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Dia Internacional da Proteção de Dados expõe desafios críticos da privacidade na era da IA e da hiperconectividade

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    Cyber Security Brazil
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura


A velocidade do desenvolvimento tecnológico amplia a circulação de dados na rede e especialista faz alerta sobre vulnerabilidade e riscos de fraudes digitais.


O Dia Internacional da Proteção de Dados, celebrado em 28 de janeiro, chega em 2026 em meio a um cenário de aceleração tecnológica sem precedentes, no qual inteligência artificial, big data e automação ampliam exponencialmente o volume, o valor e a sensibilidade dos dados pessoais em circulação. Para especialistas em tecnologia e segurança da informação, a data deixa de ser simbólica e se consolida como um alerta estratégico para empresas, governos e desenvolvedores.


A origem da data remonta a 1981, com a assinatura da Convenção 108 do Conselho da Europa, primeiro tratado internacional juridicamente vinculante voltado à proteção de dados pessoais. Quatro décadas depois, os princípios estabelecidos naquele documento, como finalidade, transparência e segurança, permanecem atuais, mas enfrentam novos testes diante de arquiteturas digitais complexas e sistemas baseados em aprendizado de máquina.


Para Priscila Meyer,  especialista em segurança da informação, crimes cibernéticos e proteção de dados, a segurança dos dados deixou de ser apenas uma pauta jurídica para se tornar um tema central de engenharia, governança de TI e estratégia de negócios. “Tecnologias como IA generativa, biometria, reconhecimento facial, Internet das Coisas (IoT) e plataformas interconectadas ampliam riscos de vazamentos, reidentificação de dados e usos não-previstos das informações pessoais”, afirma. 


No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece diretrizes claras para o tratamento de dados em ambientes digitais e impõe responsabilidades técnicas às organizações, especialmente no que diz respeito à segurança da informação e à prevenção de incidentes. A atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tem reforçado a necessidade de políticas robustas de compliance, mapeamento de dados e avaliação de riscos tecnológicos.


Ainda segundo Meyer, o desafio atual vai além da conformidade legal. Envolve decisões sobre privacy by design, governança algorítmica, anonimização eficaz e limites éticos no uso de dados para treinamento de modelos de IA. “Casos recentes de vazamentos e falhas de segurança mostram que sistemas tecnicamente avançados podem se tornar vulneráveis quando a proteção de dados não é integrada desde a concepção”, destaca.


Olhando para 2026, a especialista aponta três frentes prioritárias:


Proteção de dados em sistemas de IA, especialmente quanto à origem, qualidade e uso dos dados de treinamento;


Cibersegurança aplicada à privacidade, com foco em prevenção, resposta a incidentes e resiliência digital;


Educação técnica e cultural, para que desenvolvedores, gestores e usuários compreendam o impacto real da exposição de dados.


Ainda de acordo com Priscila Meyer, é importante lembrar que, na economia digital, dados são ativos estratégicos,  e a proteção é condição básica para inovação sustentável, confiança do usuário e competitividade no mercado tecnológico.

 
 
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