Singapura acusa grupo ligado à China de atacar suas quatro maiores operadoras de telecom
- Cyber Security Brazil
- há 15 horas
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O governo de Singapura confirmou que um grupo de hackers associado à espionagem cibernética chinesa realizou ataques contra as quatro maiores operadoras de telecomunicações do país: Singtel, StarHub, M1 e Simba Telecom. A ofensiva, que teria se estendido por meses, atingiu a infraestrutura considerada crítica para o Estado.
Segundo comunicado oficial, o grupo identificado como UNC3886 conseguiu invadir e acessar alguns sistemas das empresas, mas não houve interrupção de serviços nem acesso a dados pessoais de clientes. A informação foi confirmada por K. Shanmugam, ministro coordenador de segurança nacional de Singapura.
A unidade de segurança da Google, Mandiant, já havia associado o UNC3886 a operações de espionagem que atuam possivelmente em nome do governo chinês. Pequim nega envolvimento em ações desse tipo, embora autoridades e especialistas internacionais apontem que o país mantém operações recorrentes de espionagem digital, inclusive com possível preparação estratégica relacionada a Taiwan.
O grupo UNC3886 é conhecido por explorar vulnerabilidades zero-day em roteadores, firewalls e ambientes virtualizados áreas onde ferramentas tradicionais de segurança nem sempre conseguem detectar atividades maliciosas. Além disso, utiliza rootkits para manter persistência prolongada nos sistemas comprometidos.
De acordo com o governo singapurense, em ao menos um caso os invasores obtiveram acesso limitado a sistemas críticos, mas não avançaram o suficiente para comprometer serviços essenciais.
As operadoras atingidas afirmaram, em nota conjunta, que enfrentam regularmente ataques como negação de serviço distribuída (DDoS) e tentativas de infecção por malware. Segundo as empresas, são adotadas estratégias de defesa em profundidade (defense-in-depth) e ações rápidas de remediação sempre que incidentes são identificados.
Contexto geopolítico e comparações internacionais
Os ataques em Singapura ocorrem em um cenário mais amplo de ofensivas contra empresas de telecomunicações em diferentes países, incluindo os Estados Unidos. Diversos governos atribuíram essas campanhas a outro grupo ligado à China, conhecido como Salt Typhoon.
Entretanto, o governo de Singapura destacou que o impacto do ataque conduzido pelo UNC3886 foi significativamente menor do que os incidentes atribuídos ao Salt Typhoon em outras regiões.
O caso reforça a crescente pressão sobre infraestruturas críticas de telecomunicações, consideradas alvos estratégicos tanto para espionagem quanto para possíveis ações disruptivas em cenários de tensão geopolítica.
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