IA, prometendo lançar um serviço comercial totalmente sem motorista em Las Vegas até o fim de 2026. Atualmente, a Motional já opera um serviço de robotáxi restrito a funcionários, ainda com um operador humano de segurança ao volante. A expectativa é abrir esse serviço ao público ainda em 2026, em parceria com uma empresa de transporte por aplicativo a companhia já mantém relações com Lyft e Uber. Segundo a CEO e presidente da empresa, Laura Major, o principal desafio não era apenas a segurança, mas a escalabilidade e o custo da tecnologia. A Motional abandonou uma arquitetura clássica baseada em múltiplos modelos isolados e regras rígidas, migrando para uma abordagem integrada, inspirada em arquiteturas transformer as mesmas que impulsionaram modelos como o ChatGPT. Essa mudança permite que o sistema aprenda de forma mais ampla, se adapte a novas cidades e reduza custos de implementação. Durante um teste prático em Las Vegas, a nova geração do sistema demonstrou avanços importantes, incluindo a navegação autônoma em áreas complexas como entradas e saídas de hotéis algo que antes exigia intervenção humana. Apesar de ainda apresentar limitações, como tomadas de decisão mais cautelosas em situações específicas, a Motional acredita estar no caminho certo. No longo prazo, a visão da empresa vai além dos robotáxis: o objetivo final é levar autonomia de nível 4 para veículos pessoais, integrando essa tecnologia diretamente aos carros da Hyundai. TC

  • Jogador de basquete acusado de envolvimento com grupo Hacker é libertado em troca de prisioneiros entre Rússia e França

    Um jogador de basquete russo acusado de envolvimento com um grupo hacker especializado em ransomware foi libertado após um acordo de troca de prisioneiros entre Rússia e França. Daniil Kasatkin, de 26 anos, apareceu em um vídeo divulgado pela agência estatal russa TASS , deixando um avião que, em seguida, transportou o pesquisador francês Laurent Vinatier de volta à França. Vinatier havia sido condenado a três anos de prisão na Rússia, acusado de violar leis locais relacionadas a “agentes estrangeiros”. A libertação de Kasatkin ocorre meses após sua detenção em junho, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, logo após chegar ao país acompanhado de sua noiva. À época, ele foi mantido sob custódia para extradição a pedido dos Estados Unidos. Segundo autoridades norte-americanas, Kasatkin era investigado por supostamente atuar como negociador de um grupo hacker de ransomware responsável por ataques contra cerca de 900 organizações entre 2020 e 2022. Ele chegou a ser formalmente acusado de conspiração para cometer fraude informática. Embora o nome do grupo não tenha sido divulgado, o Departamento de Justiça dos EUA já afirmou anteriormente que o agora desativado grupo Conti esteve por trás de ataques em escala global com esse mesmo perfil. O U.S. State Department não comentou se foi oficialmente notificado sobre a troca. No entanto, a agência AFP informou que autoridades francesas comunicaram previamente o governo dos EUA sobre a decisão de enviar Kasatkin de volta à Rússia em troca de Vinatier. Antes do episódio, Kasatkin teve passagem pelos Estados Unidos, onde estudou e jogou basquete na Penn State University na temporada 2018–2019. Posteriormente, atuou por quatro anos no time profissional MBA-MBAI, de Moscou. Sua defesa nega qualquer envolvimento com ataques cibernéticos, alegando que as acusações teriam relação com um computador usado adquirido por ele, que já estaria comprometido. Canais russos no Telegram especializados em esportes afirmam que autoridades norte-americanas monitoravam Kasatkin desde o início de 2025 e que o mandado de prisão teria sido emitido apenas um dia antes de sua chegada à França. O caso ocorre em um momento em que os EUA vêm obtendo sucesso em extradições de hackers ligados a grupos de ransomware russos e coletivos hacktivistas, incluindo um suposto membro do Conti extraditado da Irlanda em outubro e outro invasor enviado pela Ucrânia no mês passado. RFN

  • Vírus bancário se espalha sozinho pelo WhatsApp no Brasil

    Pesquisadores revelaram uma nova campanha maliciosa que utiliza o WhatsApp como vetor de disseminação do trojan bancário Astaroth (também conhecido como Guildma), com foco em vítimas no Brasil. A operação foi batizada de Boto Cor-de-Rosa pela equipe da Acronis Threat Research Unit, que detalhou o funcionamento do ataque em relatório divulgado à imprensa especializada. De acordo com os pesquisadores , após infectar um computador Windows, o malware coleta a lista de contatos do WhatsApp da vítima e envia automaticamente mensagens maliciosas para cada contato, ampliando a infecção de forma semelhante a um worm. Embora o payload principal do Astaroth continue escrito em Delphi e o instalador utilize scripts em Visual Basic, o novo módulo de propagação via WhatsApp foi desenvolvido inteiramente em Python, evidenciando a evolução técnica e o uso de componentes modulares em múltiplas linguagens por grupos hackers. Ativo desde 2015, o Astaroth é um malware bancário conhecido por roubo de credenciais e dados financeiros, com histórico de ataques concentrados na América Latina, especialmente no Brasil. Em 2024, diferentes campanhas já haviam explorado phishing por e-mail para sua distribuição. Agora, os hackers passaram a explorar a popularidade massiva do WhatsApp no país, transformando o mensageiro em um canal altamente eficaz para disseminação de trojans bancários. Essa tática não é isolada. No mês anterior, a Trend Micro descreveu campanhas do grupo Water Saci usando o WhatsApp para espalhar outros malwares bancários. Já a Sophos, em relatório publicado em novembro de 2025, afirmou monitorar a campanha STAC3150, também focada no WhatsApp, na qual mais de 95% das infecções ocorreram no Brasil, com casos residuais nos Estados Unidos e na Áustria. O método de infecção segue um padrão conhecido, porém eficaz: a vítima recebe um arquivo ZIP por mensagem, extrai o conteúdo e executa um script em Visual Basic disfarçado de arquivo legítimo. Essa ação inicia o download dos estágios seguintes do ataque, incluindo: um módulo de propagação em Python, que envia automaticamente novos arquivos maliciosos aos contatos do WhatsApp; e um módulo bancário, que monitora a navegação da vítima e é ativado ao detectar acesso a sites bancários, coletando credenciais para fraude financeira. Segundo a Acronis, os desenvolvedores do malware também incorporaram um mecanismo de telemetria, capaz de registrar em tempo real métricas como quantidade de mensagens enviadas, falhas de entrega e taxa de propagação por minuto um indicativo claro do nível de sofisticação e profissionalização dos grupos hackers por trás da campanha.

  • Instagram nega vazamento de dados após onda de pedidos suspeitos de redefinição de senha

    O Instagram afirmou que não houve violação de dados em sua plataforma, mesmo após diversos usuários relatarem o recebimento de e-mails suspeitos solicitando a redefinição de senha. Segundo a empresa, o episódio foi causado por uma falha que permitia que uma parte externa solicitasse o envio desses e-mails, sem que isso representasse acesso indevido às contas. A polêmica ganhou força após uma publicação feita na rede Bluesky pela empresa de antivírus Malwarebytes, que compartilhou a captura de tela de um e-mail supostamente enviado pelo Instagram. Na publicação, a empresa alegou que hackers teriam roubado informações sensíveis de cerca de 17,5 milhões de contas, incluindo nomes de usuário, endereços físicos, números de telefone e e-mails, dados que estariam sendo comercializados na dark web. De acordo com a Malwarebytes, essas informações poderiam ser exploradas por hackers para golpes de phishing, fraudes financeiras e ataques de engenharia social. A alegação rapidamente gerou preocupação entre usuários e especialistas em segurança digital, levantando dúvidas sobre a real dimensão do incidente. Em resposta, o Instagram se pronunciou oficialmente curiosamente por meio da rede X, e não pelo próprio Instagram ou Threads informando que corrigiu uma falha que permitia que uma entidade externa disparasse pedidos de redefinição de senha para alguns usuários. A empresa não forneceu detalhes técnicos sobre a falha nem identificou quem explorou o problema, limitando-se a afirmar que os usuários poderiam ignorar os e-mails recebidos, pedindo desculpas pela confusão gerada. TC

  • Agência Espacial Europeia investiga possível incidente cibernético em servidores externos

    A Agência Espacial Europeia (ESA) informou que um incidente de cibersegurança pode ter afetado um “número muito pequeno” de servidores externos utilizados pela agência. A informação foi divulgada em uma publicação feita na plataforma X (antigo Twitter), na terça-feira. Segundo a ESA, os servidores potencialmente impactados não fazem parte da rede corporativa principal da agência. Eles são usados para apoiar atividades colaborativas de engenharia não classificadas, voltadas à comunidade científica. Assim que o possível incidente foi identificado, a agência iniciou uma análise forense detalhada e implementou medidas de contenção para proteger os dispositivos que possam ter sido comprometidos. A agência afirmou ainda que todas as partes interessadas relevantes já foram notificadas. Apesar disso, um porta-voz da ESA não respondeu imediatamente aos pedidos de esclarecimento adicionais sobre a natureza do incidente, possíveis impactos operacionais ou se houve acesso não autorizado a dados. O caso ocorre em um momento estratégico para a agência espacial europeia. Em novembro, a ESA arrecadou um valor recorde de €22,1 bilhões junto aos seus Estados-membros para financiar programas espaciais nos próximos três anos. O episódio reforça a crescente preocupação com a segurança cibernética em organizações científicas e governamentais, especialmente aquelas envolvidas em projetos internacionais e infraestrutura crítica. Bloomberg

  • DeepSeek aposta em novo método de treinamento para impulsionar eficiência da IA na China

    A DeepSeek publicou um novo artigo científico detalhando uma abordagem mais eficiente para o desenvolvimento de inteligência artificial, reforçando os esforços da indústria chinesa para competir com gigantes globais como a OpenAI, mesmo diante das restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso a chips avançados da Nvidia. O estudo, coassinado pelo fundador Liang Wenfeng , apresenta um framework chamado Manifold-Constrained Hyper-Connections . Segundo os autores, a técnica foi projetada para aumentar a escalabilidade dos modelos de IA ao mesmo tempo em que reduz significativamente os custos computacionais e o consumo de energia durante o treinamento dois dos principais gargalos da IA moderna. Publicações técnicas da DeepSeek costumam antecipar lançamentos relevantes. Em 2024, a empresa surpreendeu o mercado com o modelo de raciocínio R1, desenvolvido a uma fração do custo de concorrentes do Vale do Silício. Desde então, a startup sediada em Hangzhou lançou versões menores de seus sistemas, mas a expectativa agora gira em torno do próximo modelo principal, informalmente chamado de R2, previsto para ser apresentado durante o Festival da Primavera, em fevereiro. O novo artigo também evidencia como startups chinesas vêm sendo forçadas a inovar fora do padrão. Com o bloqueio ao acesso aos semicondutores mais avançados, considerados essenciais para treinar e executar modelos de IA de grande escala, pesquisadores passaram a explorar arquiteturas alternativas e métodos não convencionais. No caso da DeepSeek, isso significa repensar desde a concepção até a infraestrutura de treinamento dos modelos. Divulgado por meio do repositório aberto arXiv e da plataforma open source Hugging Face, o estudo conta com 19 autores e aborda desafios como instabilidade no treinamento e limitações de escala. Os testes foram realizados em modelos que variam de 3 bilhões a 27 bilhões de parâmetros, com base em pesquisas anteriores da ByteDance publicadas em 2024 sobre arquiteturas de hiperconexão. Segundo os pesquisadores, a técnica pode representar um passo importante para a evolução dos chamados modelos fundacionais, indicando que eficiência e criatividade arquitetural podem se tornar diferenciais estratégicos em um cenário global cada vez mais restritivo e competitivo. Bloomberg

  • Mais de 22 milhões de clientes da Aflac são afetados por vazamento de dados ocorrido em junho

    Mais de 22 milhões de clientes da Aflac tiveram informações pessoais expostas após um incidente de segurança registrado em junho deste ano. A confirmação veio por meio de um comunicado oficial divulgado pela própria companhia , com sede no estado da Geórgia, ao final de uma investigação que se estendeu por vários meses. De acordo com a empresa, o ataque hacker foi contido em poucas horas após a detecção, mas arquivos sensíveis chegaram a ser copiados pelos invasores. A Aflac informou previamente à Securities and Exchange Commission (SEC) que, apesar da rápida resposta, houve extração indevida de dados. A seguradora reforçou que não se tratou de um ataque de ransomware, ou seja, não houve criptografia de sistemas nem pedido de resgate. As autoridades do estado do Texas confirmaram que mais de 2 milhões de residentes locais foram impactados. No total, estima-se que 22,7 milhões de pessoas tiveram dados comprometidos. Entre as informações vazadas estão registros de sinistros, dados de saúde, números de Social Security (equivalente ao CPF nos EUA) e outros dados pessoais pertencentes a clientes, beneficiários, funcionários, corretores e terceiros ligados às operações da empresa nos Estados Unidos. Apesar da gravidade do vazamento, a Aflac afirmou que não houve impacto operacional nos serviços prestados. O caso foi comunicado às autoridades federais, e pesquisadores especializados em cibersegurança foram contratados para apoiar a resposta ao incidente. As cartas enviadas às vítimas indicam que a investigação foi concluída em 4 de dezembro e que os afetados terão direito a dois anos de serviços de proteção contra roubo de identidade, com prazo de adesão até 18 de abril de 2026. O ataque ocorreu em meio a uma campanha mais ampla contra o setor de seguros, atribuída ao grupo hacker conhecido como Scattered Spider. Esse grupo é conhecido por utilizar engenharia social, muitas vezes se passando por profissionais de TI para obter acesso inicial a grandes organizações. No mesmo período, empresas como Erie Insurance, Philadelphia Insurance Companies e Scania Financial Services também relataram incidentes de segurança. Após a onda de ataques, as forças de segurança conseguiram derrubar um site de vazamento utilizado pelo grupo, além de prender dois integrantes no Reino Unido. Um processo do United States Department of Justice (Departamento de Justiça dos EUA), tornado público em setembro, revelou que a operação criminosa do Scattered Spider conseguiu extorquir pelo menos US$ 115 milhões de dezenas de vítimas ao longo dos últimos três anos. RFN

  • Gala Sci-Tech 2025 destaca a força da inovação científica e tecnológica da China

    A Gala de Inovação Científica e Tecnológica da China 2025 colocou a ciência no centro do palco ao reunir pesquisadores, acadêmicos, líderes industriais e artistas em um espetáculo que combinou tecnologia de ponta e expressão artística. Produzido pelo China Media Group (CMG) em parceria com a cidade de Hefei, o evento foi transmitido pelo canal CCTV-1 e teve reapresentação no CCTV-10. Idealizada como um palco anual para as chamadas “novas forças produtivas de qualidade”, a gala buscou demonstrar como a inovação científica vem moldando a economia e a sociedade chinesas. O espetáculo utilizou recursos visuais avançados, performances ao vivo e demonstrações tecnológicas para reforçar a narrativa do país como potência global em ciência e tecnologia. Drones, robótica e economia de baixa altitude em evidência A abertura chamou atenção com um “desfile tecnológico”, reunindo inovações dos setores espacial, aéreo, terrestre e marítimo. Um dos momentos mais impactantes foi uma apresentação aérea com 10 mil drones, que transformaram o céu noturno em um painel dinâmico, formando imagens de grandes conquistas científicas nacionais e transmitindo ao público uma sensação de escala e poder tecnológico. Outro destaque foi a economia de baixa altitude, segmento que vem crescendo rapidamente na China e cuja movimentação de mercado deve alcançar 1,5 trilhão de yuans (cerca de US$ 214 bilhões) em 2025. Helicópteros do CMG, aeronaves eVTOL e grandes formações de drones dividiram espaço com um robô biomimético inspirado em aves, apelidado de “fênix em voo”, capaz de operar em altitudes de até 5 mil metros. A demonstração evidenciou os avanços chineses em tecnologia biomimética e mobilidade aérea avançada. Tecnologia marítima e robôs humanoides no palco Montado às margens do Lago Swan, em Hefei, o palco principal se estendeu sobre a água, onde embarcações de superfície não tripuladas realizaram manobras coordenadas. Além do espetáculo visual, esses veículos representam aplicações práticas em levantamentos marítimos, operações de resgate e patrulhamento, simbolizando o avanço da China rumo a tecnologias oceânicas inteligentes. A gala também deu destaque aos robôs humanoides, apresentados em interações diretas com pessoas. Alguns tocaram piano ao lado de músicos humanos, outros interpretaram personagens da Ópera Kunqu e da Ópera de Pequim, enquanto “mordomos robóticos” demonstraram habilidades de organização doméstica. As apresentações reforçaram o potencial desses sistemas para uso cotidiano em ambientes residenciais no futuro. Inovação como narrativa nacional Ao integrar ciência, engenharia e arte, o evento explorou novas formas de apresentar a inovação tecnológica ao grande público. Em sintonia com o desempenho do setor automotivo chinês que segue como maior exportador mundial de veículos de nova energia em 2025 —, automóveis também fizeram parte das performances, combinando velocidade, potência e tecnologia em coreografias visuais. Encerrando o espetáculo, a gala conectou as apresentações a grandes projetos nacionais e obras de engenharia de escala global, utilizando a linguagem da tecnologia para enviar mensagens de Ano Novo e celebrar um futuro moldado pela inovação científica. CGTN

  • China propõe novas regras para regular IAs com interação emocional e comportamento semelhante ao humano

    O governo da China avançou mais um passo no controle do uso de inteligência artificial voltada ao público, ao divulgar um conjunto de regras preliminares que ampliam a supervisão sobre sistemas de IA capazes de simular personalidades humanas e interagir emocionalmente com usuários. As diretrizes foram publicadas pelo órgão regulador cibernético do país para consulta pública, reforçando a estratégia de Pequim de moldar o desenvolvimento da IA com foco em segurança, ética e controle social. As regras se aplicam a produtos e serviços de IA disponíveis ao público chinês que apresentem características como traços de personalidade simulados, padrões de pensamento e estilos de comunicação humanos, além de interação emocional por meio de texto, imagem, áudio ou vídeo. A proposta deixa claro que o avanço da IA conversacional e “empática” passa a ser tratado como um tema sensível de saúde mental e estabilidade social. Alerta contra uso excessivo e dependência emocional Um dos pontos centrais do texto é a exigência de que as empresas alertem os usuários sobre o uso excessivo dessas tecnologias. Caso sejam detectados sinais de dependência, comportamento compulsivo ou vício, os provedores deverão intervir ativamente. Segundo o rascunho, as empresas precisarão assumir responsabilidade de segurança durante todo o ciclo de vida do produto, implementando sistemas formais de revisão de algoritmos, proteção de dados e salvaguardas de informações pessoais. A abordagem reforça o modelo regulatório chinês, que responsabiliza diretamente os provedores pelos impactos sociais de suas tecnologias. Monitoramento do estado emocional dos usuários As regras também abordam riscos psicológicos associados ao uso prolongado de IAs com interação emocional. Os provedores deverão ser capazes de identificar o estado emocional dos usuários, avaliar níveis de dependência e reconhecer sinais de emoções extremas ou comportamentos aditivos. Caso esses sinais sejam detectados, o texto exige que as plataformas adotem medidas corretivas, embora não detalhe exatamente quais ações seriam consideradas aceitáveis. Esse ponto deve gerar debates durante a consulta pública, especialmente sobre privacidade, consentimento e limites do monitoramento emocional. Linhas vermelhas para conteúdo e comportamento Assim como em outras regulações chinesas, o projeto estabelece linhas vermelhas claras para o conteúdo gerado pelas IAs. Os sistemas não poderão produzir materiais que ameacem a segurança nacional, espalhem rumores, promovam violência ou conteúdos obscenos. O movimento reforça a visão do governo chinês de que a IA não é apenas uma tecnologia comercial, mas um instrumento com impacto direto no comportamento humano, exigindo controles rigorosos antes de sua adoção em larga escala. Reuters

  • Neuralink planeja produção em larga escala de implantes cerebrais até 2026, afirma Elon Musk

    A Neuralink, empresa de implantes cerebrais fundada por Elon Musk, pretende iniciar a produção em alto volume de dispositivos de interface cérebro-computador (BCI) e adotar procedimentos cirúrgicos totalmente automatizados a partir de 2026. A informação foi divulgada pelo próprio Musk em uma publicação na plataforma X. Até o momento, a Neuralink não respondeu a pedidos oficiais de esclarecimento adicionais. Ainda assim, o anúncio indica uma aceleração significativa na estratégia da empresa, que busca transformar uma tecnologia experimental em uma solução médica escalável. Implantes já permitem controle digital por pensamento O implante da Neuralink foi projetado para auxiliar pessoas com condições neurológicas graves, como lesões na medula espinhal. Segundo informações divulgadas anteriormente, o primeiro paciente implantado conseguiu jogar videogames, navegar na internet, publicar em redes sociais e controlar o cursor de um notebook apenas com o pensamento. Em setembro, a empresa informou que 12 pessoas em todo o mundo, todas com paralisia severa, já receberam o implante cerebral e estão utilizando a tecnologia para controlar ferramentas digitais e físicas por meio de sinais neurais. Aprovação regulatória e investimentos bilionários A Neuralink iniciou testes em humanos em 2024, após resolver preocupações de segurança levantadas pela Food and Drug Administration (FDA). A agência reguladora norte-americana havia rejeitado inicialmente o pedido da empresa em 2022, exigindo ajustes nos protocolos de segurança antes de autorizar os ensaios clínicos. Além dos avanços regulatórios, a empresa também reforçou sua posição financeira. Em junho, a Neuralink captou US$ 650 milhões em uma rodada de investimentos, sinalizando forte confiança de investidores no potencial da tecnologia de interfaces cérebro-máquina. Automação cirúrgica e próximos desafios A promessa de cirurgias totalmente automatizadas representa um dos aspectos mais ambiciosos do plano anunciado por Musk. Hoje, o implante do chip cerebral envolve robôs cirúrgicos altamente especializados, mas ainda depende de supervisão e etapas manuais. A automação completa pode ser crucial para escalar o número de procedimentos, reduzir custos e ampliar o acesso à tecnologia. Apesar do otimismo, especialistas alertam que desafios técnicos, éticos e regulatórios continuam sendo significativos, especialmente quando se trata de intervenções diretas no cérebro humano. Ainda assim, os planos da Neuralink reforçam a visão de Musk de integrar tecnologia avançada ao corpo humano como parte do futuro da medicina e da computação. Reuters

  • Trump barra acordo de chips e cita riscos à segurança nacional e ligações com a China

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bloqueou um acordo envolvendo o setor de semicondutores ao proibir a aquisição de ativos da empresa aeroespacial e de defesa Emcore, sediada em Nova Jersey, pela companhia de fotônica HieFo Corp. A decisão foi justificada por preocupações de segurança nacional e por possíveis vínculos com a China. Segundo a ordem publicada pela Casa Branca, Trump afirmou que a HieFo é “controlada por um cidadão da República Popular da China” e que a aquisição realizada em 2024 poderia levar a ações que “ameaçam prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos”. O documento não detalha quem seria o indivíduo citado nem especifica quais riscos concretos foram identificados. Ordem determina desinvestimento em até 180 dias A determinação presidencial proíbe formalmente a transação e ordena que a HieFo se desfaça de todos os interesses e direitos relacionados aos ativos da Emcore, em qualquer local, no prazo máximo de 180 dias. A análise do caso foi conduzida pelo Committee on Foreign Investment in the United States (CFIUS), que identificou riscos à segurança nacional durante a investigação, conforme comunicado do U.S. Department of the Treasury. Assim como a Casa Branca, o Tesouro não detalhou a natureza desses riscos. Até o momento, HieFo e Emcore não se pronunciaram publicamente sobre a decisão. As empresas também não publicaram reações oficiais em seus sites. Detalhes do negócio À época do acordo, a Emcore então uma empresa de capital aberto, posteriormente fechada informou que a HieFo adquiriu seu negócio de chips e operações de fabricação de wafers de fosfeto de índio por cerca de US$ 2,92 milhões (aproximadamente US$ 3 milhões). A HieFo declarou que foi cofundada por Genzao Zhang, ex-vice-presidente de engenharia da Emcore, e Harry Moore, descrito em seu perfil profissional como ex-diretor sênior de vendas da Emcore. Contexto estratégico A decisão reforça a postura do governo norte-americano de endurecer o escrutínio sobre aquisições envolvendo tecnologias sensíveis, especialmente no setor de semicondutores, considerado estratégico. Nos últimos anos, Washington tem ampliado o uso do CFIUS para bloquear ou impor condições a transações com potenciais implicações geopolíticas, sobretudo quando há ligações diretas ou indiretas com a China. Reuters

Cópia de Cyber Security Brazil_edited.jpg

Cyber Security Brazil desde 2021, atuamos como referência nacional em segurança digital, oferecendo informação confiável, conteúdo especializado e fortalecendo o ecossistema de cibersegurança no Brasil.

Institucional

(11) 93937-9007

INSCREVA SEU EMAIL PARA RECEBER

ATUALIZAÇÕES, POSTS E NOVIDADES

  • RSS
  • Instagram
  • LinkedIn

© 2025 Todos os direitos reservados a Cyber Security Brazil

bottom of page