Anthropic lança Opus 5 com preço 50% menor que o Fable 5 e sem retenção obrigatória de dados
- Cyber Security Brazil
- 29 de jul.
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A Anthropic anunciou o Claude Opus 5, novo modelo de inteligência artificial que promete desempenho próximo ao Claude Fable 5 por metade do preço. Além do custo reduzido, a empresa destaca que o modelo não exige retenção obrigatória de dados, característica voltada principalmente ao mercado corporativo.
O Opus 5 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída. Já o Fable 5 é cobrado a US$ 10 e US$ 50, respectivamente. Como referência, o GPT-5.6 Sol, da OpenAI, possui preços de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída.
Segundo a Artificial Analysis, o custo médio ponderado por tarefa no índice Intelligence Index é de US$ 2,03 para o Opus 5, contra US$ 2,75 do Fable 5. O GPT-5.6 Sol registra US$ 1,04 e o Kimi K3, US$ 0,95.
No mesmo índice, o Opus 5 alcançou 61 pontos, superando o Fable 5 por um ponto. A Anthropic afirma que o modelo oferece desempenho significativamente superior ao Opus 4.8, especialmente em programação assistida, uso de computadores e tarefas complexas de longo prazo.
A empresa também reduziu em cerca de 80% o prompt de sistema utilizado pelo Claude Code. Segundo o engenheiro Thariq Shihipar, essa mudança exige prompts mais simples e levou à atualização das recomendações para arquivos de configuração, como o CLAUDE.md. A ferramenta claude doctor poderá otimizar automaticamente parte dessas instruções.
A Anthropic alerta, no entanto, que o Opus 5 tende a produzir respostas mais longas do que versões anteriores. Usuários que desejarem respostas mais objetivas deverão especificar esse comportamento diretamente nos prompts.
Na área de cibersegurança, o modelo obteve 80% no benchmark OSS-Fuzz para identificação de vulnerabilidades em código aberto, resultado próximo ao Mythos 5, que alcançou 79,4%. Já na geração de explorações dessas falhas, o Opus 5 apresentou desempenho inferior, concluindo 4 de 14 tentativas, contra 13 de 14 do Mythos.
Segundo a empresa, o Opus 5 utiliza classificadores de segurança menos restritivos do que o Fable 5 para permitir a identificação de vulnerabilidades em código-fonte. Em contrapartida, continua bloqueando atividades consideradas de maior risco, como varreduras de vulnerabilidades baseadas em binários, testes de intrusão e geração de exploits.
Outra novidade é um mecanismo de fallback automático na API. Quando uma solicitação for considerada inadequada para o Opus 5 ou Fable 5, ela poderá ser encaminhada automaticamente para um modelo menos avançado, em vez de ser completamente bloqueada.
A Anthropic afirma ainda que o Opus 5 é seu modelo mais alinhado até o momento, reduzindo a probabilidade de respostas fora das políticas de segurança, ao mesmo tempo em que elimina a exigência de retenção de dados para empresas.



