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Polícia grega prende grupo que aplicava golpes com torre de celular falsa escondida em porta-malas

  • Foto do escritor: Cyber Security Brazil
    Cyber Security Brazil
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

A polícia da Grécia desmantelou uma operação sofisticada de golpes móveis que utilizava uma torre de celular falsa escondida no porta-malas de um carro para enviar mensagens de phishing a usuários de telefone na região metropolitana de Atenas. A ação foi confirmada na semana passada pelas autoridades.


Segundo comunicado da Hellenic Police, os suspeitos são acusados de falsificação de documentos de identidade, fraude e acesso ilegal a sistemas de informação, atuando como parte de um grupo criminoso organizado. A abordagem ocorreu na região de Spata, a leste de Atenas, após denúncias de comportamento suspeito.


Durante a fiscalização, os ocupantes do veículo teriam apresentado documentos falsos. Na vistoria do carro, os agentes encontraram um sistema móvel de computação escondido no porta-malas, conectado a um transmissor instalado no teto e camuflado como uma antena do tipo “barbatana de tubarão”, comum em veículos modernos.


De acordo com as autoridades, o equipamento funcionava como uma estação base móvel clandestina conhecida como SMS blaster. Esse tipo de dispositivo imita a infraestrutura legítima de operadoras de telecomunicações, forçando celulares próximos a se conectarem a ele. Nesse processo, os aparelhos eram rebaixados da rede 4G para a antiga e menos segura rede 2G, explorando vulnerabilidades conhecidas há anos.


Uma vez conectados, os hackers conseguiam coletar dados identificadores, como números de telefone, e enviavam mensagens fraudulentas que se passavam por bancos ou empresas de logística. Os textos continham links de phishing que induziam as vítimas a inserir dados de cartões de pagamento e outras informações sensíveis, posteriormente usadas em transações não autorizadas.


Até o momento, os investigadores relacionaram o grupo a pelo menos três casos de fraude nas regiões de Maroussi, Spata e Atenas. As autoridades afirmam que as investigações continuam e que a real dimensão da operação ainda não é totalmente conhecida. Os suspeitos já foram apresentados a um promotor público.


A polícia não divulgou a identidade dos detidos, mas a imprensa local informou que se tratam de cidadãos chineses. Ataques com SMS blaster semelhantes já foram registrados em países como Tailândia, Indonésia, Catar e Reino Unido, sempre com estruturas quase idênticas, escondidas em veículos que circulavam por áreas densamente povoadas.


Em comentários sobre o caso grego, o site de monitoramento de riscos em telecomunicações Commsrisk destacou que as imagens divulgadas pela polícia mostram um conversor de energia DC-AC fabricado por uma empresa chinesa, equipamento que também apareceu em casos similares na Europa e na Ásia. Para a organização, a recorrência sugere a existência de cadeias de suprimento comuns que facilitam a disseminação internacional desse tipo de crime.

 
 
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