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Alemanha expulsa diplomata russo acusado de espionagem ligada à guerra na Ucrânia

  • Foto do escritor: Cyber Security Brazil
    Cyber Security Brazil
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

A Alemanha expulsou um diplomata da Rússia acusado de envolvimento em atividades de espionagem relacionadas ao esforço de guerra na Ucrânia, intensificando ainda mais as tensões entre Berlim e Moscou. O Ministério das Relações Exteriores alemão informou que declarou o funcionário russo como persona non grata e convocou o embaixador russo para comunicar oficialmente a decisão.


Segundo o governo alemão, o diplomata foi obrigado a deixar o país com efeito imediato. Em nota, o ministério foi enfático ao afirmar que “a Alemanha não aceita espionagem em seu território, especialmente quando realizada sob a cobertura de status diplomático”. A medida foi tratada como uma resposta direta a atividades consideradas hostis à segurança nacional alemã.


Veículos de imprensa como a Der Spiegel e o portal russo independente The Insider identificaram o diplomata expulso como Andrei Mayorov, vice-adido militar da embaixada russa em Berlim. Ele teria patente de coronel na agência de inteligência militar russa, o GRU.


De acordo com as investigações, Mayorov teria atuado como contato direto de Ilona Kopylova, cidadã com dupla nacionalidade ucraniana e alemã, presa anteriormente em Berlim sob suspeita de espionagem em favor da Rússia. As autoridades acreditam que ela manteve contato com um representante da embaixada russa ligado a serviços de inteligência desde, pelo menos, novembro de 2023.


Promotores afirmam que Kopylova teria explorado relações com atuais e ex-funcionários do Ministério da Defesa da Alemanha para coletar informações sensíveis sobre ajuda militar à Ucrânia, locais de testes de drones e dados estratégicos da indústria de armamentos. Ela também é acusada de auxiliar seu contato russo a operar com identidade falsa para frequentar eventos políticos em Berlim e estabelecer redes de relacionamento estratégicas.


O chanceler alemão Johann Wadephul declarou que a expulsão representa um recado claro a Moscou. Segundo ele, atividades de inteligência sob fachada diplomática são “completamente inaceitáveis” e ações agressivas da Rússia terão consequências diretas.


A embaixada russa em Berlim rejeitou as acusações, classificando-as como uma “provocação absurda e fabricada às pressas”. Em comunicado, Moscou acusou o governo alemão de fomentar uma suposta “histeria de espionagem” e advertiu que as ações de Berlim não ficarão sem resposta.


O episódio ocorre em meio a um aumento significativo das tensões diplomáticas entre os dois países. Nos últimos meses, a Alemanha acusou a Rússia de ataques cibernéticos contra órgãos críticos, campanhas de desinformação e intrusões digitais direcionadas a empresas dos setores de defesa, aeroespacial e tecnologia da informação, além de partidos políticos alemães.

 
 
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