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Ex-engenheiro do Google é condenado por roubar 2 mil segredos de IA para startup chinesa

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    Cyber Security Brazil
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Um ex-engenheiro do Google foi condenado nos Estados Unidos por espionagem econômica e roubo de segredos industriais, após subtrair mais de 2 mil documentos confidenciais ligados a tecnologias de inteligência artificial da empresa para beneficiar uma startup com atuação na China. O anúncio foi feito pelo Department of Justice (DoJ).


Linwei Ding, também conhecido como Leon Ding, de 38 anos, foi considerado culpado por um júri federal em sete acusações de espionagem econômica e sete de roubo de segredos comerciais. Segundo o DoJ, os arquivos continham informações estratégicas sobre infraestrutura de supercomputação, chips dedicados a IA e sistemas de gerenciamento de clusters, tecnologias críticas para o treinamento e a execução de modelos avançados de inteligência artificial. As autoridades afirmam que o material foi obtido com o objetivo de beneficiar a China.


De acordo com a acusação, o roubo ocorreu entre maio de 2022 e abril de 2023, período em que Ding ainda trabalhava no Google. Ele teria transferido os documentos da rede corporativa para sua conta pessoal na nuvem, além de adotar métodos para ocultar a atividade, como copiar códigos-fonte para o aplicativo Apple Notes, converter os arquivos em PDF e só então enviá-los para fora do ambiente corporativo. As investigações também apontam que o engenheiro tentou simular presença física em escritórios do Google nos EUA enquanto estava na China.


Os segredos industriais envolviam, entre outros pontos, a arquitetura das TPUs (Tensor Processing Units), sistemas de GPUs, softwares de orquestração capazes de coordenar milhares de chips em supercomputadores de IA e até SmartNICs customizados, fundamentais para comunicação de alta velocidade em data centers. Paralelamente, Ding mantinha vínculos com empresas chinesas de tecnologia e fundou, em 2023, a Shanghai Zhisuan Technologies Co., startup voltada a IA e machine learning.


Segundo os promotores, o caso ganhou força quando o Google descobriu que Ding havia feito apresentações públicas na China para potenciais investidores, detalhando sua startup. Em 2025, novas acusações apontaram ainda que ele teria se inscrito em um programa de talentos patrocinado por Pequim, com o objetivo declarado de ajudar a China a alcançar infraestrutura de computação de nível internacional. A sentença pode chegar a até 15 anos de prisão por cada crime de espionagem econômica e 10 anos por cada roubo de segredo industrial.

 
 
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