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Linux 6.18 é lançado como última versão do ano e forte candidato a novo kernel LTS

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    Cyber Security Brazil
  • 4 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O Linux 6.18, último lançamento do kernel em 2025, chegou oficialmente no último domingo de novembro, anunciado por Linus Torvalds. A expectativa da comunidade é que esta versão se torne o próximo Long Term Support (LTS), já que tradicionalmente o último kernel anual costuma assumir esse papel. Trata-se de mais um marco na evolução do sistema criado em 1991, quando Ari Lemmke escolheu o nome “Linux” para o projeto de Torvalds.


A atualização traz inúmeras melhorias, novos drivers e ajustes internos, ainda que sem grandes funcionalidades inéditas. A mudança mais visível é a remoção completa do bcachefs, sistema de arquivos experimental que havia sido incorporado em 2023, mas recentemente transferido para manutenção externa. O projeto agora mantém seus próprios repositórios DKMS para distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora e openSUSE, além de já estar disponível no Arch Linux e NixOS.


Vários sistemas de arquivos receberam aprimoramentos significativos. O XFS agora permite reparo e checagem online, ideal para ambientes corporativos com volumes massivos. O driver exFAT teve operações aceleradas em até 16 vezes, enquanto Btrfs, ext4, FUSE e os mecanismos de cache passaram por otimizações. Para sistemas compartilhados via NFSv4, o cache agora pode ser totalmente desativado uma funcionalidade incomum, mas útil em cenários específicos.


O suporte a hardware também avançou substancialmente. Consoles portáteis e dispositivos de marcas como ASUS, Lenovo e GamePad Digital receberam melhorias, assim como o controle DualSense da Sony. Sistemas Dell, Alienware, HP Omen e diversas placas ASUS ROG tiveram aprimoramentos de monitoramento. Há ainda avanços no suporte a teclados, trackpads e sensores embarcados.


Em termos de inovação, o kernel introduz dm-pcache, recurso que permite usar memórias persistentes (PMEM) como a antiga tecnologia Intel Optane como cache de alta performance para SSDs e HDs. O suporte a CPUs x86-64 foi expandido, enquanto o driver Nouveau para GPUs Nvidia agora pode utilizar o firmware GSP nos chips Turing e Ampere, melhorando o gerenciamento de energia.


Na arquitetura Arm, o kernel estreia um driver preliminar em Rust para GPUs Mali e amplia o suporte aos SoCs Apple M2, graças ao projeto Asahi Linux. Melhorias adicionais chegam para plataformas Rockchip, RISC-V e Loongson. Outra atualização importante é a versão em Rust do Binder, sistema de IPC usado no Android, substituindo a implementação em C após duas décadas.


Há também avanços no ecossistema de virtualização: o kernel agora reconhece quando está sendo executado no hipervisor bhyve, do FreeBSD, que recentemente expandiu suporte para VMs com mais de 255 vCPUs. Recursos como pidfds foram estendidos para cobrir namespaces de kernel, e o protocolo AccECN, da IETF, passa a ser suportado para notificações mais precisas de congestionamento em redes.


O kernel 6.18 também inaugura suporte preliminar para assinatura criptográfica de programas eBPF, reforçando a segurança de componentes que atuam dentro do próprio kernel. No gerenciamento de memória, surge o conceito de sheaves, uma nova camada de abstração acima dos "folios", marcando mais um passo rumo à reformulação de subsistemas internos.


As distribuições rolling release serão as primeiras a receber o Linux 6.18. Como Debian e RHEL lançaram versões estáveis recentemente, é provável que ignorem este release, mas ele pode chegar ao Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”, cujo ciclo de snapshots mensais já está em andamento.


Via - TR

 
 
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