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Ataque cibernético tenta paralisar operador portuário russo e afetar exportações de carvão e fertilizantes

  • Foto do escritor: Cyber Security Brazil
    Cyber Security Brazil
  • 16 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

O operador portuário russo Port Alliance enfrenta o terceiro dia consecutivo de instabilidade após um ataque cibernético que mirou partes críticas de sua infraestrutura digital. A ofensiva, descrita pela empresa como originada “do exterior”, é mais um episódio dentro da escalada de ataques que têm atingido instalações estratégicas desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.


Em comunicado divulgado a Port Alliance afirmou que os hackers lançaram um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) de grande intensidade, acompanhado de tentativas de invasão à sua rede corporativa. Segundo a empresa, o objetivo era claro: desestabilizar as operações e comprometer processos essenciais ligados à exportação de carvão e fertilizantes minerais por seus portos nas regiões do Báltico, Mar de Azov–Mar Negro, Extremo Oriente e Ártico.


Apesar da pressão e do volume de tráfego malicioso, a operadora garantiu que seus terminais continuam funcionando normalmente, e que “todos os sistemas-chave seguem operacionais, sem impacto nos processos portuários e logísticos”.


A companhia destacou ainda que os invasores operavam a partir de uma botnet composta por mais de 15 mil endereços IP únicos distribuídos globalmente, inclusive alguns localizados dentro da própria Rússia, e alteravam continuamente suas táticas para escapar das defesas de segurança.


A Port Alliance, que administra seis terminais marítimos em importantes corredores de transporte e movimenta mais de 50 milhões de toneladas de carvão e fertilizantes por ano, afirmou não ter elementos suficientes para atribuir o ataque a um grupo hacker específico.


A ofensiva ocorre em meio ao aumento de ataques direcionados a setores de transporte e logística desde a invasão russa à Ucrânia em 2022. De ambos os lados, hackers russos e ucranianos têm recorrido a DDoS como forma de interromper serviços críticos, causar prejuízos e demonstrar força cibernética.


No mesmo dia, a rede ucraniana de postos de combustível WOG relatou um ataque cibernético de grande escala que deixou seus serviços online temporariamente indisponíveis — o acesso foi restabelecido horas depois, sem detalhes técnicos divulgados. Já em países aliados, as tensões também se refletem no ambiente digital.


Sites do governo da Dinamarca e de empresas do setor de defesa ficaram brevemente fora do ar após um ataque DDoS que, segundo autoridades dinamarquesas, provavelmente teve origem na Rússia. O grupo hacker pró-Rússia NoName057 reivindicou autoria, embora a verificação dessas declarações permaneça difícil.


Via - RFN

 
 
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